domingo, 20 de julho de 2014

Hércules (1997)

Não é de hoje que o conceito de "herói" é mal-interpretado. Dizem que ser um herói é sair por aí prendendo criminosos e matando monstros, ou coisas do tipo.
Na verdade, é bem mais profundo do que tudo isso. E é o que o filme da vez tenta ensinar.


Hércules deve ter sido o primeiro contato que muita gente teve com a Mitologia Grega. Talvez seja por isso que todos nós perdoamos os inúmeros erros canônicos que existem aqui. Bom, eu irei ignorar todos eles pra falar desse filme, até porque, o grande propósito é só sentar e aproveitar o show.

Por incrível que pareça, estou tendo dificuldades em achar as palavras certas pra falar desse filminho aqui... Acho que é mais o fato de que seja difícil chegar ao ponto com um filme que, bom, gosta tanto de brincar com o que tem.

O tom da vez não é mais o drama, tão presente e tão importante no Corcunda de Notre Dame. Na verdade, é justamente o contrário! O que temos aqui é uma comédia! Isso mesmo! Mudança drástica, mas que não pode ser vista como uma coisa ruim. O longa consegue se virar bem e conta com uma boa trama, bons personagens e uma trilha sonora bacana. Não é nada que fique muito profunda e lide com temas mais delicados, mas é um bom divertimento, e tenho quase certeza que esse era o plano.

A trama em si fala sobre o desejo do jovem deus de conquistar um trono no Olimpo, e a única forma de fazer isso é provando ser um herói de verdade. Ele consegue ir para o caminho certo até, mas logo se perde, confundindo os caminhos de glória e fama do sobre o que é certo. É um conceito interessante, e é bem aplicado também.

Os personagens, como eu já disse, são ótimos, havendo destaque para Hércules e Hades. No caso do herói, ele é um dos mais poderosos da Disney, e um dos poucos que conseguiu dar um bom sopapo na morte (sim, eu disse sopapo). Sério, quantos personagens viram sua amada morrer, foram ao submundo, pegaram a alma dela de volta e ressuscitaram a coitada? Até agora, só o Hércules.
Ele tem um bom desenvolvimento, inclusive. Sua personalidade sofre alterações sutis em vários momentos do filme, e lentamente o torna em um personagem bem mais adulto. Entre outras palavras, ele cresce.

Hades também rouba a cena, mais por conta de sua personalidade hilária e furiosa ao mesmo tempo. Ele me lembra um pouco o Capitão Gancho, mas com muito mais poder. Além de poder, ele se mostra bem mais único por conta de seu nervosismo. Algo dá errado? Ele pira.


Acaba ajudando ter um vilão assim, porque ele se encaixa bem no ritmo de comédia, e não parece forçado ou fora de lugar.

Falando em encaixar, a trilha sonora do filme é adequada. O estilo musical (das músicas cantadas, isto é) lembra muito músicas gospel americanas, o que é apropriado, já que um dos temas é religião... Religião da Grécia Antiga, mas creio que é aí que está a piada.
É uma trilha sonora boa, mas não tão memorável quanto os filmes anteriores. O mesmo vale para a direção de arte, falando nisso.

Hércules é divertido, engraçado, ensina algumas boas lições, e tudo nele é apropriado e bem aplicado. Dá pra sacar se alguém tem esse como seu filme favorito e tudo mais. Recomendo pacas, você não vai se arrepender.

Continuemos a falar sobre lendas históricas, mas chega de mitologia por enquanto... Que tal... Algo lá na China?

Um comentário:

  1. Filme de merda, o cara deixa de ser um deus por causa de um "amor" de uma mulher.

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