quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Produções legais pro Natal - Parte 1: Batman Arkham Origins

Ah... O Natal... De longe, minha época favorita do ano. É um período mágico, quando as luzes brilham com mais força, existe música e suposta harmonia para todo lado...
...
Tá bom, OK, talvez não seja bem assim. Mas Natal é mágico de todo jeito.

Mesmo que você seja daqueles que acha que isso é um período consumista criado pela máquina-capitalista-opressora-devoradora-de-almas-e-sonhos, eu continuo achando tudo no Natal tão... mágico e diferente de tudo o que há pelo resto do ano. Acho que ajuda porque é o final de ano. O fato de sempre se falar mais de fraternidade e amor do que presentes também... Pelo menos no meu círculo.

De todo jeito, eu estava querendo fazer algo legal aqui no blog para comemorar essa data tão bacana. Originalmente, achei que seria bom fazer algo com o Retnuh, mas o atual ponto da tirinha, somado com a minha geral falta de tempo me impedem de fazê-lo... Realmente não dá, pelo menos, por enquanto.
Então, achei que seguiria o rumo daquelas minhas listas, mas, hmm... Eu já fiz isso antes... Bom... E se... Eu tentasse, mas de uma forma um pouquinho diferente?

E cá estamos nós. Minha ideia é fazer uma série de postagens, cada uma falando de uma forma diferente de produção de entretenimento que, de alguma forma, tenha o Natal incorporado. Sei lá, acho que vai ser divertido...
Então, sem mais delongas, vamos lá!


Nada fala mais "Natal" do que um super-herói metendo porrada em tudo o que é bandido e fazendo o submundo do crime tremer só de ouvir o seu nome.
Oh, desculpem... Eu disse "Natal"? Quis dizer "Nanananananana BATMAN"!!




O homem-morcego, um dos ícones mais famosos dos quadrinhos, protagonizou diversos tipos de histórias, que variam das mais bizarras para as mais sombrias e memoráveis.
Deixe-me admitir logo de cara: não sou expert em Batman. Por mais que eu adore a trilogia do Nolan, e por mais que eu me divirta pacas falando do personagem e jogando alguns jogos, nunca me coloquei para ler os quadrinhos, e prefiro mais as animações (mais por questão de tempo mesmo) do que eles.

Mas, vamos ao que interessa. Nas mídias fora do seu hábitat natural, o milionário já fez parte de duas grandes produções cujo pano de fundo era o Natal. A primeira que vem à memória é, justamente, o filme Batman: O Retorno, de Tim Burton; um baita filmaço (de longe, meu favorito da primeira série do morcegão nos cinemas), cheio de ação, bom diálogo e exploração de personagens (embora o coitado do Bruce Wayne não tenha o destaque merecido).

Meio... Uh... Não-amigável a famílias, também...
A segunda grande produção do Batman no Natal que vem à mente (pelo menos à minha) ocorre no mundo dos videogames, com a terceira entrada da série Arkham: o infame (sim, infame) Batman: Arkham Origins.

Capa do Wii U porque eu joguei a versão do Wii U
De fato, todo o jogo acontece durante a noite do dia 24 de Dezembro (indo até a madrugada do dia 25), e, ao invés de um clima festivo e bacana, Gotham está completamente paralisada de medo, com as gangues de vários mercenários, e do líder do submundo, Máscara Negra, infestando as ruas da cidade. No meio disso tudo, o ainda amador Cavaleiro das Trevas passando pelos quatro cantos da cidade, em busca de apreender tanto Máscara Negra quanto seus mercenários, que incluem antigos inimigos, como Exterminador, Vagalume, e até mesmo o temido Bane.
Assim como era de se esperar, você controla o Batman, e sai vagando pelas ruas de Gotham City, em busca de mais informações do paradeiro dos grandes vilões, ao mesmo tempo em que tem de resolver crimes paralelos, sequestros, e até ter de aturar a "estréia" de aspirantes a vilões. Mas, nada tema, você é o Batman, e tem acesso a uma quantidade gritante de aparelhos e dispositivos para lhe ajudar a passar por esses obstáculos. Não é uma noite fácil para os cidadãos honestos, então a melhor coisa a se fazer, na pele do Batman, é deixar as coisas ficarem difíceis para os bandidos também.

Da mesma forma que as outras produções recentes relacionadas ao vigilante, o jogo é sombrio, estiloso (até certo ponto) e, apesar do pano de fundo festivo, não tem medo de ser cruel e violento. A apresentação ajuda nisso, com gráficos que, apesar de os filhinhos da atual geração poderem achar ruim, são apropriadamente fotorrealistas, e, ao mesmo tempo, cartunescos e estilizados o suficiente para impedir que figuras mais exóticas não fiquem fora de lugar.
Assim como muitos jogos de seu tempo, o jogo conta, também, com uma narrativa bem cinematográfica, quase digna de um filme, na verdade. Mais do que cutscenes, a trama sabe se aplicar bem no meio das partidas, com momentos que fazem diferentes referências aos quadrinhos que os originaram, e causando certa diversidade.

O jogo, em si, é muito legal. Não só você tem uma baita cidade para explorar (que me parece um tanto pequena, não vou negar), como há muito o que se fazer. Encontrar missões opcionais, desvendar crimes, coletar colecionáveis, até realizar achievements!


A questão de tantas coisas a se fazer é que elas funcionam, em termos de aplicação. Mesmo que hajam alguns elementos surreais, tudo é muito bem encaixado dentro da premissa do jogo. Faz sentido ver o Batman deduzindo sobre assassinatos em um formato muito semelhante ao de um certo detetive britânico mundialmente famoso; também não é estranho vê-lo usar de sua força e astúcia para derrubar inimigos muito maiores do que ele, assim como não é anormal vê-lo em uma casa psicodélica, cheia de lunáticos e governada por um louco que se acha mesmo um personagem de Lewis Carroll.

O estilo que a série deve aos filmes da trilogia Cavaleiro das Trevas também se faz presente. As cores, o realismo com que o homem-morcego lida com os perigos à sua volta, a escolha não por uma roupa de tecido, mas por um exoesqueleto resistente, até mesmo a música de som assustadoramente parecido com o do Hans Zimmer faz parte do pacote!
Mesmo assim, a licença poética dos quadrinhos se faz presente, mais forte nos elementos mais comuns da jogatina: lutas, uso de itens e por aí vai.

Mas, antes de prosseguirmos, vamos falar do combate, um dos pontos altos do jogo.
Quando tendo de enfrentar uma horda de inimigos, você tem duas opções para uma escolha importante: vai enfrentá-los de cara, ou vai pegar um por um, silenciosamente?
O combate corpo a corpo é muito fácil de pegar e satisfatório de realizar, com um ótimo ritmo e, à medida em que se estendem os combos, fica mais e mais recompensador.


No entanto, não é nada sábio sair socando cegamente em um grupo cheio de inimigos bem armados. Mesmo com uma armadura e tanto, apenas alguns tiros e o jogo acaba. Nessas situações, o jogador pode, e deve, utilizar-se de suas habilidades sorrateiras para, assim como um predador eficiente, derrubar suas presas antes que elas percebam o que aconteceu. Para este fim, o arsenal de brinquedos no cinto de utilidades do Batman vem muito a calhar: prender inimigos em gárgulas, distraí-los com um som em lugares afastados, bombas de fumaça e de cola e até forçá-los ao encontro de extintores de incêndio são possibilidades. Utilizá-las com variedade e com frequência é um grande bônus para o jogador mais à frente. O mesmo pode se dizer para o uso dos dispositivos no combate corpo a corpo.

Os bônus em questão vêm tanto como achievements, como do sistema de níveis do jogo, que funciona de maneira semelhante a RPG's ocidentais. Ao aumentar de nível, você ganha mais apetrechos para usar, diferentes formas de utilizar itens já adquiridos, maior resistência e mais. Esse é o grande prêmio para o jogador esforçado e, falando sério, é bem útil à medida em que o jogo vai passando e os inimigos vão ficando mais difíceis de derrubar.

Fora tudo isso, acho que vale dizer... O jogo é divertido de se jogar. Ele não abusa de sua chegada em nenhum momento, e consegue se manter variável o suficiente para continuar sendo novidade até o final, mesmo saindo do seu caminho para pegar tudo o que consegue. Isso, e a utilização do gamepad (no caso da versão do Wii U), apesar de fraca e pouco explorada, é legal pacas, especialmente nas missões de investigação de cenas do crime.

- Mestre Bruce, o senhor está voando nessa ponte há horas! Não acha melhor descer?
- Me deixa, Alfred!! Aquele achievement não vai se ganhar sozinho! WEEEEE!

Existem detalhes que eu não mencionei: existem alguns bugs meio chatinhos, marcar algo no gamepad pode ser uma pinóia de chato, o uso de alguns personagens parece forçado e sem apelo, e nem venha com a falta de conteúdo no geral pra versão de Wii U, mas, no geralzão, ainda é um jogo legal de se jogar. Sei lá, se você tiver como, dê uma olhada, é bacana. Mesmo sendo o "pior" da série Arkham, continua sendo muito show.

E isso fecha a nossa primeira postagem de Natal! Todos se abracem, porque, da próxima vez, vamos dar uma olhada em um território bem bacana de se explorar! Até lá, e um ótimo dia pra você!!

P.S.: O jogo é longo pra burro também, então a durabilidade deve ajudar na negociação do preço, não?

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