sábado, 9 de agosto de 2014

O Galinho Chicken Little (2005)

O novo milênio estava sendo muito difícil para a Disney... Seus filmes eram um fracasso financeiro atrás do outro, e muitos dos fãs que surgiram no passado começaram a procurar entusiasmo em outros filmes.
Nunca duvidei de que foi por questões como essa que a empresa decidiu explorar mais uma vez o universo CG. Os frutos disso, por enquanto, é uma nova... uh... "trilogia", só que, ao invés de ser sobre Sci-Fi, o que as une é sua composição: computação gráfica.


Vamos primeiro falar um pouquinho de O Galinho Chicken Little. De todos os que eu já falei nessa lista, foram poucos aqueles que eu tive a oportunidade de chamar de "coisa-mais-louca-que-eu-já-vi-em-toda-minha-vida-número-35". Caso você não tenha entendido, deixe-me explicar dessa forma: esse filme é esquisito pra burro.

Não é a primeira vez que vemos um filme CG nas mãos da Disney, isso sem contar que essa tecnologia já tinha deixado de ser novidade há um tempo (graças à Dreamworks, praticamente). Por conta disso, é normal esperar que seja tudo bem mais interessante do que foi naquele pequeno acidente de trem chamado Dinossauro. Bom, ainda bem que é esse o caso. Os personagens E os cenários são bem modelados pacas, e tudo é bem vivo e animado. O que destaca Chicken Little é a forma como é tudo animado. As coisas são insanamente energéticas, e tudo se mexe da forma mais anormal possível.
Acho que isso vai por causa do tema do filme, que é justamente o de comédia, e é daquelas bem PASTELÃO mesmo. Mas, diferente do que rolou quando o Imperador Kuzco se tornou numa lhama, aqui muitas das piadas não vem das situações, exatamente, mas da forma como os personagens são animados, e de como eles tem reações exageradas a praticamente tudo. É uma forma bem mais crua de comédia, o que é inegável, mas ainda funciona.
Esse é daqueles filmes que, se você for inventar de esperar muita coisa, vai sair achando uma bela porcaria. Quer gostar do galinho? Jogue seu cérebro pela janela e divirta-se, depois pega ele de novo...

A trama do filme, per si, é, de forma técnica, bem horrível. Ela se mexe muito, tem pouco foco no que realmente quer mostrar, e, aí, você tem que ficar prestando atenção se não quiser perder coisas importantes. Ela é especialmente ruim se você for querer analisar tudo de forma séria (faça o que fizer, não faça isso). Existe um foco grande de clichês, e tudo... Por outro lado, existem algumas homenagens interessantes para diversos filmes de ficção científica e terror, como Sinais e Guerra dos Mundos (que, inclusive, tinha ganhado uma versão pouco antes desse filme sair). E eu tenho que dizer, o final é hilariante.

Os personagens, por sua vez, são bons, mas tem pouco desenvolvimento. As importâncias daqueles que não o próprio Chicken Little variam muito também. Um personagem que parece não precisar estar lá em um momento, de repente se torna super-importante no outro. Isso não seria exatamente ruim, se não fosse ao custo da importância dos outros, que cai muito rápido...

Existe um grande desejo de ser popular, também, contando com músicas que eram bem populares na época, e tudo mais. Não tenho mais o que dizer sobre isso, só achei bom mencionar.
Quanto à trilha sonora própria, bem... O negócio desanda. Ela é decente e tudo, mas nem sei se dá pra taxá-la como apropriada, quando a própria história é tão difícil de mirar.

Só que, mesmo com todos esses problemas, esse ainda é um filme bacaninha. Não o leve a sério, não espere nada, e você vai curtir. Ou não, né?

Agora deixemos os animais falantes de lado, e vamos falar de uma família... DO FUTURO!!! *inserir música de ficção científica*

Nenhum comentário:

Postar um comentário