domingo, 24 de agosto de 2014

Projeto 50: O Veredito, e Big Hero 6

Eu não me lembro ainda que bicho me mordeu pra que eu fosse inventar de assistir mais de 50 filmes e escrever uma resenha pequena sobre cada um. Parte de mim acha que foi depois de assistir Enrolados pela primeira vez, outra acha que era por causa de alguma coisa do Mickey, ou eu só tava muito desocupado na época.
O que importa é que cá estamos, uns três anos depois, finalmente com a nossa meta cumprida. Pra fechar de vez o Projeto, eu apenas gostaria de mandar uns pensamentos finais a respeito disso tudo.

Bom, esse talvez foi um dos meus projetos mais divertidos de fazer. Como eu disse há tanto tempo atrás, sempre gostei muito das animações principais da Disney. Ao rever toda a lista, eu lembrei de filmes que não via há anos, uns desde a infância, até. Não preciso nem lembrar da nostalgia né? Além disso, também vi alguns pela primeira vez. Apesar de isso contar com filmes recentes, como Detona Ralph e Winnie the Pooh, também significou conhecer alguns que eu mistificava desde a infância, como A Espada era a Lei, O Caldeirão Mágico e Oliver e sua Turma.
Enquanto eu assistia, é inegável que encontrei alguns filmes mais fracos do que outros, como os musicais dos anos 40, que ficavam bem chatos, o que não me surpreendeu. É de se esperar que todo mundo dê seus tropeços.
Os que eu gostava quando pequeno, no entanto, continuavam bons, senão melhores do que antes. O Corcunda de Notre Dame me impressionou pra caramba; eu não lembrava que o filme era tão bom daquele jeito. O mesmo vale para A Bela e a Fera, que me deixou maravilhado, bem mais do que deveria.
Os clássicos atuais também vão à regra, com Enrolados e Frozen sendo os maiores destaques, enquanto que Winnie the Pooh e Detona Ralph são bem divertidos.

O que estou tentando dizer é que dá pra encontrar nessa lista um filme que praticamente todo mundo goste, e é isso que é tão bacana.
Eu estava pensando em fazer algumas listagens sobre qual a melhor música, melhor personagem, melhor filme, e por aí vai. Mas, decidi que esse não é o momento mais apropriado. Creio que seja melhor aguardar um pouco ainda.
E, o que há para o futuro, você pergunta? Bem... Eu sei que não pretendo fazer outro projeto desses tão cedo. Não porque eu achei chato, mas é porque é algo que consome um tempo considerável, e, algumas vezes, tive que me obrigar a ver até dois filmes por dia. Parece divertido (e até certo ponto, é), mas detona um final de semana bem rapidinho, e não tenho como executar algo assim direito durante a semana. Pode até rolar outro assim, mas não vai ser no futuro muito próximo. Se rolar, pode ser de qualquer jeito, até vendo as sequências da Dis... Não, deixa pra lá, sem sequências da Disney...

Enfim, se você conseguiu me acompanhar, mesmo que tenha sido com o trem andando, espero que tenha gostado do projeto. Foi bacana fazer isso, mas chegou a hora de fechá-lo e, com ele, nós seguimos em frente para o futuro.

Mas, espera! E o Big Hero 6?!

O o que? Ah, sim. A Disney parece já ter um filme novo pra ser lançado esse ano, com esse nome aí. Já existem alguns teasers e, pelo que me parece, o filme será lançado ao final do ano.
Bom, assim que eu o ver, irei compartilhar com vocês o que eu achei, assim como fiz com todos os outros antes desse.

Agora, sim, obrigado por ter nos acompanhado nessa jornada. Valeu pessoal, e até a próxima!

sábado, 23 de agosto de 2014

Frozen - Uma aventura congelante (2013)

E nós finalmente chegamos ao último filme da nossa lista. Passamos por 52 filmes, cada um representando alguma coisa em nossas vidas. Rever todos esses filmes, apesar de trabalhoso até certo ponto, foi uma grande honra, e um grande prazer. Não só eu revi filmes que me ajudaram a ter inspiração para o que eu almejo e o que eu sou hoje, como também vi pela primeira vez, depois de tantos anos de mistério, aqueles que nunca tive chance de conhecer quando criança.
Bom, mas chega de melação, e vamos falar logo do último filme da lista que, atualmente, é o maior sucesso da Disney. 



Frozen me pegou de surpresa. Ao ver os advertisements do filme, eu imediatamente pensei que seria algo relacionado aquele boneco de neve bizarro, e que, assim como alguns filmes mais recentes, seria uma comédia de novo. 
Quando eu fui ao cinema, o que eu vi era a história de duas irmãs separadas por conta dos poderes de uma delas, em um retorno de verdade à fórmula dos contos de fada que a Disney abandonou há quase vinte anos. 

A esse ponto, acho que esse é um dos filmes mais famosos da Disney, tendo acertado na cultura pop em cheio, e trazendo de volta várias pessoas que haviam sumido no começo do século. Portanto, é até redundante falar do longa quando tanta gente já falou. Mas, eu posso tentar. 

A trama do filme conta a tragédia de Elza, a rainha de um reino distante que tem a inexplicada habilidade de criar e manipular gelo. Ela e sua irmã, Anna, eram muito próximas, até o dia em que Elza a atacou acidentalmente. Para que o mundo ficasse a salvo de seu poder, Elza foi isolada, e o castelo de seus pais foi trancado. 
O desastre começa no dia de sua coroação, quando Elza devia abrir os portões e permitir que as pessoas entrassem para comemorar o início do reinado dela.

Os personagens desse filme tem um desenvolvimento simplesmente impecável, sem brincadeira. Elza e Anna são dois extremos diferentes, com a rainha sendo bem fria e distante, enquanto que a jovem princesa é bem amigável com praticamente todo mundo. Essa diferença entre as duas é muito bem explorada, assim como é sua relação. Apesar de elas ficarem distantes uma da outra por boa parte do filme, dá pra notar a química que rola entre elas, e fica tudo bem real. É também interessante ver as duas contracenando e criando algumas das cenas mais divertidas do filme.
Vale ressaltar que essa é, de certa forma, a primeira vez que vemos princesas com tanta personalidade. Nesse aspecto, dá pra notar que muita coisa veio da Rapunzel de Enrolados; a grande diferença é que elas são realeza desde o início, e, comparadas com uma certa princesa (estou olhando para você, Aurora...), chamam atenção.

Kristoff também se destaca, e mostra que ele aprendeu muito com o Flynn Rider/Eugene de Enrolados. Apesar de não ser um ladrão, ele é bem bacana, legal até, especialmente quando contracena com Anna ou seu alce Sven. 
Os outros destaques vão, finalmente, para Olaf, o boneco de neve bizarro que falei antes, e o príncipe Hans. Olaf seria o alívio cômico do filme, e ele faz bem. É um personagem divertido, e ajuda a aliviar um pouco os momentos mais tensos do filme. Algumas cenas dele são um pouco estranhas, mas ele nunca é o real foco. 
Hans é um tipo interessante mediante aos príncipes da Disney, já que ele tem uma personalidade bem desenvolvida, e acaba ganhando muito foco, mesmo mediante aos outros cinco personagens principais.

Em termos de trama, Frozen é excelente, sendo sempre imprevisível, mas nunca absurdo ou fora de ordem. Não é o tipo da história que você prevê como vai acabar assim que começa. Mas, em termos de ritmo, ele dá alguns tropeços, e eu explicarei isso em um minuto.

A trilha sonora desse filme é simplesmente maravilhosa, sem "mas". Existem várias músicas cantadas, uma mais marcante que a outra. Os focos vão para a primeira música, "Do you want to build a snowman?", e, para aquela que, de todos os filmes que vimos na lista, tem a chance de ser a mais famosa e mais popular: "Let it Go". Cada uma delas é brilhante, e muito, mas muito, memorável. 

Aí, chegamos a onde eu falava... Em algumas cenas, que talvez pudessem ser lidadas com um diálogo regular, existe a adição desnecessária de música. Apesar de serem suaves aos ouvidos, e serem oportunidades para algumas reprises, fica muito estranho ver os personagens dialogando através de rimas e música. Acho que sou só eu, mas isso tira um pouco da seriedade do tema.

Ah, antes que eu esqueça. Esse talvez seja um dos filmes mais violentos da Disney desde os anos 90. Não há sangue, nem combate direto, mas algumas cenas deixam uma impressão muito forte. Isso, na verdade, é um elogio, porque ajuda na realidade do filme e cria cenas muito intensas, que são ótimas de assistir. 

Apesar de seu pequeno deslize de ritmo, Frozen é um filme excelente em todos os aspectos. As músicas são maravilhosas, os personagens são excelentes, existe uma atmosfera incrivelmente magnética (que é difícil de descrever, mas que realmente dá a ideia de inverno) e praticamente tudo está no seu devido lugar. Esse filme mostrou que a Disney, apesar de ter passado por um período de turbulência no passado, ainda está firme e forte. Ora, se Enrolados mostrou isso, é Frozen que garante. Se você ainda não assistiu, dê uma chance, e você não vai se arrepender. A cena em que Elza canta Let It Go é um destaque por si só, por exemplo, e é algo que você quer ver!


E, acabou! Esse foi o último filme de nossa lista. Vimos todos os 53 filmes já lançados pela Walt Disney Animation Studios! Se você acompanhou durante esses anos, espero que tenha gostado do que falamos aqui. Chegamos ao final da lista, cumprimos a meta e, se você tiver interesse, confira o veredito disso tudo na próxima!

Detona Ralph (2012)

Olha, eu sou um grande fã de videogames, e acho que todo mundo sabe disso. Mas, quando alguém vem e fala pra mim que vai sair um filme que vai ter muita coisa relacionada a videogame no meio, aí eu já fico preocupado.


Quando Detona Ralph foi apresentado, todo mundo pirou, e chamou a atenção de todos os jogadores de videogame por aí. Era até chato porque o filme tava em tudo que era lugar.
Por vários motivos, eu não tive como ver o longa até o momento em que foi necessário para essa lista. E... O que eu acho? Bom, o filme funciona justamente da maneira que deveria.

O enredo do filme conta a história de Ralph, o vilão de um jogo de videogame. Cansado de uma vida inteira sendo rejeitado por todos ao seu redor, ele decide arranjar uma forma de mudar seu destino e se tornar um herói para que, assim, passe a ser respeitado.

O começo do filme está simplesmente lotado de referências e cameos de diferentes jogos. Nomes como Bowser, Sonic, Eggman, Zangief, Ryu, Ken, só pra nomear alguns, fazem pequenas aparições, que são legais, e fazem exatamente o que devem ser: aparições. Nenhum desses personagens aparece por mais do que uns dois minutos em tela. O grande foco vai, justamente, ao quarteto principal, e estes são muito bons.

Todos os quatro heróis da trama, sem exceção, são bem bolados e mostram-se bem divertidos, todos à sua maneira. Parte de mim tinha medo de que eles não teriam quase nenhuma importância, e seria tudo apenas uma desculpa para ver uns ícones no cinema, mas, ainda bem, não é esse o caso.
Os heróis são bem feitos o suficiente para que você se importe com eles, goste deles e se divirta vendo-os.
Obviamente, as situações da trama ajudam pacas, com várias cenas muito bacanas de assistir. Infelizmente, boa parte do filme não é exatamente original, se baseando em alguns clichês já batidos, mas os elementos fortes do filme se sobressaem.

Sem músicas cantadas dessa vez, embora seria muito estranho dentro do universo desse filme. E, falando nele, é um mundo e tanto.
Todos os lugares são extremamente criativos, mostrando o incrível brilho da direção artística. É tudo bem imaginado, e fica muito bacana de se olhar.

Para fechar nossa pequena análise, Detona Ralph é bem divertido, sim. É um bom filme, que tem uma moral bacana (a qual não vou dizer por motivos óbvios), uma trama bem bolada, personagens ótimos e uma trilha de fundo bem bacana. Eu recomendo que você dê uma olhada.

Ao ver a lista, descobriremos que só falta mais um filme. Não se preocupe, estamos quase acabando... Só quero perguntar uma coisa... Você quer brincar na neve?

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Winnie the Pooh (2011)

Sabe aqueles filmes que surpreendem você por todos os motivos certos? É com um desses que começamos a nova e última fase do Projeto 50!


Se tem uma franquia que a Disney nunca conseguiu derrubar direito foi justamente a série do famoso e adoravelmente imbatível Pooh. Durante muito tempo, a franquia gerou séries de TV, vários filmes focando nos diferentes personagens e incontáveis produtos de merchandising. Olhando só por cima, dá pra se acreditar que era tudo caça-níquel, e a Disney perdeu interesse em fazer algo que importa anos atrás.
Aí, chega Winnie the Pooh e mostra que não é bem assim...

O longa de 2011 não só consegue recapturar aquele estilo do original, lá dos anos 70, como também cria uma identidade nova e é tão bom quanto o outro, senão mais. Existem algumas razões para isso, todas bem simples de entender.

Primeiramente, vem o roteiro do filme, que, dessa vez, abandona o estilo episódico do filme original, e se mantém como algo constante e conectado. No entanto, a história do filme conta com vários núcleos, que se desenvolvem juntos, sem interromper o fluir do outro. Isso gera uma história que está em constante movimento. Porém, antes que alguém se desespere e ache que isso pode ser cansativo, definitivamente não é. O ritmo é até mais agradável do que o anterior, até porque ele é ajudado por situações divertidas e hilárias, e, principalmente, sabe quando deve acabar (coisa que o original não soube fazer).

Os personagens ainda são os mesmos e estão tão carismáticos quanto antes. O roteiro do filme os faz agir de formas novas e, curiosamente, nada é absurdo ou fora de personagem. Existem alguns exageros e coisas mais diferentes (como Pooh tendo ideias realmente boas), mas é tudo explicado como reações a momentos particulares, e não algo permanente.

A melhor forma de curtir esse filme é se você assistiu o original de 1977 e tem boas lembranças dele. Dessa forma, todos os personagens já são conhecidos seus e, assim como Bernardo e Bianca, é sempre um grande prazer revê-los, ainda mais com animações mais novas. Desse jeito, o filme tem uma carga extra de interesse, e fica muito hilário em alguns momentos.
Tem músicas que vão levar você de volta para o primeiro filme, e as trilhas originais são igualmente charmosas.

Serei sincero, e direi que fiquei surpreso em ver o quanto eu gostei desse filme. Os personagens continuam ótimos, o roteiro combina muito bem, a trilha sonora é maravilhosa, e é uma viagem e tanto. Se você tem uma hora, eu recomendo que assista esse filme, especialmente se você curtiu o primeiro. Toda aquela inocência e comédia simples ainda estão aqui, e envelheceram muito bem.

E, esse é o último filme animado da Disney até o momento. Os dois próximos serão em CG (um estilo que a Disney, aparentemente, ainda vai manter por muito tempo).
O próximo da nossa lista vai DETONAR!
É, acho que você já sabe qual é, depois dessa.

sábado, 16 de agosto de 2014

Enrolados (2010)

E nós finalmente chegamos aqui! A animação número 50! A razão por eu ter iniciado essa lista quase interminável de filmes. Sim, finalmente chegou a hora de falar desse filme, e eu estou até empolgado de ter chegado tão longe.


Enrolados era o último filme que tinha saído quando eu comecei a lista, e é ótimo. Esse é o melhor filme da Disney desde Planeta do Tesouro e tem tudo: ótimos personagens, ótima trilha sonora, ótima trama, e tudo ótimo.
O negócio é que eu já falei de Enrolados no passado, e minha opinião do filme não mudou. Ainda acho um filme espetacular, então não tem muita necessidade de eu me repetir. Você pode checar minha opinião completa aqui.

Caso você esteja com preguiça, vou dizer: ASSISTA! ASSISTA, PELO AMOR DA BANANA! VAI VALER A PENA!!

Normalmente, esse seria o momento em que eu olharia e diria OK, TERMINOU! BOA NOITE, SENHORAS E SENHORES. Mas, é aquela, a ideia era assistir TODOS os filmes da Disney já lançados. Nada mais justo do que aproveitar que já estamos aqui, e seguir para as próximas animações. Faltam apenas três...
Já que esses próximos não estavam na lista original, chamaremos essa fase de Projeto Pró-50. E que forma melhor de iniciar isso do que revendo um velho amigo?
Continuem comigo, pois estamos quase no fim.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A Princesa e o Sapo (2009)

Se você estava cansado de ver filmes 3D, anime-se! Os dias de texturas e polígonos 3D deram uma trégua para trazer o tão necessário ar de casa que a Disney estava precisando.


É de agradecer aos céus a existência de A Princesa e o Sapo. O estilo de animação tradicional, somado com um roteiro muito bacana e personagens incrivelmente amáveis formam o melhor filme visto nos úlitmos cinco anos dentro do catálogo Disney.

A primeira coisa a se mencionar é o fato de que essa não é a história original do príncipe que foi transformado em sapo. O dito conto existe dentro do filme, mas apenas como história. O que acontece são os personagens tentando passar pela situação.
Eu não tinha visto o filme antes de chegar a ele nessa lista, então imaginem minha surpresa ao ver um mundo de começo de séc. XX inserido lá. Apesar de não estar dentro dos conformes dos contos de fada mais tradicionais, tudo pega muito bem, e cria uma atmosfera que mistura o mágico com o rotineiro.

Os personagens da trama são incrivelmente bons. Cada um tendo seus desejos, afeições e personalidade únicos. Um dos destaques vai a Tiana, que passou sua vida inteira servindo de garçonete para que pudesse realizar o sonho de ter um restaurante. É bem incomum ver isso dentre as mulheres Disney, mas é muito bom que exista. Gosto também que ela seja a durona, do tipo que não desiste ou que não gritaria "oh, meu príncipe, me salve!". Ela me lembrou Mulan, na verdade. É, aquele tipo que chega e FAZ.
Naveen também ganha destaque. Ele me lembrou muito de outros protagonistas Disney, como o Aladdin e Hércules. No caso, seu estilo farrista e comportamento criam um excelente personagem. Sério, ele é bem divertido, e as reações que saem de Tiana quando tem de lidar com ele são quase sempre impagáveis.

O vilão da trama, chamado de Homem da Sombra, ou algo assim, é o primeiro vilão desde Alameda Slim que é interessante. Só que, o que Alameda tinha de hilário, o feiticeiro tem de sombrio. Ele nunca é mostrado como um homem realmente poderoso, ou com uma presença assustadora... É o que ele faz que assusta. A música que ele canta, assim como algumas cenas em que ele aparece, beiram o medonho, com sombras mexendo com o mundo físico, o tom macabro de sua voz, e o que ele faz para mostrar que está no controle. Seu poder não é próprio, também. Ele apenas o pega emprestado do que ele chama de "amigos do outro lado", e essa "relação" é explorada de forma sutil, mas efetiva.

As músicas cantadas voltam com tudo dessa vez, e são bem bacanas. Lembra muito a era de ouro da Disney durante os anos 90, ou até mais anterior.

Esse é um filme excelente - não perfeito, mas excelente. É uma boa pedida, um ótimo retorno às origens, e é daqueles que você vai ter ficado feliz de assistir. Eu me atreveria a vê-lo de novo.

Agora, duas coisas. A primeira é que o próximo filme vai ser em CG, mas não se assuste! A segunda é que, bom, vai ser difícil você não se amarrar nele... Até porque, dessa época pra frente, nós finalmente vamos ver a luz brilhar.

Bolt: Supercão (2008)

Filmes de jornada são um porre. Não me pergunte porque, mas eu sempre relaciono esse tipo de filme à Sessão da Tarde.
Bom, chegou a hora de falarmos do último filme da trilogia CG da Disney, e, dos três, ele é o que melhor apela.


Essa fase CG da Disney (no caso, essa primeira) foi bem esquecível... A Dreamworks e a Pixar dominavam tudo, e os trabalhos da pobre Disney ficaram apenas comendo poeira. A situação tava tão feia que, quando eu soube da existência de Chicken Little e Família do Futuro, eu achava que era ou dos criadores de Shrek ou dos criadores de Toy Story, sem mentira...
Com Bolt: Supercão não foi diferente. Eu não sabia que era da Disney até eu começar a assistir pela primeira vez a alguns anos atrás.
Mas a pergunta que importa é: o filme é bom?
E a resposta é... Depende do que você está procurando.

A trama do filme é bem interessante, isso eu não posso negar, ou ao menos a premissa. O cão Bolt acha que tem super-poderes e que está sempre salvando sua dona, Penny, de perigos mortais. A questão é que tudo é um programa de TV, que ele acha que é real. Então, quando ele acaba se perdendo e é mandado de Hollywood para Nova Iorque, ele tem que descobrir à força que não tem poderes, e que o mundo é muito diferente.
A introdução é muito bem desenvolvida, e surpreende, especialmente se você estiver vendo pela primeira vez. Sem dizer muito, o filme brilha... Até acabarem os primeiros vinte minutos...

A parte do meio é incrivelmente clichê, com diálogos que eu, ao menos, já ouvi milhares de vezes, só que de formas diferentes. O filme passa um bom tempo sem graça, mostrando um tipo de rotina que todos nós estamos acostumados, e não é executada de maneira satisfatória, o que deixa tudo muito arrastado, e um tanto previsível também...

Apesar desses problemas, o final é muito bom. Sério, os 20~15 minutos finais são excelentes mesmo tendo uma dose alta de clichês...
Os personagens também são bem desenvolvidos, mesmo com o meio do filme sendo muito previsível. Eles conseguem brilhar, e só faz você desejar que eles estivessem em uma situação mais bacana.

O ritmo do filme é meio estranho, também... A introdução lembra muito um filme da Pixar, e também relembrou de Oliver e sua Turma. Mesmo com isso, é um ritmo bom no começo e no fim, mas, de novo, não no meio.

A trilha sonora encaixa bem, e é boa, mas não memorável. O filme conta com uma música cantada, mas, assim como o resto da trilha, não fica na sua memória.

O último ponto que eu quero mencionar é que a mensagem do longa é muito confusa. Não sei se é sobre existir uma vida melhor fora da fama, ou se é a de que os animais amam seus donos e vice-versa. Acho que fica a cabo de quem vê... Só eu que não consegui focar direito...

Pra fechar, é um filme bacana, definitivamente melhor que os outros dois, mas ainda não acerta no padrão de qualidade que viemos a esperar da Disney. Em outras palavras, assistir só uma vez já é o suficiente.

E o período fraco da Disney começa a chegar ao fim. Isso porque vai existir o retorno às raízes no próximo filme da nossa lista. Apertem os cintos, pois chegamos na parte final de nossa viagem... E tudo começa com uma princesa e um sapo.

sábado, 9 de agosto de 2014

A Família do Futuro (2007)

Viagem no tempo é um assunto complicado pra burro, especialmente quando você quer fazer uma história metida nesse tema. São sempre tantas variáveis, tantas coisas que precisam ser analisadas com cuidado, e qualquer detalhe mudado pode alterar um mundo inteiro! Quase todo mundo já trabalhou numa história assim, mas são poucos aqueles que conseguem fazer isso funcionar. Pra pegar esse tema, você tem que ter ou muito inteligente ou muito idiota...


O jeito como A Família do Futuro trata isso é, bem... eeerrrrrrr.... aceitável... Eu acho...? OK, vejamos o que ele tem de bacana nessa pequena análise.

Esse é o segundo filme da "trilogia" CG da Disney, e, de longe, dá pra notar que aprendeu muito com os erros de Chicken Little. Isso inclui uma trama mais bem-ajeitada, com foco e que sabe o quer fazer, além, é claro, de animações bem menos loucas. Na verdade, a aparência do filme é muito boa. Tudo é bem colorido e bem imaginado.
Assim como no filme do galinho (que acabei esquecendo de comentar), dá pra ver que muito esforço foi dedicado aos cenários, com lugares bem imaginados e desenhados. Em execução, parece tudo ótimo.

A trama do filme, por si, é boa também. Não é nada de original, mas, assim como várias outras tramas clichês que já caíram na mão da Disney, é bem executada. A premissa em si é bacana também, e, honestamente, também não lembro de muitos buracos (até porque, como é uma trama com viagens no tempo, eu evito pensar nisso). Dito isso, é inegável que algumas situações do filme sejam um tanto fracas. Na verdade, muito que aparece no filme é infantil demais, e uso essa palavra corretamente. São coisas que fariam uma criança ficar preocupada, mas não uma pessoa mais velha... Como sempre, não direi quais são as situações, mas elas são um pouco óbvias.
Curiosamente, o filme compensa isso com alguns momentos bem emocionais, e tem uma mensagem muito interessante, que acaba sendo relevante para os tempos difíceis que a Disney passava na época.

Os personagens do filme, apesar de sempre terem sido mostrados como o coração do filme nos marketings acabam não se desenvolvendo em nada, com a exceção dos dois protagonistas. Isso me leva a uma reclamação um pouco pessoal... Quando Louis se vê obrigado a conhecer os membros da família Robinson, todos os personagens são apresentados como loucos, com hábitos incomuns e meio bizarros. Apesar de ser uma cena interessante, é meio complicado achá-los únicos. É inclusive o tema de um meme surgido do vilão de Os Incríveis, que, quando adaptado para essa situação, diz: Se todo mundo é "diferente", então ninguém é... E, sim, eu usei um meme para apresentar um argumento!
Enfim, não estou dizendo que são personagens ruins, nada disso. Apenas acho que o filme não os explora muito bem... E é por isso que não se deve fazer personagens "importantes" demais... Você acaba sem mostrar tudo... Mas, isso é comigo, então...
Por outro lado, o vilão do filme também é bem feito pacas. O desenvolvimento dele é gradual, e a personalidade dele é excelente. Ele me lembra um pouco as loucuras de vilões como a Yzma e o Capitão Gancho, embora não seja esperto como eles. Ele é mais um alívio cômico, mas é bem executado e serve para a trama, muito bem inclusive.

A trilha do filme, em si, é boa, mas não necessariamente memorável. Combina com o que está sendo mostrado, mas você não vai lembrar muito dela... O que, cá entre nós, não é a primeira vez...

Pra mim, A Família do Futuro não foi uma viagem muito feliz, mas consegue entreter bem. Não é um filme de comédia, apelando bem mais para o drama, o que é melhor do que outra comédia sem noção. Mostra que eles realmente tentaram aqui, e não estavam mais experimentando com as loucuras que podiam fazer. Por conta disso, eu respeito o filme. Acho que vale uma olhada sim, o que de ruim pode acontecer?

Bom, chega de Sci-Fi, né? Vamos tratar de um assunto menos viajado! Vamos falar de... super-heróis... Ou pelo menos da ideia de um cachorro branco achando que é super-herói... Isso é menos viajado.

O Galinho Chicken Little (2005)

O novo milênio estava sendo muito difícil para a Disney... Seus filmes eram um fracasso financeiro atrás do outro, e muitos dos fãs que surgiram no passado começaram a procurar entusiasmo em outros filmes.
Nunca duvidei de que foi por questões como essa que a empresa decidiu explorar mais uma vez o universo CG. Os frutos disso, por enquanto, é uma nova... uh... "trilogia", só que, ao invés de ser sobre Sci-Fi, o que as une é sua composição: computação gráfica.


Vamos primeiro falar um pouquinho de O Galinho Chicken Little. De todos os que eu já falei nessa lista, foram poucos aqueles que eu tive a oportunidade de chamar de "coisa-mais-louca-que-eu-já-vi-em-toda-minha-vida-número-35". Caso você não tenha entendido, deixe-me explicar dessa forma: esse filme é esquisito pra burro.

Não é a primeira vez que vemos um filme CG nas mãos da Disney, isso sem contar que essa tecnologia já tinha deixado de ser novidade há um tempo (graças à Dreamworks, praticamente). Por conta disso, é normal esperar que seja tudo bem mais interessante do que foi naquele pequeno acidente de trem chamado Dinossauro. Bom, ainda bem que é esse o caso. Os personagens E os cenários são bem modelados pacas, e tudo é bem vivo e animado. O que destaca Chicken Little é a forma como é tudo animado. As coisas são insanamente energéticas, e tudo se mexe da forma mais anormal possível.
Acho que isso vai por causa do tema do filme, que é justamente o de comédia, e é daquelas bem PASTELÃO mesmo. Mas, diferente do que rolou quando o Imperador Kuzco se tornou numa lhama, aqui muitas das piadas não vem das situações, exatamente, mas da forma como os personagens são animados, e de como eles tem reações exageradas a praticamente tudo. É uma forma bem mais crua de comédia, o que é inegável, mas ainda funciona.
Esse é daqueles filmes que, se você for inventar de esperar muita coisa, vai sair achando uma bela porcaria. Quer gostar do galinho? Jogue seu cérebro pela janela e divirta-se, depois pega ele de novo...

A trama do filme, per si, é, de forma técnica, bem horrível. Ela se mexe muito, tem pouco foco no que realmente quer mostrar, e, aí, você tem que ficar prestando atenção se não quiser perder coisas importantes. Ela é especialmente ruim se você for querer analisar tudo de forma séria (faça o que fizer, não faça isso). Existe um foco grande de clichês, e tudo... Por outro lado, existem algumas homenagens interessantes para diversos filmes de ficção científica e terror, como Sinais e Guerra dos Mundos (que, inclusive, tinha ganhado uma versão pouco antes desse filme sair). E eu tenho que dizer, o final é hilariante.

Os personagens, por sua vez, são bons, mas tem pouco desenvolvimento. As importâncias daqueles que não o próprio Chicken Little variam muito também. Um personagem que parece não precisar estar lá em um momento, de repente se torna super-importante no outro. Isso não seria exatamente ruim, se não fosse ao custo da importância dos outros, que cai muito rápido...

Existe um grande desejo de ser popular, também, contando com músicas que eram bem populares na época, e tudo mais. Não tenho mais o que dizer sobre isso, só achei bom mencionar.
Quanto à trilha sonora própria, bem... O negócio desanda. Ela é decente e tudo, mas nem sei se dá pra taxá-la como apropriada, quando a própria história é tão difícil de mirar.

Só que, mesmo com todos esses problemas, esse ainda é um filme bacaninha. Não o leve a sério, não espere nada, e você vai curtir. Ou não, né?

Agora deixemos os animais falantes de lado, e vamos falar de uma família... DO FUTURO!!! *inserir música de ficção científica*

domingo, 3 de agosto de 2014

Nem que a Vaca tussa (2004)

Filmes de faroeste são tão clichês que é difícil não gostar. Aquele ar do oeste americano já inspirou muitos nomes, e colocou vários outros no auge de sua fama.
Histórias de cowboys, bandidos, com aquela música característica, além de salões, prisões, gados e por aí vai... Isso tudo é tão charmoso que não me surpreende o que vemos a seguir.


Nem que a Vaca tussa é um dos melhores filmes dessa nova década, e sua trama é tão curiosa que ele não dá a mínima para a seriedade (o que era bem comum em filmes anteriores).
No caso, o filme conta a história de três vacas que partem em uma jornada para capturar o ladrão de gado Alameda Slim e usar a recompensa para salvar a sua fazenda da falência. É claro, que é muito mais complexo do que isso, mas vamos simplificar pelo bem do tempo.

Só a premissa já mostra que esse não é um filme para se levar a sério; é daqueles que você assiste, ri pra caramba, e, depois, sai cantarolando as músicas que você ouviu nele. Ah, e não tem problemas em ver outra vez.
Parte dessa facilidade em prender vem do fato de que os personagens são maravilhosos. As vacas, Maggie, Sra. Caloway e Grace, são hilárias quando em conjunto, e participam de algumas das cenas mais engraçadas do currículo da Disney até então.
Na verdade, até os personagens secundários são perfeitos. O cavalo Buck e sua obsessão pelo caçador Rico são um exemplo. Não existem caricaturas notáveis, nem exageros. Os personagens do filme são todos muito bem trabalhados.

O vilão, Alameda Slim, e seus parceiros, os Willys, estão dentre os mais engraçados desde o Capitão Gancho e Hades, rivalizando os dois, inclusive. A relação entre eles é o que gera algumas risadas, inclusive. Sério, a reação dos Willys ao ver Alameda disfarçado é muito divertida.

Serei sincero, existe um pouco de drama, mas esse lado é pouco explorado. O grande foco é a comédia. Inclusive, a comédia não está só no diálogo, mas em várias situações silenciosas, ou até mesmo em ângulo de câmera.

As músicas do filme são muito boas, e cabem bem à proposta. As cantadas são bem memoráveis também, superando as de Irmão Urso nesses termos.

Talvez eu seja um dos poucos que gostou pacas desse filme, mas acredito que é fácil se divertir com ele se você ir esperando estupidez (e não indo achando que vai ver outro Atlantis). Recomendo Nem que a Vaca tussa  pra todo mundo. É muito divertido, e eu garanto que você não vai se arrepender!

Comédia será o nome para o próximo filme também... Mas, tem um detalhe, a trama das vacas caçadoras de recompensa será a última em animação tradicional por um tempo. Ouso dizer que esse é também o final da era de ouro da Disney, na minha cabeça, é claro. Entrarei em mais detalhes na próxima vez.
Espero que você goste do uso de CG, porque o próximo filme terá isso e um bando de animais falantes... Além de alienígenas... E um galinho muito pequeno... E uma trama bem non-sense.