sábado, 19 de julho de 2014

O Rei Leão (1994)

Já falamos de princesas, príncipes, pretendentes, rainhas e até um sultão. Mas, parando pra pensar, nunca falamos sobre reis...


Eu adoro a arte sutil desses pôsteres, você não?

O Rei Leão está dentre os filmes mais famosos e lucrativos da Disney, sendo o grande vencedor de bilheterias dos anos 90, e uma das produções mais respeitadas da empresa.
O motivo para eu dizer isso tudo é justamente para mostrar como ele deu certo, e como eles souberam contar a história de Simba.
Creio que não preciso apresentar o filme para vocês. De um jeito ou de outro, você pelo menos ouviu falar ou já assistiu ele todo.

Esse é um dos raros casos em que a introdução do filme consegue ser um ícone por si só. Quem não lembra daquele momento em que está tudo escuro, e então surge o sol, iluminando tudo em seu caminho e a icônica música "Ciclo sem fim" começa a tocar. Você provavelmente conseguiu visualizar.

A trama é uma das primeiras dentro da Disney que trata de política de uma maneira tão sutil, mas tão simples de perceber. Ela pode ser observada através do desejo de Scar em tomar o trono, e como ele pretende fazer isso.
O interessante no vilão é a sua crueldade. Ele é capaz de matar o próprio irmão e sobrinho para conseguir o que quer, e não sente o menor remorso.

Há também alguns toques de filosofia e bastante simbolismo.
Uma das cenas do filme mostra, de maneira literal, o caminho para a aceitação do passado, que pode ser visualizada quando Simba, o príncipe do reino, está seguindo o babuíno Rafiki para encontrar o fantasma de seu pai.
Simba sente medo de enfrentar seu passado, já que ele se considera culpado pela morte do pai, mas ele acaba se vendo forçado a lidar com isso e seguir em frente.

O drama é constante no enredo do filme, auxiliado pela atmosfera da direção de arte e da trilha sonora. Lugares como o cemitério de elefantes exasperam o mistério, e são lugares perfeitos para as cenas em que eles ocorrem.
Isso tudo sem dizer que uma das cenas está dentre as mais populares e tristes já feitas pela Disney:


O filme tem um ritmo interessante, o qual eu não consigo explicar completamente. Apenas sei que é outro daqueles que recomendo pra caramba. Se você ainda não teve chance de assistir, bem, aproveite-a quando puder.

Nesse tom, vamos ficar aqui na selva, e ouvir ao vento. Ele trás novidades de um mundo novo.

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