sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Winnie the Pooh (2011)

Sabe aqueles filmes que surpreendem você por todos os motivos certos? É com um desses que começamos a nova e última fase do Projeto 50!


Se tem uma franquia que a Disney nunca conseguiu derrubar direito foi justamente a série do famoso e adoravelmente imbatível Pooh. Durante muito tempo, a franquia gerou séries de TV, vários filmes focando nos diferentes personagens e incontáveis produtos de merchandising. Olhando só por cima, dá pra se acreditar que era tudo caça-níquel, e a Disney perdeu interesse em fazer algo que importa anos atrás.
Aí, chega Winnie the Pooh e mostra que não é bem assim...

O longa de 2011 não só consegue recapturar aquele estilo do original, lá dos anos 70, como também cria uma identidade nova e é tão bom quanto o outro, senão mais. Existem algumas razões para isso, todas bem simples de entender.

Primeiramente, vem o roteiro do filme, que, dessa vez, abandona o estilo episódico do filme original, e se mantém como algo constante e conectado. No entanto, a história do filme conta com vários núcleos, que se desenvolvem juntos, sem interromper o fluir do outro. Isso gera uma história que está em constante movimento. Porém, antes que alguém se desespere e ache que isso pode ser cansativo, definitivamente não é. O ritmo é até mais agradável do que o anterior, até porque ele é ajudado por situações divertidas e hilárias, e, principalmente, sabe quando deve acabar (coisa que o original não soube fazer).

Os personagens ainda são os mesmos e estão tão carismáticos quanto antes. O roteiro do filme os faz agir de formas novas e, curiosamente, nada é absurdo ou fora de personagem. Existem alguns exageros e coisas mais diferentes (como Pooh tendo ideias realmente boas), mas é tudo explicado como reações a momentos particulares, e não algo permanente.

A melhor forma de curtir esse filme é se você assistiu o original de 1977 e tem boas lembranças dele. Dessa forma, todos os personagens já são conhecidos seus e, assim como Bernardo e Bianca, é sempre um grande prazer revê-los, ainda mais com animações mais novas. Desse jeito, o filme tem uma carga extra de interesse, e fica muito hilário em alguns momentos.
Tem músicas que vão levar você de volta para o primeiro filme, e as trilhas originais são igualmente charmosas.

Serei sincero, e direi que fiquei surpreso em ver o quanto eu gostei desse filme. Os personagens continuam ótimos, o roteiro combina muito bem, a trilha sonora é maravilhosa, e é uma viagem e tanto. Se você tem uma hora, eu recomendo que assista esse filme, especialmente se você curtiu o primeiro. Toda aquela inocência e comédia simples ainda estão aqui, e envelheceram muito bem.

E, esse é o último filme animado da Disney até o momento. Os dois próximos serão em CG (um estilo que a Disney, aparentemente, ainda vai manter por muito tempo).
O próximo da nossa lista vai DETONAR!
É, acho que você já sabe qual é, depois dessa.

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