sábado, 23 de setembro de 2017

Votem no Elemental - Parte 3

Na vida de um político como eu, o povo que represento deve sempre vir em primeiro lugar!














A não ser que não sejam primeiro lugar... Que pode ser o tempo todo... Depende do meu humor. Q-quer dizer...! PRIORIDADE SEMPRE!!!

sábado, 9 de setembro de 2017

sábado, 26 de agosto de 2017

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A primeira parte de Votem no Elemental vai chegar neste sábado!

Estamos quase lá!

A primeira parte da nova história do Retnuh, Votem no Elemental, será lançada neste sábado, dia 26 de Agosto! Eu sei que demorou bastante, mas, a espera está quase acabando!

Conforme eu disse em Atualizações anteriores, a forma de publicação dessa nova história será em Partes (ou Capítulos, se preferir). Um detalhe que estou analisando agora é que, ao final de cada parte, será colocada uma pequena prévia do que virá na parte seguinte. Como isso vai funcionar? Por meio de pequenos trechos de algumas das páginas, mais ou menos como está sendo abaixo:





Farei uma postagem semelhante a esta quando for a hora de anunciar a chegada da segunda parte.
MUITO OBRIGADO pela sua paciência e compreensão! Vejo vocês no sábado!

sábado, 5 de agosto de 2017

Atualização da semana - Retnuh VI + Zelda

Eu tenho que encontrar uma maneira melhor de lembrar sobre essas atualizações. Uma agenda, talvez...?

Hoje, trago uma pequena ideia de a quantas está andando a primeira parte do vindouro Retnuh VI, além de uma menção a outro de meus blogs.

sábado, 29 de julho de 2017

Atualização da semana - Arte conceitual de LDM Forever 10 e um pouquinho mais sobre Retnuh VI

O grande foco dessa semana foi aquele vídeo de vinte segundos que vocês puderam ver na minha última postagem.
Antes de lançá-lo, no entanto, eu postei no Twitter uma pequena arte conceitual do projeto.

Por conta disso, realmente não pude mexer muito com o Retnuh 6 nos últimos dias, mas, isso não quer dizer que não vou ter muito para falar hoje. Na verdade, acredito que é hora de falar um pouquinho mais sobre o que a trama vai mostrar, além de, finalmente, dar uma ideia de quando o projeto vai começar a ser lançado.

Falemos em partes.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

[LDMForever-10anosdepois#5] - Uma última coisa

Hoje, dia 27 de julho de 2017, é o décimo aniversário da primeira postagem de LDM Forever.
Há exatos 10 anos, eu escrevi a postagem "O que é LDM...", e, somente depois desse tempo todo, eu fui capaz de explicar direito o que raios eu estava falando.

Seja como for, eu estava aguardando justamente esta ocasião para fazer algo que eu nunca tinha feito antes (ao menos não de maneira... correta... digamos assim). Já que 2007 foi o ano em que comecei a escrever histórias online e a fazer blogs em geral, nada melhor do que fazer algo que eu estou devendo desde... 2009...?

O que eu fiz nada mais foi do que uma pequena cena animada de um dos momentos mais "marcantes" de LDM Forever. A cena em questão mostra a primeira vez que um dos personagens do time LDM ativa a sua "Dino-armadura". Tentei manter a cena a mais fiel possível ao que foi escrito anos atrás. Então, sem mais delongas, aqui está:

video

Com isso, oficialmente termino o projeto LDM Forever - 10 anos depois. Não é a última vez que vou me aventurar nessas águas passadas, mas, é algo que não farei por um bom tempo!
Seja como for, de volta às férias e, porque não, ao Votem no Elemental!
Muito obrigado por sua atenção, e até a próxima!

sábado, 22 de julho de 2017

Atualização dos últimos dias - Aniversário de LDM Forever + Retnuh VI

Essa semana tem algo muito importante pra mim...

No dia 27 de Julho de 2017, LDM Forever terá, oficialmente, dez anos de idade. Dez. Anos.

É também nessa data que eu pretendo publicar aquele último "presentinho" que prometi, lá na última postagem do projeto LDM Forever - 10 anos depois. Não será a última coisa que farei de LDM Forever, para todo o sempre, já que... Espera, estou me adiantando! Um passo de cada vez!

sábado, 8 de julho de 2017

Atualização dos últimos dias

Deveria ter havido uma postagem de atualização na semana passada. No entanto, após ter publicado s2, a primeira história conjunta da subsérie "A turma" do Retnuh, admito que minha mente simplesmente deu de ombros, achou que fez um bom trabalho e deixou por isso mesmo; só lembrei que tal postagem deveria existir no domingo. Àquela altura, não adiantava mais falar nada. Deixássemos então para a semana que se seguia, quando seria certeza de que haveria um pouco mais para falar.

Apesar de postagens semanais tratando de atualização serem ótimas ideias, eu temo em dizer que não teria muito o que dizer se eu tivesse, de fato, feito alguma coisa aqui. A boa notícia é que todo esse tempo extra me permitiu pensar no que eu já poderia divulgar, e acredito que chegou a hora de fazer justamente isso.

Vou também aproveitar para falar um pouquinho sobre como foi o processo de criação do s2, mais abaixo. Mas, garanto, esse não será o foco do dia (ou noite, dependendo de quando você está lendo isso).


terça-feira, 4 de julho de 2017

A turma do Retnuh - Troco



Essa história pode, ou não, ter sido baseada em fatos reais. Na verdade, foi baseada em fatos reais. Não tem nem o que esconder aqui. A diferença é que eu nunca saberei se o troco extra foi proposital ou acidental.
Deixo aqui meu alô pro caixa, assumindo que ele se reconheça na situação acima.

Eu ia escrever toda uma crônica sobre o acontecido mas, vendo o quão difícil era fazer tudo de uma vez sem ficar enrolado, e vendo a praticidade que tinha uma tirinha do Retnuh, achei que seria uma boa simplesmente fazer o último.

Mil perdões pelo meu silêncio absoluto durante o percurso dessa semana. Muita coisa veio acontecendo nos últimos dias, em termos de responsabilidades, obrigações, e sei lá mais o que. Essa tirinha foi um momento breve de descontração para me distrair tanto das obrigações quanto do ataque de alergia que estou tendo neste exato momento. Isso é sempre um amor, não é?

Vejo vocês na próxima! Até mais!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

A turma do Retnuh - s2

Eu queria ter postado isso no dia 12 de junho... Um bom tempo atrasado, mas, eu acho que ainda conta.





Boas férias pra vocês!

sábado, 24 de junho de 2017

Atualização da semana - 18/06 a 24/06

Estou escrevendo isso bem depois da hora. Não vou dar desculpas, nem falar de situações que me levaram a isso. Estou atrasado em entregar meu texto, e isso é tudo.

A boa notícia é que, para hoje, eu quis trazer coisas um pouco mais significativas do que fiz semana passada. Leia-se: vou mostrar partes maiores daquilo que venho trabalhando. Isso inclui uma página, um trecho e, finalmente, a introdução de um personagem novo.

Vamos começar pelo projeto maior.

Retnuh "6"

Seis. Seis porque este é o sexto grande projeto do Retnuh, os outros cinco sendo as tiras iniciais, A Busca pelo Bolo, o Homem de Fogo, Retnuh e o Dinossauro e Feliz. O Gato Borralheiro não conta. E, não, ainda não consegui encontrar um nome para essa nova história... Ou... Será que consegui...?

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A turma do Retnuh - 21 de Junho


Hoje é o aniversário de um dos nomes mais importantes da Literatura Brasileira! O grande Machado de Assis comemoraria 178 anos hoje!

E perdão pela qualidade baixa dos traços da tira; meu tempo foi bem apertado hoje! Mas, eu não podia deixar de dar uma homenagem ao Machado!

Parabéns, grande mestre!

Sejamos concisos!

Retornando hoje de uma conferência amíssima sobre o mal na Literatura, deixei-me levar pelos pensamentos enquanto voltava para casa, misturando o que ouvi com o que venho aprendendo na maravilhosa cadeira de Estilística, e, no geral, refletindo sobre todos esses assuntos combinados.

Eis que, logo antes de minha parada, eu me deparo com a fachada de uma instituição religiosa, creio que evangélica, bastante... ocupada, digamos assim.
Além do nome indicado da instituição (o qual não citarei por motivos óbvios), a fachada incluía uma série de dizeres referindo-se a qualidades direcionadas a Jesus Cristo.
O comum dentre todas elas era o início "O Único", seguido de uma pequena frase de cunho esperado desse tipo de coisa.

No entanto, acredito que por conta do entusiasmo de quem produziu tal fachada, o grande número de frases me pareceu, perdão pela grosseria, um tanto mal pensado, duas delas em particular fixando-se fortemente em minha mente:

"O Único que morreu por você."

"O Único que voltará em breve."

Dentro do contexto religioso, nenhuma das frases é absurda, muito menos provida de sentidos dúbios. Ambas, na verdade, tratam do ponto máximo do Cristianismo, que é a morte de Cristo pelos pecadores, e sua ressurreição para salvar os pecadores.
No entanto, ao extraí-las de seu contexto, ou melhor, ao pô-las em contraste com contextos externos, não é difícil perceber que elas acabam que sendo contraditórias.
O quanto, você pergunta? Pois bem.

Primeiro, falemos daquele que "morreu por você.". Ao dizer isso, temo que o uso de palavras, ou melhor, o uso de "O Único" no começo cria certos problemas; em especial, cria-se o ponto de que, em nossas vidas, no nosso dia a dia, pode-se dizer que muitos morreram por nós, em maneiras diferentes.
O caso que me veio à mente foi o de soldados e guerreiros, pessoas que lutam, e morrem, para garantir o nosso estilo de vida como o conhecemos e, por extensão, nós mesmos. Em outros termos, eles morreram por nós e, tristemente, continuam a morrer.

O segundo caso é ainda mais simples! Ao sair de casa, com o mero intuito de passar em uma padaria, você voltará em breve. Obviamente, não há a segurança e certeza absoluta como no caso de Cristo, mas, é provável que você voltará em breve.

Essa minha reflexão está sendo feita para apontar o quanto se retira de algo quando você trata em explicá-lo.
Fosse a expressão "O Único" seguida do nome de Jesus, tenho convicção de que eu não estaria escrevendo estes pontos como estou agora, visto que o significado da palavra, somado à sua letra inicial maiúscula, já dariam toda a informação de que preciso, sem adereços desnecessários.

Isso me lembrou de uma discussão em uma das aulas de Linguística que tive, na qual foi deixado claro que, ao categorizar algo como Deus, não se está fazendo nada mais do que limitar sua capacidade, existência, seja o que for.
Por exemplo: ao falar de Deus como um "Deus do Infinito", estou deixando nas entrelinhas, mesmo que inconscientemente, que há um Deus do Finito. E isso vale para muitas outras coisas: o Possível e o Impossível, o Tudo e o Nada, e por aí vai.
E ainda vou mais longe: afirmo que categorizar Deus como um "Deus de todas as coisas" também não é suficiente à sua majestade, à qual palavras não são suficientes para descrever. Pois, eu teria de continuar dizendo que Ele também é Deus "das coisas que não são, das coisas que seriam, das que não seriam, das que serão, das que não serão, de nenhuma das coisas", e quaisquer outras variáveis, possivelmente infinitas, que a categoria exigirá.

Isso ocorre porque a língua é uma criação humana, cheia de limitações, assim como nós, seus criadores, também tão cheios de limitações, coisas que Deus não tem.

Em resumo, não há sucesso em descrever aquilo que é indescritível, já que palavras apenas diminuem aquilo que é infinitamente grande e superior, dando-lhe limites humanos.
Por vezes, em especial daquilo que nos agrada e que nós adoramos, o conciso é muito mais favorável, e digno, do prolixo, mesmo que não seja ainda o necessário para tudo.

sábado, 17 de junho de 2017

Atualização da semana: 11/06 - 17/06

Comecei a escrever esta postagem na madrugada da quinta-feira, dia 15, e terminei no sábado, dia 17.

Essa semana foi particularmente difícil para que eu pudesse criar conteúdo. Não só tive de lidar com as pendências da universidade (algumas aparecendo de maneira ridiculamente tardia), como também foi nesta semana que ocorreu a E3 2017. Diferente dos últimos anos, finalmente houve o anúncio de não um, mas, dois novos Metroids, um dos quais será lançado já em setembro desse ano. Com essa notícia, que apareceu na terça-feira, eu tive grande dificuldade em até pensar direito, visto o quão surpreso, e ansioso, eu fiquei.

Mas, fui capaz de avançar alguns passos, e tenho, sim, algumas pequenas novidades para mostrar aos leitores.

sábado, 10 de junho de 2017

Atualização da semana: Um novo Retnuh está sendo feito!

Já faz um tempo considerável desde a última vez que fiz uma postagem do tipo "relatório" neste blog. Em especial um relatório falando de algo em que estou trabalhando, somado a vários outros pontos...
Mas, como eu já refiz a introdução dessa postagem três vezes mais do que o necessário, acredito que é hora de simplesmente ir direto ao ponto.

A partir desta postagem, tentarei fazer postagens periódicas falando justamente sobre o que venho trabalhando, de maneira a deixar o blog um pouco mais animado, além de fazer deste um processo mais aberto, permitindo aos leitores que tenham uma ideia do que esperar a seguir, e de quando receberão novidades.
Faço isso devido a diversas experiências de longas pausas entre atualizações de coisas que eu mesmo gosto de acompanhar, pausas essas que quase matam meu interesse em continuar acompanhando-as, diga-se de passagem.

Veremos no que isso vai dar. Agora, chega de perder tempo, vamos falar do que vem por aí.

Eu venho trabalhando nesse novo projeto desde o final de LDM Forever - 10 anos depois. Na verdade, eu comecei mesmo ano passado ainda, e acredito que eu já tinha o básico preparado desde o fim de O Homem de Fogo, talvez até antes disso.

Se você acompanhou nossa última empreitada, é possível  que tenha notado minha pequena menção a alguém que passou "muito tempo de férias".
Como todos já sabem de quem estou falando, vou direto ao ponto.

Meu novo projeto não é nada menos do que o retorno d'As Aventuras de Retnuh, prosseguindo com a história que vocês acompanharam até Feliz. Retnuh, Nex, Sakura e Míria estarão de volta em uma nova trama, um pouco mais desenvolvida do que as demais, e com um escopo maior.
Essa nova história, cujo título ainda não decidi (por conta de uma série de fatores externos que envolvem escolhas estilísticas e tom), vai marcar também um momento importante para Retnuh, já que essa será a primeira parte de uma história bem maior. 

terça-feira, 6 de junho de 2017

Passarinhos

Vivemos em jaulas... A liberdade é algo que nenhum de nós tem de fato; é uma mera ilusão, uma mentira, algo que contamos a nós mesmos para fazer de conta que somos livres. A verdade é que não somos. Não há liberdade. Todos somos presos a alguma coisa. Coisa essa que pode ser qualquer coisa. Ou não coisa. Algo que não é coisa, que não chamamos coisa, pelo menos. A vida é uma coisa? Não sei, depende de quem fala. Mas, estamos presos à vida, assim como estamos presos a nossa própria mortalidade. Todos vamos morrer, simples.
Da mesma forma, este texto está preso com uma introdução mórbida, talvez até demais para o leitor mais amigo, aquele que não gosta de falar nas coisas ruins, que diz que faz mal para os nervos e para o coração. Pois saiba, leitor, que também tu está preso a teus próprios ideais, tuas próprias crenças. E este texto? Claro, tem a introdução, mas, ele também está preso às regras de nossa língua, com a qual estamos presos desde o dia em que nascemos. Qual a solução? Sair da língua? Impossível! Nunca se esquece de sua primeira língua: ela está em teus pensamentos, teus arredores, e está na boca daqueles próximos a ti. E estás tão preso a ela, que ela o força a seguir suas leis, leis feitas por homens brancos e velhos, talvez, ou não... Mas, não importa. Até mesmo nossa noção de poder está presa a essa analogia, por horas tão infeliz, por horas tão alegre e divertida.

Todos estamos presos em diferentes prisões, mas, elas não se dizem prisões! Claro que não! Por que diriam?! Até mesmo as prisões estão presas! Presas a que, o leitor vai perguntar. Ora, como podem estar presas se são elas que prendem!  Pois saiba, leitor, preso pelos limites de sua própria imaginação, ou do acanhamento de deixar seu pensamento voar em uma prisão um pouco maior, que as prisões podem sim estar presas, e elas estão presas em prisões ainda maiores, que têm nomes diferentes toda vez que prendem algo diferente. Para isso, em particular, elas são a ideia ruim que temos de prisões. Ninguém quer ficar numa prisão! Mesmo que diga que quer, talvez preso a desejos duvidosos, presos a ideias mistas de como desejos devem ser, todos querem se ver livres da prisão de um jeito ou de outro!

Vivemos tanto em prisões, e nós desgostamos tanto de prisões, que passamos a vê-las com cores diferentes, para alimentar a ilusão de que somos livres. Ora, mas se liberdade não existe de fato! A liberdade nada mais é do que uma prisão maior, que parece nos permitir sair dela, mas que, na verdade, não deixa.

A maior prova disso é o nosso próprio habitat, o mesmo que nos aprisiona e nos torna dependentes. Sim, as cidades são, assim como tudo o mais é, prisões, prisões dentro de uma prisão ainda maior, chamada estado, que é parte de outra ainda maior, todas mudando de nome: países, continentes, planetas, sistemas, galáxias, o diabo a quatro. Nomeamos de tudo, menos de prisões!
Para continuar a ilusão, falamos que prisões precisam ter muros, muros de concreto! Preferencialmente de cor cinza, a mais sem graça e neutra das cores, que deixa tudo chato, sem vida. Afinal, não há nada pior do que uma prisão!

E o meu leitor, talvez irritado com minha insistência, vai perguntar como nossas cidades podem ser prisões! Não há muros! Não há grades! Como pode ser prisão?
E eu respondo que basta olhar para os prisioneiros. Perceba como todos eles usam seus uniformes, como todos precisam seguir suas doutrinas. E, mais ainda, têm até toque de recolher! Sim, toque de recolher!!

Anda por esses longos e apertados caminhos, chamados ruas, e vê se não há sentinelas à espreita, preparando-se para punir-te por ter cruzado naquela hora. Deveria estar em casa! Se estivesse em casa, tua prisão particular, menos apenas do que tua mente e corpo, não sofreria.

Anda pela rua à noite, aprisionado pela escuridão, e ouve um ronco agudo, um motor, vindo atrás de ti, para ver se não estás aprisionado pelo próprio medo. Olha teus arredores, para veres se tem como fugir! Não terás! As casas e prédios na rua são inacessíveis a ti. Poderiam muito bem ser trocados por grandes muros cinzas, não faria diferença. Tua única esperança seria se voares! Mas, não pode! Estás aprisionado pela biologia de teu corpo, de toda uma história de evolução, que te tirou um rabo e trocou por pernas, mas, sem asas. Então, vais invejar os morcegos, até perceber que eles, também, são aprisionados pelas próprias limitações! Não podem apreciar o que tu aprecia: coisas que tu só aprecia por estar aprisionado no mesmo canto que elas... E até elas te aprisionam.

Ao ler este texto, o leitor vai se enfurecer, e vai exigir ver as correntes que o prendem para que ele ainda leia texto tão revoltante e absurdo! Ele vai notar, então, que precisa apontar as prisões que cercam o meu texto! Ele quer ver-me punido pelas regras, pelas doutrinas! "Onde está a moral? Onde está a solução! De nada adianta apontar se não tem como mudar! Tu és um hipócrita! Um fascínora! Um meliante! Um estabanado! Um ventríloquo!!!", e me xingaria com mais palavras, todas presas com sons ameaçadores, e com significados bem diferentes daquilo que o leitor impaciente e irritado, preso pela sua falta de vontade, imagina.

Mas, meu texto não possui lições. Apenas uma lanterna. Uma lanterna hipotética, tristemente... Pois meu texto está preso a seu formato escrito, de letras, sem nada de valor. E, para piorar, meu texto está sendo escrito por um autor preso de sua própria maneira, preso por regras e ideais que ele ouviu a vida toda.

Vivemos aprisionados a tudo. E não direi que não há nada que possamos fazer, já que até o nada é sua própria prisão, dentro de outra, e mais outra, e mais outra.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

[LDMForever-10anosdepois#4] Trabalho em equipe - A origem dos times e como isso teve de mudar



Eu não faço ideia de onde começar com essa postagem... Acredito que já foi dito em detalhes a origem de toda a ideia da versão do blog de LDM Forever, além de todo o meu pensamento a respeito do que foi feito antes... Então, para essa postagem, eu gostaria de traçar a origem geral dos times e de falar porque eu imaginei que eles seriam um bom complemento um para o outro. Além disso, eu farei uma breve reflexão quanto ao motivo pelo qual eu abandonei todo esse cânone, em busca de algo diferente, e qual foi a força por trás disso tudo (que, alerto logo, poderá ser surpreendente).

quarta-feira, 3 de maio de 2017

[LDMForever-10anosdepois] LLS Refeita

O time LLS estava preenchendo uma cota. Simples assim.

Depois que estabeleci o novo universo, foi muito simples achar lugares para cada membro de cada time de LDM Forever. A única exceção foi o time LLS, que me deu uma tremenda dor de cabeça por eu não saber como exatamente poderia inclui-los.
Após a análise na terceira postagem do projeto, ficou bem claro para mim que o trio simplesmente não tinha personalidade, e nem pareciam de um tipo que eu poderia explorar adequadamente.

Foi assim até a criação d'As Aventuras de Retnuh, onde, por algum motivo, me veio a ideia de colocar a Lyla como uma caixa em uma loja de roupas. Foi naquele dia, inclusive, que percebi que LDM Forever completaria 10 anos em 2017, e, também, foi ali que me veio a primeira motivação para trabalhar neste projeto. Então, ironicamente, foi o time LLS, ou parte dele, que me deu o incentivo necessário para tudo isto.

Nada mais justo, então, que as postagens "Refeita" sejam concluídas com o time que deu toda a ideia.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

[LDMForever-10anosdepois] CHB Refeita

Eu não saberia dizer com certeza, mas, tenho a impressão de que a primeira imagem que criei quando comecei a escrever LDM Forever (a versão do blog) foi uma imagem do time CHB.
Lembro bem que, de todos os outros personagens que viriam a fazer times, o trio de CHB foi o mais rápido, o mais apressado, e o que menos detalhes tinha. Eles não tinham uma longa história por trás; eles não vieram da mente de outra pessoa... Eles muito menos tinham qualquer coisa original indo para eles... Mesmo assim, o trio acabou sendo o mais divertido de se retrabalhar, não só porque tenho grandes planos para o futuro deles, como também acredito que sua falta de originalidade funcionou como uma página em branco: seu vazio abrindo espaço para várias possibilidades.

Desde o surgimento público do time CHB, muita coisa mudou para os personagens, conforme nós já exploramos na terceira postagem expositiva deste projeto. Inclusive, um deles iria até ganhar uma série própria, que mostraria exatamente quem era o seu novo eu; uma ideia que eu não tenho intenção de abandonar ainda!

Seja como for, as personalidades e nomes do time CHB mudaram, assim como seus designs... Ao menos em parte... Vejamos como ficou.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

LDMForever-10anosdepois#3] Quem eles eram? Onde estão agora? - Uma explicação detalhada de como os heróis de LDM Forever vivem em seu novo mundo



Quando fui criar o universo no qual Retnuh vive, tive que levantar alguns pontos para considerá-los com cuidado. O primeiro foi em relação aos personagens que haviam feito parte de LDM Forever; tive de pôr as cartas na mesa e analisar quais deles teriam como aparecer novamente.
Isso significa que alguns deles acabaram não fazendo a transição, por motivos diversos.

Nesta postagem, meu objetivo é, antes de falar sobre isso, explicar em detalhes quem eram os heróis de LDM Forever, dando luz não só a suas motivações e personalidade, como, também, onde eles se encaixam no novo universo, apresentado em As Aventuras de Retnuh, e o que foi alterado para que isso fosse possível.

sábado, 15 de abril de 2017

Mini-análises de filmes #2

No começo de 2015, a página deste blog começou a publicar pequenas análises de filmes, fossem eles novos ou antigos.
Apesar de não ser uma atividade frequente, é certamente uma que considero divertida de fazer. Para ter certeza de que todas elas possam ser lidas de uma forma ou de outra, decidi publicá-las em grupos de 9 por aqui.

Para hoje, começaremos com uma (relativamente longa) reflexão do filme Plano 9 do Espaço Sideral, e terminaremos com A Lenda de Tarzan

quarta-feira, 12 de abril de 2017

[RELATÓRIO DE BORDO] A noite e suas ironias

Hoje à noite, fiz algo que nunca tinha parado para fazer antes: fui a uma atividade extracurricular da universidade: uma palestra de título "Ficção e resistência: desvelando e fustigando as elites na literatura", presidida pela prof. Sueli Saraiva, da Unilab, e o prof. José Leite Jr., da UFC.

Como o título pode indicar, o tema da palestra era uma reflexão quanto à presença da elite (leia-se, a classe alta, o pequeno número de pessoas detentor da maior parte das riquezas do mundo, tanto econômica quanto política) como foco dentro da Literatura. Apesar de o foco da palestra ter sido a Literatura africana (mais especificamente, a Literatura de Angola e Moçambique), foi impossível não desenhar paralelos com a situação atual do Brasil, o desconhecimento do estilo de vida da elite brasileira, e outros mais.
Foi uma palestra curiosa, certamente fascinante, e que abriu os olhos quanto à necessidade de se colocar mais foco na elite em Literatura, com o propósito de deixá-la "desconfortável", assim digamos, mas, não por motivo de mal feito ou até uma vendetta; na verdade, a ideia é incentivar a elite a sair de sua zona de conforto para que ela possa abrir os olhos para os problemas sociais e, mais importante, possa utilizar seus recursos e influências para causar mudanças de impacto positivo.

Um sonho utópico, alguns dirão, mas, ao menos, sonhar é o primeiro passo para se realizar alguma coisa. Além do mais, um pouco mais de variedade não doeria muito em um mundo literário tão cheio de distopias.

Mesmo sendo essa uma palestra tão interessante (e que pretendo me lembrar para produções futuras), não é por conta dela que estou escrevendo este pequeno texto.

[LDMForever-10anosdepois] DMD Refeita

Eu tinha uma ideia muito comum do que é ser cool. Quando mais novo, acreditava que personagens legais seriam aqueles que lidariam com coisas mais próximas da realidade, tivessem carga o suficiente para despejar horas de exposição a fio, e, obviamente, tinham de ser os mais pancada possível.
Não sei exatamente qual dos pontos acima está simplesmente cumprindo uma cota para minha memória falha, mas, eu lembro, com toda a certeza, que o time DMD era para ser o time cool. Composto pelo trio mais velho de personagens (ou, ao menos, liderado pelo mais velho), o time era para ser o grande escalão, o pessoal com problemas mais sérios, o Team Dark, assim digamos.

Ao revisitar os textos de outrora, tanto para escrever esta postagem, quanto para traçar as novas imagens que o projeto requer, percebi logo de cara o inevitável: o time DMD era o mais chato de todos os times. Seus personagens tinham uma origem ridiculamente mal explicada, e não convenciam a ninguém.
Não só isso, o grupo também tinha um caso seríssimo do Princípio de Smurfette, sendo pior do que você imagina, visto que a única integrante feminina do time (e uma das duas únicas integrantes femininas da história inteira) era absoluta e inegavelmente inútil, sendo completamente esquecida à medida em que os episódios foram passando (até parecia que ela estava só cumprindo uma cota ou algo assim).

Obviamente, não me sinto nada orgulhoso de lembrar disso, mas, creio que vejo a razão pela qual tudo aconteceu dessa forma... Seja como for, não é para isso que fizemos esta postagem.
Meu objetivo aqui é reapresentar Dark, Mathks e Dhorothy em novo traço, dar um pouco mais de fundo a eles e, principalmente, fazer uma pequena ligação com o que virá no futuro.


terça-feira, 11 de abril de 2017

A turma do Retnuh - Idade


De vez em quando acontece que você descobre que aquela pessoa super famosa, cheia de influência, e bem sucedida tem praticamente a mesma idade que você. Quando isso acontece, e se você for que nem eu, existe a chance de você se sentir bastante incapaz, e faz você duvidar das suas próprias capacidades e seja lá o que.

Não tenho receita contra esse mal, e posso apenas dizer que cada um de nós tem maneiras diferentes de lidar com situações e oportunidades diferentes. Não fique pra baixo! É esse o lema de hoje!

A propósito, estou considerando aumentar a produção dessas pequenas tiras. Elas são rápidas de fazer, e são um bom tipo de treinamento. Ainda estou vendo os detalhes, mas, achei bom avisar.

Em outras notícias, amanhã tem postagem nova! E é de um projeto que já está em andamento (meu Deus, qual será?!).

quarta-feira, 5 de abril de 2017

[LDMForever-10anosdepois#2] Um novo Universo - Como David Hart se conecta a Retnuh



Como já foi dito incontáveis vezes, o universo presente em As Aventuras de Retnuh é uma versão diferente daquele que foi apresentado em LDM Forever. Considere como um reboot.

Mas, é claro que eu não jogaria fora tudo o que foi criado na versão anterior (ainda mais considerando o quanto tempo eu passei ampliando o universo - em minha cabeça). Por isso, existem vários elementos que ligam ambas as versões, sejam eles alguns planetas, espécies, até personagens. Para esta postagem, eu gostaria de sentar e apontar quais são os elementos de LDM Forever que ainda são relevantes perante o novo universo.

Como eu ressaltei anteriormente, esta publicação pode acabar sendo um tanto expositiva, portanto, peço desculpas adiantado. Comecemos...

quarta-feira, 29 de março de 2017

[LDMForever-10anosdepois] LDM Refeita

Conforme eu havia prometido em minha primeira postagem sobre este projeto, aproveitarei o tempo entre postagens para divulgar algumas das atualizações visuais que venho dando aos personagens de LDM Forever.

Para aqueles que, por algum motivo, ainda não tem noção do que pretendo fazer, meu objetivo é simples: quero apenas redesenhar os personagens da história, adaptando-os para o meu estilo atual. Meu outro objetivo é explicar exatamente onde e como os personagens se encaixam na nova versão do universo, inaugurada com As Aventuras de Retnuh. No entanto, deixarei esta parte mais explicativa para as postagens dedicadas a ela (a próxima das quais já está sendo feita, a propósito).
Para esta postagem, vou apenas mostrar os visuais atualizados do time LDM, além de uma pequena descrição quanto à mudança visual dos personagens.


terça-feira, 28 de março de 2017

A turma do Retnuh - Perspectiva



Voltando hoje da faculdade, acabei passando por um monte de lixo descartado na rua, e, andando por cima dele, estava um passarinho (acho que uma lavadeira-mascarada, não tenho certeza), talvez procurando comida, completamente seguro de si, sem nem se incomodar com as pessoas que passavam (bem perto) dele.

Vendo aquilo, passei um tempo pensando sobre o que aquela cena significava, de maneiras diferentes, e, bem, não cheguei em nenhuma conclusão. No entanto, achei aquilo peculiar, ainda mais considerando que os pássaros que encontro por aqui (em especial pombos e rolinhas) costumam alçar voo assim que notam o menor movimento nos arredores. Aquele pássaro que encontrei era certamente corajoso.

Em outras notícias (mais relevantes, prometo), deverá ter alguma postagem nova amanhã. Fiquem atentos!

sábado, 25 de março de 2017

Here and Now (2011) - Análise



LANÇAMENTO: 2011

1. This Means War
2. Bottoms Up
3. When We Stand Together
4. Midnight Queen
5. Gotta Get Me Some
6. Lullaby
7. Kiss It Goodbye
8. Trying Not to Love You
9. Holding On to Heaven
10. Everything I Wanna Do
11. Don't Ever Let It End


quinta-feira, 23 de março de 2017

[LDMForever-10anosdepois#1] O que é um Xenova? - Entendendo o antigo universo de LDM Forever



Eu nunca estabeleci uma série de regras formal para como iria funcionar a mitologia de LDM Forever. O motivo? Eu não conseguiria me manter amarrado a elas por muito tempo. Eu acreditava que tinha de deixar minha imaginação fluir! Ora, porque eu daria limites a um mundo onde dinossauros falantes, naves espaciais, viagens intergaláticas e personagens com super poderes eram meros elementos de uma terça-feira de rotina?

Por um lado, a falta de amarras realmente permitia que uma diversidade de eventos pudesse acontecer a qualquer momento, e tudo poderia começar de qualquer jeito. Soa muito bom, não é mesmo? Até certo ponto, é, realmente, muito bom...
O problema com o excesso de liberdade, no entanto, é justamente isso: o excesso. Se não há limites, se não há regras, não demora para que o autor bata de cara com uma parede de tijolos, tão massiva e densa que nem mesmo o mais eficaz dos carros de construção é capaz de derrubar. De repente, derrubar inimigos se torna uma equação matemática: eles têm tantos poderes, são tão especiais, que é preciso procurar uma brecha para que eles possam cair e, por vezes, nem isso é encontrado, sendo necessário inventar uma desculpa para que os heróis possam, de repente, derrubar o vilão.
Por sorte, tal exemplo nunca aconteceu dentro de LDM Forever, mas, a inconsistência era um problema. Ao menos... Era, só que dentro da outra versão do mundo, que não foi publicada em episódios via blog.

Seja como for, o mundo de LDM Forever pode parecer completamente desprovido de cuidado, mas, não era esse o caso. Ouso dizer, as regras do universo eram até satisfatórias, mas, elas nunca foram muito bem explicadas em ambos os casos.
Expliquemos, então, o que aconteceu dentro do universo publicado no blog há dez anos. Farei as explicações em tópicos, de forma que fique mais fácil de acompanhar e de dizer.
Meu objetivo aqui é simples: quero dar uma breve explicação sobre a linha do tempo da história, amarrar alguns nós que ficaram soltos, e, também, explicar exatamente a natureza de alguns elementos da história que nunca foram esclarecidos.
Somado a tudo isso, adicionei algumas novas imagens para ilustrar o texto. Além de ideias um tanto novas, aproveitei para refazer personagens e cenas da época. Junto a elas, estarão legendas explicando detalhadamente alguns outros dados dignos de compartilhamento.

sexta-feira, 17 de março de 2017

A turma do Retnuh - Carne


E quando você acha que a situação no Brasil não podia ficar ainda mais cartunesca, aparece a operação Carne Fraca e revela que tudo o que você sabia era uma mentira.
Eu geralmente prefiro ter um pouco de otimismo quanto às agora recorrentes notícias ruins que vêm surgindo pelo país, pensando sempre que as coisas vão se resolver, de alguma forma. No entanto, manter tal otimismo vem se tornando uma tarefa impossível, em meio a atitudes cada vez mais inacreditáveis, seja de nossos governantes, seja de pessoas "anti-corrupção", mas que são tão corruptas quanto.
E a última? Um novo escândalo em que as maiores empresas de frigoríficos do país foram descobertas vendendo produtos de péssima qualidade somente pelo lucro. Já ouvi coisas como carne estragada, "ingredientes extras" em linguiça, frango e papelão (caramba, sério?), por aí vai.

Será que é tão difícil assim ter uma gota de dignidade no Brasil? Isso não pode nem ser chamado de capitalismo, pessoas. Isso é o que o brasileiro chama de "safadeza" mesmo. E, sabe qual a pior parte? As pessoas reclamam, mas, se fosse o contrário, elas estariam fazendo a mesma coisa e pelos mesmos motivos... É o jeitinho brasileiro, afinal...

Temos que mudar nossa conduta, pra ontem.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

"LDM Forever - 10 anos depois" - Um projeto sentimental

Já fazem oito anos desde que os heróis da websérie "LDM - Forever" ficaram encurralados por seus inimigos, sem nenhuma aparente chance de vitória e apenas com uma esperança absurda de que eles se safariam daquela.
A última parte da história foi publicada no dia 3 de Janeiro de 2009, e, desde então, eu nunca mais havia falado nada a respeito do que aconteceria logo em seguida. Creio, no entanto, que nenhuma razão oficial é realmente necessária: a história simplesmente parou porque outras prioridades surgiram e, mais importante, porque não havia mais para onde ir. A história chegou no pior ponto possível, no qual ela está tão ocupada e tenta ir a tantos lugares, que seu único destino é, tristemente, o mesmo da bolha de carne que protagonizou o conto de Harlan Ellison em "I have no mouth, and I must scream". Um final triste, macabro, até, mas, que é de se esperar quando o autor de sua história é um garoto de 15 anos, desesperado por algo que ele não sabe o que é, por uma catarse de seu mundo tão tedioso e tão rotineiro.

A primeira imagem a ser publicada no blog LDM Forever ~ OS GRANDES ~.
Como o tempo passou... E como o tempo foi cruel...

Não tenho vergonha em dizer que eu fui esse garoto, empolgado na época com o que a publicação em blogs significava, ou, melhor dizendo, poderia significar. Vi uma oportunidade para me destacar, de alguma forma, e a tomei, sem temer as consequências, nem me preparar para os inevitáveis comentários hostis e desnecessariamente grosseiros que sempre vêm nesse ramo.
No passado, meu pensamento era ingênuo, mesmo naquela idade, a mesma na qual tantos jovens dos dias de hoje já apresentam maturidade impressionante se comparada ao que havia antes.
Ao mesmo tempo, eu gritava para os céus me dizendo "escritor" (com "amador em seguida, só para ter certeza de que ninguém me indagaria a respeito), indagando ter uma imaginação fértil, mas, sem nunca entender o que significavam esses dois conceitos. O que é ter uma imaginação fértil, afinal? Mais importante ainda, o que é ser um escritor? Perguntas dignas de resposta, mas, não para esta postagem em particular.
O que quero dizer é que, naquele tempo, eu acreditava que estava fazendo algo incrível, e que isso me diferenciava de todos os outros. Sendo honesto, meu universo social era relativamente pequeno, e eu não me surpreenderia se descobrisse que eu fui o único a criar um blog para contar histórias (mesmo que a qualidade dessas histórias fosse duvidosa - não, péssima, mesmo). Isso, no entanto, não é mérito.

Com o passar dos anos, várias coisas me moldaram e me fizeram perceber que o que eu fiz antes não era aquilo que eu queria fazer. Minhas palavras, meus textos passados, nada mais eram do que um grande amalgamo de barulho, algo sem o menor sentido e sem nenhuma mensagem realmente importante para se passar. O que elas passavam, no entanto, era sua identidade como uma cópia de má qualidade, com apenas uma gotinha de originalidade, de um jogo eletrônico que, sendo sincero, não era tão empolgante quanto eu lembrava.
Mesmo assim, creio que não posso atacar o meu eu antigo com tanta ferocidade; eu era apenas uma criança na época, demorei a amadurecer, admito, e, não foi até alguns anos atrás, que comecei a repensar minha forma de escrever e de criar. Aprendi a importância da originalidade, mesmo que parcial, assim como aprendi a necessidade que uma história, qualquer que seja, tem de identidade.
Creio que é possível ver meus primeiros esforços perante esses elementos com a história "Cidade Fantasma", a qual publiquei em capítulos aqui mesmo.

Hoje, ainda não me considero um "escritor" digno desse nome. Vejo-me mais como um narrador, alguém que conta histórias, embora, admito, aspiro ter tal palavra como nome um dia.
No entanto, se há algo que posso confirmar, com toda a certeza, e sem temer soar arrogante, é que, definitivamente, estou melhor do que fui antes. Certamente não sou mais um garoto: abrangi meus horizontes, criei simpatia pelos ideais e problemas de outros, e, de certa forma, aprendi a acoplar esses elementos naquilo que crio e escrevo.

Então, imagine minha reação quando, ainda à época da produção de "As Aventuras de Retnuh" como tiras semanais, ao procurar por inspiração em personagens antigos, me vi relendo as produções do blog "LDM Forever ~ OS GRANDES ~". Vergonha talvez defina melhor o sentimento, embora essa não tenha sido a única sensação a me tomar naquele instante.
Temo que a perigosa (e paradoxalmente tão amada) nostalgia me segurou em suas garras, quando vi todas aquelas imagens e aqueles textos, me lembrando dos primeiros dias que passei com o Blogger, além do que se passava em minha vida durante aquele tempo. Mas, não foram exatamente as lembranças da época que mais me impactaram. Foi o trabalho em si. O que havia sido feito, o que havia se deixado de fazer, e o que iria acontecer no futuro próximo. Isso tudo, talvez, não teria acontecido se, no momento, eu não estivesse trabalhando com as histórias do Retnuh, que, como acho que já disse antes, ocorre em uma versão diferente do mesmo universo em que as histórias de LDM Forever ocorreram.
Seja qual for o real motivo, ele ainda me é um mistério... Por isso, permita-me fechar dizendo que, apesar de não me ver retornando para terminar aquela história que comecei há dez anos, ela me deu uma ideia simplesmente tentadora demais para ignorar.

Peço perdão pela longa introdução que é virtualmente irrelevante, se não for levado em conta seu valor trivial, o que, tenho certeza, será justamente o caso.

Se houver interesse, por favor, acompanhe-me para depois da quebra, onde explicarei minha ideia, além de outros detalhes vitais que a acompanham.

Feliz

Não existe fórmula para ser feliz...














Basta seguir aquilo que você deseja, da forma que deseja.