sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Bolt: Supercão (2008)

Filmes de jornada são um porre. Não me pergunte porque, mas eu sempre relaciono esse tipo de filme à Sessão da Tarde.
Bom, chegou a hora de falarmos do último filme da trilogia CG da Disney, e, dos três, ele é o que melhor apela.


Essa fase CG da Disney (no caso, essa primeira) foi bem esquecível... A Dreamworks e a Pixar dominavam tudo, e os trabalhos da pobre Disney ficaram apenas comendo poeira. A situação tava tão feia que, quando eu soube da existência de Chicken Little e Família do Futuro, eu achava que era ou dos criadores de Shrek ou dos criadores de Toy Story, sem mentira...
Com Bolt: Supercão não foi diferente. Eu não sabia que era da Disney até eu começar a assistir pela primeira vez a alguns anos atrás.
Mas a pergunta que importa é: o filme é bom?
E a resposta é... Depende do que você está procurando.

A trama do filme é bem interessante, isso eu não posso negar, ou ao menos a premissa. O cão Bolt acha que tem super-poderes e que está sempre salvando sua dona, Penny, de perigos mortais. A questão é que tudo é um programa de TV, que ele acha que é real. Então, quando ele acaba se perdendo e é mandado de Hollywood para Nova Iorque, ele tem que descobrir à força que não tem poderes, e que o mundo é muito diferente.
A introdução é muito bem desenvolvida, e surpreende, especialmente se você estiver vendo pela primeira vez. Sem dizer muito, o filme brilha... Até acabarem os primeiros vinte minutos...

A parte do meio é incrivelmente clichê, com diálogos que eu, ao menos, já ouvi milhares de vezes, só que de formas diferentes. O filme passa um bom tempo sem graça, mostrando um tipo de rotina que todos nós estamos acostumados, e não é executada de maneira satisfatória, o que deixa tudo muito arrastado, e um tanto previsível também...

Apesar desses problemas, o final é muito bom. Sério, os 20~15 minutos finais são excelentes mesmo tendo uma dose alta de clichês...
Os personagens também são bem desenvolvidos, mesmo com o meio do filme sendo muito previsível. Eles conseguem brilhar, e só faz você desejar que eles estivessem em uma situação mais bacana.

O ritmo do filme é meio estranho, também... A introdução lembra muito um filme da Pixar, e também relembrou de Oliver e sua Turma. Mesmo com isso, é um ritmo bom no começo e no fim, mas, de novo, não no meio.

A trilha sonora encaixa bem, e é boa, mas não memorável. O filme conta com uma música cantada, mas, assim como o resto da trilha, não fica na sua memória.

O último ponto que eu quero mencionar é que a mensagem do longa é muito confusa. Não sei se é sobre existir uma vida melhor fora da fama, ou se é a de que os animais amam seus donos e vice-versa. Acho que fica a cabo de quem vê... Só eu que não consegui focar direito...

Pra fechar, é um filme bacana, definitivamente melhor que os outros dois, mas ainda não acerta no padrão de qualidade que viemos a esperar da Disney. Em outras palavras, assistir só uma vez já é o suficiente.

E o período fraco da Disney começa a chegar ao fim. Isso porque vai existir o retorno às raízes no próximo filme da nossa lista. Apertem os cintos, pois chegamos na parte final de nossa viagem... E tudo começa com uma princesa e um sapo.

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