sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A Princesa e o Sapo (2009)

Se você estava cansado de ver filmes 3D, anime-se! Os dias de texturas e polígonos 3D deram uma trégua para trazer o tão necessário ar de casa que a Disney estava precisando.


É de agradecer aos céus a existência de A Princesa e o Sapo. O estilo de animação tradicional, somado com um roteiro muito bacana e personagens incrivelmente amáveis formam o melhor filme visto nos úlitmos cinco anos dentro do catálogo Disney.

A primeira coisa a se mencionar é o fato de que essa não é a história original do príncipe que foi transformado em sapo. O dito conto existe dentro do filme, mas apenas como história. O que acontece são os personagens tentando passar pela situação.
Eu não tinha visto o filme antes de chegar a ele nessa lista, então imaginem minha surpresa ao ver um mundo de começo de séc. XX inserido lá. Apesar de não estar dentro dos conformes dos contos de fada mais tradicionais, tudo pega muito bem, e cria uma atmosfera que mistura o mágico com o rotineiro.

Os personagens da trama são incrivelmente bons. Cada um tendo seus desejos, afeições e personalidade únicos. Um dos destaques vai a Tiana, que passou sua vida inteira servindo de garçonete para que pudesse realizar o sonho de ter um restaurante. É bem incomum ver isso dentre as mulheres Disney, mas é muito bom que exista. Gosto também que ela seja a durona, do tipo que não desiste ou que não gritaria "oh, meu príncipe, me salve!". Ela me lembrou Mulan, na verdade. É, aquele tipo que chega e FAZ.
Naveen também ganha destaque. Ele me lembrou muito de outros protagonistas Disney, como o Aladdin e Hércules. No caso, seu estilo farrista e comportamento criam um excelente personagem. Sério, ele é bem divertido, e as reações que saem de Tiana quando tem de lidar com ele são quase sempre impagáveis.

O vilão da trama, chamado de Homem da Sombra, ou algo assim, é o primeiro vilão desde Alameda Slim que é interessante. Só que, o que Alameda tinha de hilário, o feiticeiro tem de sombrio. Ele nunca é mostrado como um homem realmente poderoso, ou com uma presença assustadora... É o que ele faz que assusta. A música que ele canta, assim como algumas cenas em que ele aparece, beiram o medonho, com sombras mexendo com o mundo físico, o tom macabro de sua voz, e o que ele faz para mostrar que está no controle. Seu poder não é próprio, também. Ele apenas o pega emprestado do que ele chama de "amigos do outro lado", e essa "relação" é explorada de forma sutil, mas efetiva.

As músicas cantadas voltam com tudo dessa vez, e são bem bacanas. Lembra muito a era de ouro da Disney durante os anos 90, ou até mais anterior.

Esse é um filme excelente - não perfeito, mas excelente. É uma boa pedida, um ótimo retorno às origens, e é daqueles que você vai ter ficado feliz de assistir. Eu me atreveria a vê-lo de novo.

Agora, duas coisas. A primeira é que o próximo filme vai ser em CG, mas não se assuste! A segunda é que, bom, vai ser difícil você não se amarrar nele... Até porque, dessa época pra frente, nós finalmente vamos ver a luz brilhar.

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