sexta-feira, 30 de junho de 2017

A turma do Retnuh - s2

Eu queria ter postado isso no dia 12 de junho... Um bom tempo atrasado, mas, eu acho que ainda conta.





Boas férias pra vocês!

sábado, 24 de junho de 2017

Atualização da semana - 18/06 a 24/06

Estou escrevendo isso bem depois da hora. Não vou dar desculpas, nem falar de situações que me levaram a isso. Estou atrasado em entregar meu texto, e isso é tudo.

A boa notícia é que, para hoje, eu quis trazer coisas um pouco mais significativas do que fiz semana passada. Leia-se: vou mostrar partes maiores daquilo que venho trabalhando. Isso inclui uma página, um trecho e, finalmente, a introdução de um personagem novo.

Vamos começar pelo projeto maior.

Retnuh "6"

Seis. Seis porque este é o sexto grande projeto do Retnuh, os outros cinco sendo as tiras iniciais, A Busca pelo Bolo, o Homem de Fogo, Retnuh e o Dinossauro e Feliz. O Gato Borralheiro não conta. E, não, ainda não consegui encontrar um nome para essa nova história... Ou... Será que consegui...?

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A turma do Retnuh - 21 de Junho


Hoje é o aniversário de um dos nomes mais importantes da Literatura Brasileira! O grande Machado de Assis comemoraria 178 anos hoje!

E perdão pela qualidade baixa dos traços da tira; meu tempo foi bem apertado hoje! Mas, eu não podia deixar de dar uma homenagem ao Machado!

Parabéns, grande mestre!

Sejamos concisos!

Retornando hoje de uma conferência amíssima sobre o mal na Literatura, deixei-me levar pelos pensamentos enquanto voltava para casa, misturando o que ouvi com o que venho aprendendo na maravilhosa cadeira de Estilística, e, no geral, refletindo sobre todos esses assuntos combinados.

Eis que, logo antes de minha parada, eu me deparo com a fachada de uma instituição religiosa, creio que evangélica, bastante... ocupada, digamos assim.
Além do nome indicado da instituição (o qual não citarei por motivos óbvios), a fachada incluía uma série de dizeres referindo-se a qualidades direcionadas a Jesus Cristo.
O comum dentre todas elas era o início "O Único", seguido de uma pequena frase de cunho esperado desse tipo de coisa.

No entanto, acredito que por conta do entusiasmo de quem produziu tal fachada, o grande número de frases me pareceu, perdão pela grosseria, um tanto mal pensado, duas delas em particular fixando-se fortemente em minha mente:

"O Único que morreu por você."

"O Único que voltará em breve."

Dentro do contexto religioso, nenhuma das frases é absurda, muito menos provida de sentidos dúbios. Ambas, na verdade, tratam do ponto máximo do Cristianismo, que é a morte de Cristo pelos pecadores, e sua ressurreição para salvar os pecadores.
No entanto, ao extraí-las de seu contexto, ou melhor, ao pô-las em contraste com contextos externos, não é difícil perceber que elas acabam que sendo contraditórias.
O quanto, você pergunta? Pois bem.

Primeiro, falemos daquele que "morreu por você.". Ao dizer isso, temo que o uso de palavras, ou melhor, o uso de "O Único" no começo cria certos problemas; em especial, cria-se o ponto de que, em nossas vidas, no nosso dia a dia, pode-se dizer que muitos morreram por nós, em maneiras diferentes.
O caso que me veio à mente foi o de soldados e guerreiros, pessoas que lutam, e morrem, para garantir o nosso estilo de vida como o conhecemos e, por extensão, nós mesmos. Em outros termos, eles morreram por nós e, tristemente, continuam a morrer.

O segundo caso é ainda mais simples! Ao sair de casa, com o mero intuito de passar em uma padaria, você voltará em breve. Obviamente, não há a segurança e certeza absoluta como no caso de Cristo, mas, é provável que você voltará em breve.

Essa minha reflexão está sendo feita para apontar o quanto se retira de algo quando você trata em explicá-lo.
Fosse a expressão "O Único" seguida do nome de Jesus, tenho convicção de que eu não estaria escrevendo estes pontos como estou agora, visto que o significado da palavra, somado à sua letra inicial maiúscula, já dariam toda a informação de que preciso, sem adereços desnecessários.

Isso me lembrou de uma discussão em uma das aulas de Linguística que tive, na qual foi deixado claro que, ao categorizar algo como Deus, não se está fazendo nada mais do que limitar sua capacidade, existência, seja o que for.
Por exemplo: ao falar de Deus como um "Deus do Infinito", estou deixando nas entrelinhas, mesmo que inconscientemente, que há um Deus do Finito. E isso vale para muitas outras coisas: o Possível e o Impossível, o Tudo e o Nada, e por aí vai.
E ainda vou mais longe: afirmo que categorizar Deus como um "Deus de todas as coisas" também não é suficiente à sua majestade, à qual palavras não são suficientes para descrever. Pois, eu teria de continuar dizendo que Ele também é Deus "das coisas que não são, das coisas que seriam, das que não seriam, das que serão, das que não serão, de nenhuma das coisas", e quaisquer outras variáveis, possivelmente infinitas, que a categoria exigirá.

Isso ocorre porque a língua é uma criação humana, cheia de limitações, assim como nós, seus criadores, também tão cheios de limitações, coisas que Deus não tem.

Em resumo, não há sucesso em descrever aquilo que é indescritível, já que palavras apenas diminuem aquilo que é infinitamente grande e superior, dando-lhe limites humanos.
Por vezes, em especial daquilo que nos agrada e que nós adoramos, o conciso é muito mais favorável, e digno, do prolixo, mesmo que não seja ainda o necessário para tudo.

sábado, 17 de junho de 2017

Atualização da semana: 11/06 - 17/06

Comecei a escrever esta postagem na madrugada da quinta-feira, dia 15, e terminei no sábado, dia 17.

Essa semana foi particularmente difícil para que eu pudesse criar conteúdo. Não só tive de lidar com as pendências da universidade (algumas aparecendo de maneira ridiculamente tardia), como também foi nesta semana que ocorreu a E3 2017. Diferente dos últimos anos, finalmente houve o anúncio de não um, mas, dois novos Metroids, um dos quais será lançado já em setembro desse ano. Com essa notícia, que apareceu na terça-feira, eu tive grande dificuldade em até pensar direito, visto o quão surpreso, e ansioso, eu fiquei.

Mas, fui capaz de avançar alguns passos, e tenho, sim, algumas pequenas novidades para mostrar aos leitores.

sábado, 10 de junho de 2017

Atualização da semana: Um novo Retnuh está sendo feito!

Já faz um tempo considerável desde a última vez que fiz uma postagem do tipo "relatório" neste blog. Em especial um relatório falando de algo em que estou trabalhando, somado a vários outros pontos...
Mas, como eu já refiz a introdução dessa postagem três vezes mais do que o necessário, acredito que é hora de simplesmente ir direto ao ponto.

A partir desta postagem, tentarei fazer postagens periódicas falando justamente sobre o que venho trabalhando, de maneira a deixar o blog um pouco mais animado, além de fazer deste um processo mais aberto, permitindo aos leitores que tenham uma ideia do que esperar a seguir, e de quando receberão novidades.
Faço isso devido a diversas experiências de longas pausas entre atualizações de coisas que eu mesmo gosto de acompanhar, pausas essas que quase matam meu interesse em continuar acompanhando-as, diga-se de passagem.

Veremos no que isso vai dar. Agora, chega de perder tempo, vamos falar do que vem por aí.

Eu venho trabalhando nesse novo projeto desde o final de LDM Forever - 10 anos depois. Na verdade, eu comecei mesmo ano passado ainda, e acredito que eu já tinha o básico preparado desde o fim de O Homem de Fogo, talvez até antes disso.

Se você acompanhou nossa última empreitada, é possível  que tenha notado minha pequena menção a alguém que passou "muito tempo de férias".
Como todos já sabem de quem estou falando, vou direto ao ponto.

Meu novo projeto não é nada menos do que o retorno d'As Aventuras de Retnuh, prosseguindo com a história que vocês acompanharam até Feliz. Retnuh, Nex, Sakura e Míria estarão de volta em uma nova trama, um pouco mais desenvolvida do que as demais, e com um escopo maior.
Essa nova história, cujo título ainda não decidi (por conta de uma série de fatores externos que envolvem escolhas estilísticas e tom), vai marcar também um momento importante para Retnuh, já que essa será a primeira parte de uma história bem maior. 

terça-feira, 6 de junho de 2017

Passarinhos

Vivemos em jaulas... A liberdade é algo que nenhum de nós tem de fato; é uma mera ilusão, uma mentira, algo que contamos a nós mesmos para fazer de conta que somos livres. A verdade é que não somos. Não há liberdade. Todos somos presos a alguma coisa. Coisa essa que pode ser qualquer coisa. Ou não coisa. Algo que não é coisa, que não chamamos coisa, pelo menos. A vida é uma coisa? Não sei, depende de quem fala. Mas, estamos presos à vida, assim como estamos presos a nossa própria mortalidade. Todos vamos morrer, simples.
Da mesma forma, este texto está preso com uma introdução mórbida, talvez até demais para o leitor mais amigo, aquele que não gosta de falar nas coisas ruins, que diz que faz mal para os nervos e para o coração. Pois saiba, leitor, que também tu está preso a teus próprios ideais, tuas próprias crenças. E este texto? Claro, tem a introdução, mas, ele também está preso às regras de nossa língua, com a qual estamos presos desde o dia em que nascemos. Qual a solução? Sair da língua? Impossível! Nunca se esquece de sua primeira língua: ela está em teus pensamentos, teus arredores, e está na boca daqueles próximos a ti. E estás tão preso a ela, que ela o força a seguir suas leis, leis feitas por homens brancos e velhos, talvez, ou não... Mas, não importa. Até mesmo nossa noção de poder está presa a essa analogia, por horas tão infeliz, por horas tão alegre e divertida.

Todos estamos presos em diferentes prisões, mas, elas não se dizem prisões! Claro que não! Por que diriam?! Até mesmo as prisões estão presas! Presas a que, o leitor vai perguntar. Ora, como podem estar presas se são elas que prendem!  Pois saiba, leitor, preso pelos limites de sua própria imaginação, ou do acanhamento de deixar seu pensamento voar em uma prisão um pouco maior, que as prisões podem sim estar presas, e elas estão presas em prisões ainda maiores, que têm nomes diferentes toda vez que prendem algo diferente. Para isso, em particular, elas são a ideia ruim que temos de prisões. Ninguém quer ficar numa prisão! Mesmo que diga que quer, talvez preso a desejos duvidosos, presos a ideias mistas de como desejos devem ser, todos querem se ver livres da prisão de um jeito ou de outro!

Vivemos tanto em prisões, e nós desgostamos tanto de prisões, que passamos a vê-las com cores diferentes, para alimentar a ilusão de que somos livres. Ora, mas se liberdade não existe de fato! A liberdade nada mais é do que uma prisão maior, que parece nos permitir sair dela, mas que, na verdade, não deixa.

A maior prova disso é o nosso próprio habitat, o mesmo que nos aprisiona e nos torna dependentes. Sim, as cidades são, assim como tudo o mais é, prisões, prisões dentro de uma prisão ainda maior, chamada estado, que é parte de outra ainda maior, todas mudando de nome: países, continentes, planetas, sistemas, galáxias, o diabo a quatro. Nomeamos de tudo, menos de prisões!
Para continuar a ilusão, falamos que prisões precisam ter muros, muros de concreto! Preferencialmente de cor cinza, a mais sem graça e neutra das cores, que deixa tudo chato, sem vida. Afinal, não há nada pior do que uma prisão!

E o meu leitor, talvez irritado com minha insistência, vai perguntar como nossas cidades podem ser prisões! Não há muros! Não há grades! Como pode ser prisão?
E eu respondo que basta olhar para os prisioneiros. Perceba como todos eles usam seus uniformes, como todos precisam seguir suas doutrinas. E, mais ainda, têm até toque de recolher! Sim, toque de recolher!!

Anda por esses longos e apertados caminhos, chamados ruas, e vê se não há sentinelas à espreita, preparando-se para punir-te por ter cruzado naquela hora. Deveria estar em casa! Se estivesse em casa, tua prisão particular, menos apenas do que tua mente e corpo, não sofreria.

Anda pela rua à noite, aprisionado pela escuridão, e ouve um ronco agudo, um motor, vindo atrás de ti, para ver se não estás aprisionado pelo próprio medo. Olha teus arredores, para veres se tem como fugir! Não terás! As casas e prédios na rua são inacessíveis a ti. Poderiam muito bem ser trocados por grandes muros cinzas, não faria diferença. Tua única esperança seria se voares! Mas, não pode! Estás aprisionado pela biologia de teu corpo, de toda uma história de evolução, que te tirou um rabo e trocou por pernas, mas, sem asas. Então, vais invejar os morcegos, até perceber que eles, também, são aprisionados pelas próprias limitações! Não podem apreciar o que tu aprecia: coisas que tu só aprecia por estar aprisionado no mesmo canto que elas... E até elas te aprisionam.

Ao ler este texto, o leitor vai se enfurecer, e vai exigir ver as correntes que o prendem para que ele ainda leia texto tão revoltante e absurdo! Ele vai notar, então, que precisa apontar as prisões que cercam o meu texto! Ele quer ver-me punido pelas regras, pelas doutrinas! "Onde está a moral? Onde está a solução! De nada adianta apontar se não tem como mudar! Tu és um hipócrita! Um fascínora! Um meliante! Um estabanado! Um ventríloquo!!!", e me xingaria com mais palavras, todas presas com sons ameaçadores, e com significados bem diferentes daquilo que o leitor impaciente e irritado, preso pela sua falta de vontade, imagina.

Mas, meu texto não possui lições. Apenas uma lanterna. Uma lanterna hipotética, tristemente... Pois meu texto está preso a seu formato escrito, de letras, sem nada de valor. E, para piorar, meu texto está sendo escrito por um autor preso de sua própria maneira, preso por regras e ideais que ele ouviu a vida toda.

Vivemos aprisionados a tudo. E não direi que não há nada que possamos fazer, já que até o nada é sua própria prisão, dentro de outra, e mais outra, e mais outra.