quarta-feira, 16 de abril de 2014

Update SOUL, Cidade Fantasma e Feliz Páscoa seus louco!

Fala pessoal! Só estou passando aqui, rapidinho, pra deixar um pequeno update...

Sabe essa história que eu tava publicando aqui? A "SOUL"? Pois é, eu vou parar de publicar aqui no blog. Eu tenho outros planos para ela e, considerando que ela tinha zero feedback, acho que pouca gente vai sentir falta.
E, não, antes que alguém pense que eu desisti do mundo de histórias online, eu não desisti. Apenas quero fazer uma coisa diferente com essa história em particular. Prepararei outra em breve.

Segunda coisinha importante! Eu não esqueci das mudanças que eu ia fazer no Cidade Fantasma. Estou ainda esperando dar um certo tempo pra reler tudo. Só... Disse isso pra vocês ficarem ligados mesmo.

E... Bom, é isso aí... Boa Páscoa pra vocês, e até a próxima!

sábado, 12 de abril de 2014

A Espada era a Lei (1963)

De vez em quando, ao descobrirmos um filme que aparenta ter um enorme potencial, nós o assistimos, tendo várias expectativas e vários interesses. No entanto, em vários casos (mais do que deveriam ser mencionados), o filme acaba sendo uma grande decepção.

Foi assim que eu me senti, quando assisti o próximo filme da nossa longa lista, que, no caso, é o que vamos falar hoje.


Eu tinha grandes expectativas a respeito de A Espada era a Lei, sério mesmo... A ideia de ser a história de "origem" do lendário Rei Arthur por si só já é uma característica e tanto. Some isso às inúmeras possibilidades que essa história tinha e, voilà! Você acabou de fazer expectativas altas.

Quando eu finalmente assisti o filme, depois de uns 16 ou 15 anos, sabendo da existência dele, ouvindo falar dele, e vendo trailers aqui e ali, não pude deixar de me sentir decepcionado. Ao invés de contar uma história épica, ou pelo menos divertida, o filme nos mostra uma série de trapalhadas desconexas sofridas pelo jovem Arthur, o mago Merlin e a coruja Arquimedes.
Leve em consideração que, quando eu digo "desconexa", eu quero dizer que elas são realmente "desconexas".
São poucos os momentos que realmente importam para a história que o filme tenta contar. Só que 70% de toda a história é um monte de cenas que podiam muito bem ser episódios separados de um desenho animado.

Não sei se essa era mesmo a intenção, mas eu pessoalmente detesto quando um filme tem várias situações, mas poucas delas tem real importância para o momento final.

Outro problema é que o filme tenta ser engraçado demais, e parece que esse foi o foco principal. Ao invés de se focar em escrever uma história mais interessante, eles simplesmente preferiram ficar fazendo um mundo de piadas e, depois, saíram conectando cada uma.

Não quero dizer que o filme não tem seus momentos divertidos. Algumas cenas com Merlin até que podem esboçar um sorriso, algumas soltam uma risada leve, mas, infelizmente, não passa muito disso...

E... Bom, esse é o problema com esse filme. Ele é desconexo na maior parte, os personagens são bem fraquinhos em termo de desenvolvimento, e, apesar de alguns momentos interessantes, o filme não tem apelo para criar interesse a quem o assiste. Tanto que, já nos primeiros dez minutos, boa parte da sua fé nele já está quase terminada.

Vejamos aqui... Parece que nossa próxima parada é na Índia... Alguma coisa a ver com lobos, um urso falante, uma pantera sem senso de humor e um tigre revoltado...

Desculpe se você gostou desse filme, mas, eu não vi nada de realmente interessante nele... 

SOUL - Verão - Parte 3

O lado de fora do palácio de SOMBRA, mesmo com a névoa espessa, ainda era um lugar que os membros da organização costumavam visitar para que pudessem respirar um pouco de ar fresco.
Na verdade, todos os arredores do palácio eram um único, grande jardim.

No meio da névoa, surgiam duas silhuetas, seguindo lentamente ao lado das paredes do palácio... Juntos, eles se aproximavam de uma região cheia de galhos e raízes, todos ainda bem cheios de vida, e que formavam perfeitos bancos.
Sofia sentou-se num deles, enquanto Marcus mantinha-se de pé.

Ela ainda estava chateada com seu último fracasso, e não conseguia parar de pensar na cena que ocorreu meros minutos antes.
Será que ela disse alguma coisa que não devia? Talvez ela não tenha sido clara quanto ao seu desejo de participar...
Essas questões bombardeavam a mente dela, sem nenhum momento de paz. Por mais que ela tentasse desviar sua atenção, seu cérebro não parava de processar as razões.

Enquanto isso, Marcus ainda se mantinha sereno e paciente. Já vira aquilo acontecer tantas vezes que nem mesmo pena ele sentia mais por Sofia. Sua cabeça já havia processado o suficiente para saber que Seurosia não tinha interesse em mandá-la em uma missão importante. E, sendo honesto consigo mesmo, ele não podia culpá-lo...
Era verdade que Sofia era inteligente e atenta aos seus arredores, mas lhe faltava algo essencial: o instinto. Ela nunca foi capaz de ter as mesmas sensações que os membros de SOMBRA tinham nas missões. Coisas "simples", como identificar um alvo de longe, passar por uma área protegida e fortificada sem ser notada e não mostrar dó nem piedade perante o alvo não eram do feitio de Sofia.
Para tudo isso, ela sempre contou com métodos alternativos, ou mesmo com a ajuda de Marcus. Graças à sua perspicácia, ela havia conseguido impressionar a todos e ingressar na organização. No entanto, aos olhos de Seurosia, aquilo nunca foi um bom sinal. Para ele, ela não passava de uma farsa; uma criança mimada que iria se machucar, e que não merecia ser ajudada; ela tinha de aprender uma lição.

Com tudo isso em mente, Marcus olhava para Sofia, ainda tentando se livrar do choque; mesmo com toda a névoa, ele ainda era capaz de vê-la sem problemas. Ele já havia passado tantas vezes por aquilo, e, já sabia o que deveria fazer para tirar ela daquela situação... Bastava uma pergunta...
Mas, pela primeira vez, ele hesitou, e se perguntou se era mesmo uma boa ideia...
Depois de um breve conflito consigo mesmo, ele se deixou levar pelo costume:

- O que você vai fazer agora? - perguntou ele.

Sofia lentamente levantou a cabeça, como se estivesse tentado catar os pedaços de sua mente e juntá-los novamente. Ela falou:

- Tentar de novo...

Marcus fechou os olhos em reprovação, e virou-se cobrindo a boca para esconder o palavrão que seus lábios pronunciaram. Mesmo assim, Sofia foi capaz de notar seu movimento:

- Você acha que eu vou falhar de novo... - disse ela, com um tom que misturava sua tristeza com uma pequena dose de raiva. - Não acha?

- Não, Sofia... - disse Marcus, mantendo sua pose, e tentando soar tranquilo.

- Caramba, Marcus - disse ela, levantando-se - De todas as pessoas do mundo, eu achei que você iria me dar apoio! - seu tom começava a ser predominado pela raiva.

- Bom, Sofia, eu estou tentando! - disse Marcus, com seu tom um pouco mais fora de controle.

- Então por que você duvida de mim?! Hein? Por que você acha que eu vou me dar mal de novo?!

Marcus passou alguns segundos em silêncio. Olhando para Sofia, ele já sabia o que dizer... Já estava na ponta da língua: "Desculpa, mas é que o chefe te odeia, e nunca vai te dar uma chance por causa disso...", mas ele não tinha o coração para dizer, nem o estômago para ver o que viria depois.
Não havia como falar, então ele simplesmente baixou a cabeça, e virou-se para o outro lado.

Sofia o acompanhou com os olhos por alguns instantes, e então olhou para o chão, e sentou-se novamente, com o rosto enterrado nas mãos.

Silêncio se estabeleceu...

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Com a saída do Seurosia, a sala da torre isolada, onde habitavam os animais experimentais, havia ficado deserta e silenciosa, com apenas os roncos e grunhidos de algumas feras ecoando.

Por vários minutos, isso era tudo o que se ouvia... Até que o silêncio foi quebrado pelo movimento de uma porta sendo aberta. Todas as feras acordaram e ficaram alertas quando notaram que uma figura encapuzada entrava na sala.
A pessoa misteriosa usava um capuz que cobria todo o seu corpo, com apenas uma pequena parcela do seu rosto ficando exposta. Enquanto seus passos ecoavam, cada fera reagia diferentemente à sua passagem. Alguns soltavam um chiado de reprovação e se afastavam, enquanto outros se aproximavam de seu lado das grades para ver do que se tratava.

A figura se aproximou da única grade que estava em silêncio, que seria a mesma da qual Seurosia havia saído momentos antes. Logo na área superior da grade, existia uma placa com os dizeres:

Fera de nível alto
Extremamente perigoso
NÃO libertar

A pessoa olhou para a placa e, depois, redirecionou seu horário para o interior da jaula. Um sorriso cínico formou-se em seus lábios, enquanto ele via uma silhueta gigantesca formando-se do outro lado:

- Você ainda está com fome, garotão? 

Um rugido baixo podia ser ouvido do outro lado, como se a fera confirmasse aquela frase. 

- Então, que tal se a gente... - a pessoa disse, levantando seu braço e mexendo na fechadura da jaula. - pegasse a sobremesa? - concluiu ele, abrindo a cela, e deixando um sorriso se formar, escondendo-se nas sombras quando sua tarefa estava feita. 

Um braço grande e escamoso saiu da cela, vagarosamente, ainda sujo de sangue, sendo seguido por uma cabeça, indiscernível no escuro. O que podiam ser vistos eram seus olhos, que brilhavam com a luz fraca que se formava dentro da sala, selvagens e impiedosos. 

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Marcus e Sofia ainda estavam no lado de fora, na mesma posição que estavam antes, quando ouviram os gritos e os rugidos vindo de dentro do palácio. 

Sem falar nada, e ignorando os acontecimentos recentes, eles correram, puxando suas armas, e se preparando para o que estivesse à sua frente. 

domingo, 6 de abril de 2014

Johnny Blaze sofre uma terrível transformação para tornar-se no... MOTOQUEIRO FANTASMA!

Minha experiência com o anti-herói da Marvel era praticamente nula até 2010. Tudo o que eu sabia dele, era através de uma revista que eu achei por acaso na biblioteca da escola que eu estudava e, mesmo com essa revistinha, eu ainda sabia pouco.

Passou 2007, e, ainda tentando me recuperar do infame Homem-Aranha 3, e por ainda ser bem conservador a ponto de não querer conhecer o personagem, eu deixei passar o filme com o Nicolas Cage, e fiquei nulo com o motoqueiro até uns três anos depois, quando o filme passou por acaso na TV, e eu assisti.

Sem querer comentar muito, eventualmente eu fiquei intrigado e interessado em ver como era essa história melhor. Foi então que, esse ano, encontrei as revistas, e me pus a ler as séries em quadrinhos dele.

Já terminei a primeira série, que marca a sua estréia,  e essa é minha singela opinião a respeito dela...

sexta-feira, 4 de abril de 2014

101 Dálmatas (1961)

E agora chegamos em uma época mágica, onde um bom orçamento se torna pedir demais e é preciso fazer muito com pouco.
Não sei dizer por que (e não quero pesquisar pra perder a mágica), mas a partir daqui as animações da Disney vão passar por um período mais turbulento, e terão um orçamento visivelmente mais baixo. Isso poderá ser notado no uso repetido de animações em vários momentos, assim como os traços menos completos e várias amostras ainda dos rabiscos.


Dito isso, eu ainda estou impressionado em como eles conseguiram fazer 101 Dálmatas, que se tornaria em uma de suas "franquias" mais rentáveis e duradouras.

Assim como A Dama e o Vagabundo, esse filme tem como foco principal os cachorros. No entanto, não se trata de uma história romântica de descoberta, e sim de uma missão de resgate.

O filme nos conta a história de Pongo e Prenda, dois dálmatas, em sua missão para resgatar seus quinze filhotes das mãos de bandidos, e sobre como eles encontraram 99 filhotes.
Não vou entrar em detalhes sobre a história, já que ela possui vários elementos, todos montando conexão um com o outro. Para não estragar nada, vou apenas falar aqui de alguns elementos bacanas a respeito dele.

Pra começar... O que eu disse antes: os traços e animações repetidas...
Enquanto todos os outros filmes pareciam mais "terminados", por assim dizer, esse aqui dá a ideia de ser um pouco mais apressado. Várias vezes vemos animações de personagens que se repetem (mais visíveis nos dálmatas), assim como traços de rascunho em um momento ou outro. Isso apenas bate na questão de: "o que aconteceu?". Não é meu dever usar isso para tirar pontos, mas deixa você se perguntando...

Uma coisa que eu gostei pra caramba foi a esperteza na hora dos personagens humanos. Diferente de A Dama e o Vagabundo, que tinha um foco esmagador nos caninos, sem nem ao menos mostrar o rosto de quase todos os humanos, 101 Dálmatas nos apresenta personagens humanos bem desenhados e carismáticos. Cada um deles se destaca de uma maneira ou outra, tendo cada um, um momento só seu, tais como os donos dos cachorros, Roger e Anita. E suas personalidades são interessantes! Eles gaguejam, se irritam, riem, ficam tristes, e tudo mais.
Se eu fosse pegar um exemplo disso tudo, certeza que apontaria para a famosíssima Cruella De Vil. De todos os humanos, ela é a que mais marca sua presença, embora eu não a considere uma vilã que esteja no mesmo palanque do Capitão Gancho, por exemplo.
De todos os personagens dessa franquia, ela é a recorrente, presente em quase todos os produtos e filmes já imaginados.
Devo admitir que ela dá uma sensação de perigosa, complicada, mimada, e tudo mais. Se existe alguma aristocrática sem caráter na Disney, é ela.
Sim, sim, ela é bem desenhada e tudo, mas eu a achei irritante apenas. Uma mera pedra no sapato do que qualquer outra coisa.

Agora, devo dizer que seu objetivo é bem sanguinário. Ela quer juntar vários filhotes de dálmata e matá-los, esfolá-los e usar suas peles para fazer um casaco.

Até os dálmatas se assustaram agora. 
Sim, ela não quer ter algo como vingança, ou fazer sofrerem todos os humanos da Terra... Ela só quer um casaco de pele mesmo. De todas as vilãs Disney, até agora, pelo menos, eu diria que ela é a mais egoísta e "criminosa", por assim dizer, e isso eu tenho de respeitar.

Bom, não é para dizer que os cachorros não tenham nenhuma emoção. Eles são muito bem animados e imaginados. Suas personalidades se destacam, e o desenho único de cada um deles ajuda. Como estamos falando, também de 101 dálmatas, não espere algo singular para cada um deles.

E, se eu falar mais, estraga...

101 Dálmatas é um filme bem bacana, e a forma como seu enredo se desenrola é igualmente interessante. Além disso, é uma diversão para todo mundo, e eu recomendo que se assista. É divertido...

A propósito, alguém está se sentindo como uma lenda hoje?

P.S.: Depois de uma pesquisasinha acidental, eu descobri que esse filme foi o primeiro da Disney a utilizar uma nova tecnologia de fotocopiagem. Poderia ter sido isso a razão de alguns probleminhas visuais?