quinta-feira, 28 de novembro de 2013

10 filmes pra assistir nesse fim de semana

Olha, eu nunca fiz uma lista de filmes na minha vida. Então eu pensei, por que não começar hoje?!
OK, abaixo estou mandando uma lista de sugestões para filmes que você pode querer assistir nesse final de semana, seja com a família, os amigos, a namorada, o namorado, seus pais, seus filhos, sua esposa, seu marido, o cachorro, o gato, o papagaio e aquele seu amigo que pensa que é um escritor e escreveu uma historinha que ele chama de "terror"-OPS! esse sou eu!
Os filmes da lista não estão em nenhuma ordem particular, eu apenas os coloquei ali à medida em que eu fui pensando. É claro, essa lista só tem filmes que eu assisti, então, é bem provável que você não encontre seu filme favorito aqui. Mas, lembrando, são apenas sugestões e não estão em nenhuma ordem. Apenas... estão na lista.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

A Cidade Fantasma - Extras

Eu nunca tinha escrito uma história de terror antes. Apesar de já ter me aventurado nos gêneros de suspense, aventura, romance e alguns outros (que vocês devem ter conhecido através da minha série de contos "Treinamento de Narrativa"), o gênero de terror puro tinha sido algo que eu nunca visitei antes dessa pequena série chamada de "A Cidade Fantasma". Por causa disso, tenho quase certeza que pouca gente (pra não dizer ninguém) se assustou.

Mas, ei, eu finalmente concluí a série nesse sábado, e o último capítulo foi publicado no domingo! Foram mais de dois anos com essa historinha em produção. Claro que esse período de tempo ficou bem extenso por um número grande de razões, mas não é delas que eu vou falar aqui.
Na verdade, a razão que eu estou fazendo isso é para, simplesmente, falar um pouco das várias outras versões que a história teve, e, claro, abrir comentários de coisas que eu acho que devem ser melhoradas (não nessa ordem). OK? Bom, vamos lá...

domingo, 17 de novembro de 2013

A Cidade Fantasma - Capítulo 13: В гостях хорошо, а дома лучше

O elevador, sem sombra de dúvida, havia parado de funcionar a muito tempo. Por causa disso, eu me vi subindo as escadas. Eu havia colocado o fuzil que Ivan carregava apoiado na mochila, e andava com a espingarda em mãos, já destravada. 

Eu subia as escadas do prédio de forma vagarosa, para que não me desgastasse mais do que eu deveria... Tudo estava quieto, e bem escuro. A escadaria parecia sem fim, se estendendo sempre que eu subia um degrau. O tempo em que eu passava lá dentro me deixava cada vez mais tenso, e mais nervoso. Eu mantinha minha espingarda preparada, com os dois canos já apontados para a frente. 

Não sei bem quantos andares eu já tinha subido, mas minhas pernas ficaram fatigadas, e meus braços estavam exaustos. Olhei para uma porta, sem prestar atenção ao andar, e entrei. Eu cheguei em um corredor com quatro portas. Imediatamente assumi que era um apartamento de residência. Entrei na porta mais próxima e olhei aos meus arredores, rapidamente. 
Eu cheguei em uma sala de apartamento relativamente grande, com praticamente tudo no lugar. Algumas cadeiras cercando uma mesa, uma televisão no canto, um tapete posto no meio da sala, e um sofá voltado para a televisão. Quando me deparei com o sofá, eu dei uma olhada rápida para ele, mas logo prestei atenção nele novamente. Ele estava com uma trilha do que parecia ser sangue saindo dele. Eu a acompanhei com os olhos, e notei que ela vinha do mesmo canto de onde eu entrei. Preparei a espingarda, e me aproximei do móvel. Andei bem lentamente, esperando o ataque de alguma besta que estava parada lá. Quando eu estava perto o suficiente, dei passos rápidos, destravei a espingarda e olhei para a poltrona do sofá, com a arma mirada e pronta para atirar. 

Eu encontrei um corpo, insanamente ferido, com partes que faltavam, como um braço e parte do peito. Ele usava o uniforme da KGB, e ainda estava com a máscara de gás. O sangue já estava seco, e ele estava fedendo, o que indicava que ele morreu há algum tempo. Meus olhos desceram à procura de algo que o identificasse, e logo encontrei algo no chão. Parecia ser a ID dele, feita em ferro. Por algum motivo, eu já sabia qual era o nome que estava ali:

"Caleb...", murmurei enquanto lia a identificação. Olhei novamente para a forma miserável do corpo dele. "É engraçado", falei baixo,"Você me deixou pra trás pra que pudesse sair dessa vivo... E, no final das contas, você morreu antes de mim.". O corpo dele estava sem reação, e a máscara me impedia de ver sua expressão. "Eu devia estar feliz... Mas o que eu queria mesmo era te dar um soco na cara..."
Soltei a identificação dele no ar, e saí daquele lugar. Meu corpo estava cheio de fúria, o que me incentivou a voltar à escadaria, ao invés de ficar ali.
Quando voltei aos degraus e comecei a subi-los, minha mente refletiu um pouco. Naquele momento, eu relacionei minha fúria ao fato de não poder encontrar Caleb vivo e dar uma surra nele, e fazer ele se arrepender de ter me deixado pra morrer naquela noite. Eu achei que estava com raiva por nunca mais ter a chance de ter minha vingança... Mas, só muito depois que eu descobri que tinha ficado tão chateado porque eu estava sozinho, e eu queria alguém comigo, independente da companhia. Eu me senti abandonado pelo destino.
Enquanto eu pensava na morte de Caleb, me lembrei de todos os companheiros que eu havia perdido naquela cidade. Meus colegas do time Alfa, os membros do time Bravo, o general Jacques, Viktor... Ivan, que se tornou meu melhor amigo nessa jornada... 

Minha mente se perdeu nesses pensamentos, e eu fiz o que não deveria fazer, que foi ficar distraído. Mas, talvez por sorte, quando voltei a mim, eu já estava perto da saída para o telhado. 

Abri a porta lentamente, e olhei aos meus arredores, esperando por outro pássaro gigante dar as caras. Depois de uma checagem rápida, e me certificar de que nenhum maldito animal voador estava por perto, eu fui em direção à antena. 
O céu estava escurecendo novamente, mas era por causa da noite que se aproximava. O teto do prédio estava absolutamente deserto, apenas manchado pela chuva recente. Ao me deparar com o chão molhado, comecei a torcer para que a antena não tivesse se danificado. Me aproximei dela, e me certifiquei de que eu podia usá-la de alguma forma. Me aliviei ao descobrir que ela seria útil a mim, mas, então, uma onda de desespero bateu em mim. 
"Meu rádio-!", estava com o microfone quebrado. Como eu iria...?! Então, lembrei da mochila, e saí tirando tudo dela, tentando manter a esperança de que eu poderia encontrar alguma coisa. Foi quando eu achei um rádio e um fio para conectá-lo a antena. Logo ao lado dele estava um pequeno bilhete. Eu o peguei e o abri:

"Se você sobreviver e chegar até a antena, use isso aqui pra avisar ao mundo o que está acontecendo. De todo mundo que veio pra cá, pelo menos um de nós tem que sair...
Boa sorte Karl,

Ivan"

Uma lágrima desceu do meu olho, e um sorriso de alívio surgiu em meu rosto ao ler aquele bilhete. Olhei para o céu, e sussurrei:
"Obrigado Ivan.". Ele havia me dado a chave para a saída como seu último presente, e eu iria usá-la com gosto.

Eu pus o bilhete de volta na mochila e peguei o rádio e o fio. Eu os conectei à antena, e comecei a procurar alguma frequência que funcionasse. Eu tinha certeza de que uma delas seria encontrada pelo governo. 

Eu fui testando uma por uma, na esperança de que iria encontrar algo que desse certo. Enquanto eu fazia isso, eu olhava para a distância que aquela visão podia proporcionar. Ao olhar para o horizonte, eu me perguntei porque eu simplesmente não saia com um carro da cidade e seguia para uma comunidade próxima... Não precisei de muito tempo para achar uma resposta:
Eu tinha um dever a cumprir. Por mais terrível que fosse, eu tinha de avisar ao governo que a missão foi um fracasso, e que tinham de achar um outro jeito de manter os animais na cidade. Retornei meu foco ao rádio, e continuei testando. 

"QG, aqui é o time Alfa, da operação Chernobyl.", eu dizia, e esperava cinco minutos por alguma resposta. Passei um bom tempo fazendo isso, e, quando comecei a perder as esperanças, ouvi um retorno.

"Ti... Al..."
"QG?! Aqui é o time Alfa, de Chernobyl!"
"...Alfa?! Você pode me ouvir?", dizia a voz, com o som sendo estabilizado.
"Alto e claro senhor!", respondi, tentando segurar minha animação.
"Rápido, mandem a nota, encontramos Chernobyl!", gritou a voz para o fundo, que foi seguida por ovações. "Alfa, quantos sobreviventes nós temos?", admito que hesitei em responder. Perante àquela pergunta, eu fui confrontado novamente com as memórias de meus colegas mortos. "Alfa?"
"Só um, senhor...", falei, e uma onda de silêncio correu por alguns segundos.
"..............Entendo...", respondeu a voz.
"Por favor, eu estou requisitando uma equipe de resgate, e eu preciso falar com o presidente. Ele tem que saber o que aconteceu aqui."
"Alfa, me escute com atenção", me interrompeu a voz, "O presidente já está a par da situação. E ele já tomou as medidas necessárias.", por algum motivo, eu me assustei com aquilo.
"O que quer dizer?", perguntei, fitando o chão, imóvel.
"Alfa, me escute. Você tem aproximadamente vinte a trinta minutos para sair daí, antes que um grupo de aviões carregados com Napalm cheguem.", me aterrorizei e olhei aos meus arredores. "Nós tentamos convencer o presidente do contrário, mas ele não quer arriscar mais. Muitas vidas inocentes já foram perdidas." Mesmo naquele momento, eu não podia culpar ninguém. Eles sabiam que era muito perigoso deixar aquela cidade do jeito que estava, e que era idiotice mandar pessoas para tentar lidar com a situação. Muito depois daquilo tudo, me perguntei quantas pessoas foram demitidas naquele dia, por causa daquelas decisões, como silenciar a família de Ivan... "Não importa como, Alfa, mas você tem que sair daí!"
"Eu vou tentar", falei, engolindo o medo. "Tenho de ir agora!"
"Boa sorte, Alfa!", disse a voz, instantes antes de eu desconectar o rádio da antena e colocá-lo na mochila. Me armei novamente, e voltei para a escadaria. 

A descida foi insanamente mais rápida, e, em pouco tempo, eu estava no térreo novamente. Passei pelo corpo de Ivan e o olhei pela última vez. Doía o fato de eu não poder lhe dar um enterro digno, mas, se eu não saísse naquela hora, ninguém sobreviveria. Refoquei minha atenção, e corri até a saída. 

Do lado de fora, eu tentei olhar através da área cheia de corpos derretidos e podres, e procurar por algum veículo, fora o carro que eu e Ivan usamos a pouco tempo atrás. Então avistei um estacionamento. Lutei contra as dores do meu corpo e corri até ele. 
Lá dentro, eu mantive a espingarda preparada para atirar, já que, da última vez que eu entrei em um estacionamento daquela cidade, eu tive sorte de sair vivo. Encontrei um carro e o arrombei. Usei a espingarda para quebrar o vidro do motorista, e o destravei manualmente. Abri a porta e fiz ligação direta para que ele ligasse. 
Quando estabeleci o contato, saí da vaga e comecei a dirigir novamente. 

Pisei no acelerador para sair da cidade o mais rápido possível. Do lado de fora, tentei virar o carro para uma direção que me afastasse da usina. Eu sabia que aquele seria um dos principais alvos deles. Dobrei em uma esquina, e me deparei com vários habitantes saindo dos prédios e casas. Segui sem medo e atropelei alguns. 
Tentei manter o carro acelerado, enquanto que a uma velocidade que eu pudesse controlar para dobrar nas curvas sem riscos. Não adiantaria de nada ter ido tão longe só pra morrer ali. O som do carro ecoava pelas ruas silenciosas e vazias, e logo tive de acender os faróis para que eu pudesse enxergar alguma coisa. 

"Vamos lá, vamos lá...", murmurei, impaciente. 

Quando, de fato, anoiteceu, uma iluminação estranha apareceu alguns quilômetros à frente. Olhei com atenção e reconheci aquela forma.

"Você só pode estar brincando...", falei comigo mesmo. 

Era o cervo que havia destruído a antena próxima do acampamento. De longe, eu podia ver que seu corpo estava coberto por cicatrizes, arranhões, e alguns ferimentos grotescos. Eu pude vê-los com facilidade porque eles brilhavam com um vermelho intenso. Ele pareceu ter me reconhecido de nosso último confronto, e estava furioso. Ele soltou outro daqueles sons e veio em minha direção. Acelerei ainda mais o carro e passei logo por baixo das pernas dele. Dobrei na primeira entrada e tentei despistá-lo, mas o bastardo veio saltitando atrás de mim. Tentei manter o carro estável enquanto fazia tantas manobras para fugir, mas estava ficando difícil. E, pra piorar as coisas, ele se aproximava mais e mais. 
Finalmente, eu havia dobrado bruscamente em uma esquina, e continuei caminho. Olhei nos retrovisores, e ele havia sumido de minha vista. Respirei fundo e me ajeitei no assento. 

Quando fiz isso, um casco gigante acertou o capô do carro, o que o fez subir até o ar, e, com aquela velocidade, o fez voar vários metros. O carro capotou e deu várias cambalhotas pelo ar. Ele caiu com o porta-malas no chão, inclinado verticalmente. Talvez por causa do meu peso, ou alguma coisa assim, ele caiu com as rodas para baixo. 
Aquilo aconteceu tão rápido que eu não tive tempo de reagir. Quando eu percebi o que tinha acontecido, eu estava atordoado, zonzo, e com vontade de vomitar. 
Lentamente fui voltando aos meus sentidos. A primeira coisa que eu notei foi o capô do carro, que estava terrivelmente amassado. Imediatamente olhei para o painel, e, por algum milagre, o carro ainda estava funcionando. 
Ouvi a voz do cervo novamente, e o som dos cascos dele vinham em minha direção. Estendi o braço para pegar a espingarda, e mirei na direção da minha janela. Destravei a arma, e fiquei esperando. O som dos cascos ficava cada vez mais alto, até que eu vi que ele parou bem na frente da janela. Tudo o que eu podia ver era sua perna, e me mantive atento. 
Talvez por curiosidade, ele abaixou a cabeça e olhou para dentro do carro. Dei um tiro, sem dó nem piedade, no olho dele. Por causa do impacto e da dor, ele deu um grito de agonia e caiu ao chão. Eu imediatamente saí do carro e corri até a cabeça dele, onde descarreguei minha espingarda. Quando eu terminei de atirar, eu pude constatar que ele estava morto. 

"Isso é pela antena!", eu disse, seguindo com um chute no focinho dele, "E isso é pelo carro!", me afastei um pouco. "Filho da puta."
Eu não fiquei com remorso daquilo. Durante todo aquele tempo, aquela cidade me levou até meus limites e não teve piedade de mim. Porque diabos eu teria piedade de algo de lá?
Não tive tempo para comemorar minha vitória. Eu logo pude ouvir o som do motor dos aviões. Corri diretamente para o carro, e acelerei para sair dali. 
Mesmo com o veículo funcionando, aquela pancada tinha acabado com a performance dele consideravelmente. Mas, ele ainda era mais rápido que eu indo a pé. 

Passei mais alguns minutos dirigindo, ouvindo os aviões chegando cada vez mais perto. Fiquei mais ansioso do que eu já estava, e comecei a temer que eu não conseguiria me afastar a tempo. Minha respiração ficou pesada, e meu coração me surrava por dentro. Meus olhos não conseguiam mais piscar automaticamente, e eu estava tremendo. 
Para mim, foi uma eternidade até que eu chegasse até uma das saídas da cidade. Quando eu a avistei, fiz o carro ir o máximo que podia até ela. Ao passar pela saída, mantive minhas mãos firmes no volante, e me afastei pelo menos uns dez quilômetros. 

Eu pude ouvir os aviões soltando o Napalm na cidade, mas não olhei para trás. Continuei até forçar o carro aos seus limites. 

Houve um momento em que eu não podia continuar dirigindo. O carro iria explodir se eu o forçasse ainda mais, e meu corpo implorava por descanso. Estacionei o carro no meio da floresta que cercava a cidade, peguei a mochila, saí dele e me afastei... Andei vários metros, em busca de uma rodovia. Eu sabia que teria alguma chance se eu encontrasse uma e ficasse por perto. Talvez alguém poderia passar por lá. 

Não sei quanto tempo eu andei, mas me pareceu uma eternidade. Toda a dor que eu ignorei naquelas últimas horas, somada com o choque psicológico daquela experiência, me pegaram com força total, e me deixaram fraco, vulnerável e exausto. Meu corpo parecia pesar uma tonelada, e o mesmo valia para a mochila que eu ainda carregava nas minhas costas. Mas eu não queria ficar sem ela... Eu não sabia que ainda podia estar à minha frente. 
Meu coração começou a bater com mais força, meus olhos tentavam fechar, e eu precisava arrastar os pés no chão para me locomover. Por mais que eu quisesse resistir, meu corpo precisava descansar. Toda aquela dor se espalhava pelo meu corpo, minha cabeça estava sobrecarregada, e eu não conseguia pensar direito.
Com mais dois passos, eu desabei. Caí com a cara no chão. Com o resto das minhas forças, eu pus a mochila ao meu lado, e me virei. Quando eu fiz isso, eu desmaiei...



Eu acordei semanas depois, em um hospital de Moscou. Meu corpo estava cheio de faixas, e eu estava com soro sendo injetado em minhas veias. Minha máscara de gás tinha sido removida, e trocada por uma de oxigênio. 
Olhei ao meu redor, sem mexer a cabeça, e vi que eu estava sozinho na sala, com duas enfermeiras conversando ao fundo. Ouvi uma delas dizendo algo como 
"Acharam ele na floresta, quase morto. Se não tivessem trazido ele na hora que trouxeram..."
Imaginei logo que a KGB havia me encontrado e me tirado da floresta.

Tentei me mexer, mas estava tão quebrado que qualquer movimento doía. Relaxei sob o travesseiro, e, por alguns segundos, refleti sobre tudo o que aconteceu comigo. Então, lembrei da promessa que eu tinha feito lá... Nesse momento, ouvi uma voz familiar, cheia de esperança e de alívio ao meu lado:

"Karl...?"

Virei minha cabeça para sua direção. Toda a dor sumiu quando olhei nos olhos de Ivana. Ignorei tudo o que eu estava sentindo, e a abracei.

"Eu sinto muito...", comecei.

"Bem-vindo de volta...", disse ela.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A Cidade Fantasma - Capítulo 12: Morte

Pisei ainda mais no acelerador, enquanto a águia nos sobrevoava e gritava. 
"Karl, não pára de dirigir!", disse Ivan, enquanto ele se rastejava para os bancos de trás.
"O que você vai fazer?!", gritei.
"Eu vou manter essa coisa ocupada, você se foca em levar a gente de volta para a cidade.", respondeu ele, pegando um fuzil e tirando a trava dele.
Tentei controlar meus nervos, e virei minha atenção para a rodovia. Mais adiante, eu pude ver a formação de uma chuva. 

A estrada estava escura, e as gotas d'água começaram a aparecer. Mas, a radiação tinha mudado um pouco as coisas, e aquela não parecia uma chuva qualquer. Não precisei de cinco segundos pra entender:

"CHUVA ÁCIDA!", gritei. 
"DROGA! HOJE NÃO É MEU DIA!", gritou Ivan. 

Eu ouvi o grito da águia, e o som do vento batendo contra as asas dela. Não sei bem o que, mas algo acertou a traseira do carro, o que o levantou alguns centímetros e, depois, o pôs de volta ao chão. 
Tentei me recompor no assento, e mantive meu foco. Logo ouvi os sons dos tiros de Ivan contra a águia. Pude notar que alguns ricocheteavam, enquanto outros pareciam acertar alguma coisa macia. 
Enquanto isso, as gotas da chuva começavam a deteriorar o interior do carro. Os assentos começaram a ficar mais e mais quentes, e cheios de buracos, e o mesmo ocorria com o painel e o volante. Comecei a torcer para que chegássemos na cidade logo. 

Ivan pôs a mão no meu ombro por um segundo, e me fez olhar para ele. 

"Escuta, ela vai ficar voando, e vai tentar fazer um voo rasante de vez em-", disse ele, olhando de novo para a águia, e gritando logo depois "DROGA! PRA ESQUERDA!"
Entendi e, imediatamente, dobrei para a esquerda. A águia passou logo pelo lado do carro, e por pouco, não nos atingiu. 
Ivan não precisou terminar sua frase para que eu entendesse o que ele queria. Logo tracei um plano, e mantive curso fora da rodovia.
"Se segura!", gritei, "Vai ficar um pouco turbulento!".

Enquanto dirigia, eu olhava aos meus arredores para ver o que eu podia utilizar contra a águia. Logo entrei em uma pequena floresta que estava lá perto. Ivan voltou a atirar na águia, que ainda nos seguia insistentemente. 
"DIREITA, VIRA PRA DIREITA!", gritou ele. 

Virei o carro para a direita, mas ainda não tínhamos sido capazes de despistá-la. Ouvi mais tiros sendo feitos e, apesar de Ivan acertar a águia com uma acurácia perfeita, nada parecia pará-la. 

"DROGA! SERÁ QUE ESSA COISA NÃO MORRE?!", gritou ele. 

Fiquei impaciente, e quis me ver livre daquela situação toda. Olhei para a frente, e me deparei com os prédios da cidade.

"Ivan! Põe os cintos!", gritei.
"Pra quê?!"
"AGORA!"

Ele não hesitou em me obedecer, então, dei meia-volta com o carro em uma manobra cavalo de pau, e o pus de frente para a águia, que ainda estava afastada de nós, mas vinha rápido. Tirei o cinto e me pus de pé no assento do carro. Sem tirar o olhar da águia, estendi meu braço para Ivan:

"A espingarda! Rápido!"

Sem resistência, ele a puxou da mochila e me entregou. Eu a peguei, destravei-a e mirei para a águia:

"Você vai querer sair do carro.", comentei. 

Ivan soube que era com ele, e se afastou. 

Fiquei firme em meus pés, e mirei cautelosamente para a águia. Ela pareceu notar o meu desafio, e voou na minha direção sem medo. 
Firmei minha mira, e me mantive imóvel. 
Toda aquela manobra me deixou mais dolorido, mas eu não estava dando a mínima. Eu queria sair daquele inferno, e, agora que existia uma possível saída, eu não ia deixar nada ficar no meu caminho. 
À medida em que ela se aproximava, eu pude notar os ferimentos causados pelas balas de Ivan, e como ela parecia fatigada com aquela perseguição. 

Quando ela chegou perto o suficiente, murmurei:

"Obratno v ad , d'yavol", e puxei o gatilho. Estávamos tão próximos, que o tiro foi em direção ao bico dela. Não sei quanto à bala, mas o impacto foi o suficiente para que o bico quebrasse, e para que ela ficasse sem direção. Ela passou alguns centímetros próxima do carro, e bateu de frente com uma árvore próxima. 

Baixei a espingarda e olhei para Ivan. 

"É assim que se derruba um pato, seu idiota.", falei.

Por causa da máscara, não sei qual foi a reação dele, mas pude ouvir um riso. 

Por alguma razão, olhei de novo para a águia, e notei algo que não estava lá dois segundos antes. Os habitantes da cidade que haviam sofrido mutação. 
Olhei para os arredores e vi que estávamos cercados. Ivan também notou isso e voltou para dentro do carro.

"Vamos dar o fora daqui!", disse ele, enquanto eu me sentava de novo e pisava no acelerador. 
Manobrei o carro e segui para Chernobyl. 
Alguns deles ficaram na nossa frente, mas eu não hesitei em passar por cima deles. 

Em poucos instantes, entramos na cidade de novo, mas, para nosso azar, era em uma área cheia deles. 
Para piorar a situação, a chuva começou a piorar, e o volante estava ficando difícil de manusear. Além disso, nossos trajes não iriam aguentar por muito tempo. 

Ivan, então, apontou em uma direção.

"ALI!", olhei e também vi a antena. "Rápido, antes que ela fique sem funcionar!"

Acelerei pelo campo de monstros, atropelando todos eles. O carro começou a tremer demais. 

"Karl! Temos que descer aqui!", gritou Ivan, "o carro não foi feito pra atropelar nada!". Ignorei o aviso dele por um segundo, e continuei dirigindo. Mas, não demorou nada para que o carro morresse... 

"DROGA!", gritei. 
"KARL, VAMOS LOGO!"

Sem outra alternativa, peguei a mochila, saí do carro com Ivan, e usei a espingarda para abrir caminho entre os monstros. Dei dois tiros para tirá-los do caminho, e me pus a bater neles com ela, usando a força que eu tinha. 

Eu e Ivan corremos até o prédio da antena. Ele usou do fuzil para matar os que estavam logo à nossa frente, enquanto eu me encarregava de acertar os que estavam perto demais. 
Quando chegamos perto, nos jogamos para dentro do prédio e fechamos as portas, que eram de vidro. Imediatamente nos viramos para elas e esperamos que os monstros começassem a chegar, com nossas armas preparadas para atirar. 

Um deles chegou na porta, mas, aparentemente, não tinha força o suficiente para abri-la. Foi quando eu notei que a chuva os machucava também, e vários deles começaram a desintegrar em nossa frente. Baixamos as armas, enquanto olhávamos para eles.

"A natureza encontrou um jeito de limpar a si mesma...", sussurrou Ivan. 

Lentamente, eu senti a tensão saindo do corpo, e respirei fundo. Bati a mão no ombro de Ivan, e andei na direção oposta. Ele ainda passou um tempo olhando para o lado de fora. Olhei para trás e notei que a chuva começava a parar. 
Ivan passou mais alguns momentos parado, e veio em minha direção. Andamos juntos até perto do elevador. Quando chegamos perto, Ivan caiu. Olhei para ele, e corri em seu auxílio. Eu o virei para que ele ficasse de costas pro chão. 

"Ivan, você..."
"É... Parece que é agora...", falou ele, com um tom de riso, que, na hora, eu não compreendi bem.
"Não, ainda não, você vem comigo! Só espera que eu vou..."
"Não...", olhei para ele. "Karl, não..."
Fiquei sem reação, olhando para ele.
"Não tem pra que eu sair mais... Minha família morreu... Meu corpo tá destruído... E nada no mundo vai poder me salvar disso..."
Ainda sem saber como reagir, fiquei apenas observando-o.
"Me deixa morrer... É o que eu quero...", disse ele.
Por mais que eu quisesse ajudá-lo, eu sabia que não havia mais nada pra ele no nosso mundo. Ele perdeu tudo, e não tinha chance de recuperação... Apenas balancei a cabeça positivamente. 
"Obrigado... Karl... Se você sair daqui, diz pra Ivana que eu... mandei um... abraço..."
Sua cabeça lentamente pendeu para um lado, e ele morreu...

Estiquei a mão para a abertura do seu capacete, e fechei seu olho. Baixei a cabeça por um segundo, e me mantive em silêncio, em luto a ele. 

Depois de alguns instantes, me levantei, e olhei para o interior do prédio. Peguei o fuzil que Ivan carregava, e subi as escadas lá próximas. 

A Cidade Fantasma - Capítulo 11: Da panela para a frigideira

Quando Viktor me fitou pelo espelho, eu imediatamente me virei na direção da saída e tentei correr para lá. Só que, no meu estado físico, era impossível que eu me movesse bruscamente sem sentir dores extremamente fortes na região do peito. 
Corri em uma velocidade muito baixa, enquanto que o monstro chegava cada vez mais perto. Antes de eu chegar na porta, eu fui puxado pela perna e jogado no chão. 

"AH! PORRA!", gritei ao sentir o impacto do chão. 

Fiquei imóvel, enquanto Viktor se aproximava de mim. Eu tentei me levantar, mas, se eu tive problemas para me levantar tendo uma parede para me apoiar, era impossível me erguer sem apoio; além disso, minhas forças tinham sido drenadas com aquele golpe. 
Viktor derrubou seu braço metálico bem ao lado da minha cabeça, o que me fez estremecer ainda mais. Ele me pegou pelo colarinho do meu traje e me puxou até a área onde aquela formação de corium estava, me arrastando pelas costas no processo.

"Meu Deus, meu Deus, meu Deus...", murmurei, tentando unir forças para sair dali. Mas, eu não conseguia... Nem os meus braços eu conseguia levantar mais.
Quando chegamos na sala da formação, comecei a sentir o calor se intensificar à medida em que nos aproximávamos dela. Eu podia me ver no pedaço de espelho à frente, e a formação... Ela estava próxima, próxima até demais...

O desespero me deu força para levantar os braços e tentar fazer Viktor me soltar, mas ele estava tão firme que eu nem pude mexer seus dedos. 
Mas, eu ainda não estava pronto para desistir. Sendo arrastado de costas, eu tentei firmar meus pés ao chão, para ficar de pé e tentar fugir de novo. 
Sentindo muita dor, eu consegui colocar meus pés no chão, e comecei a puxar o resto do meu corpo. 
Não sei bem como, mas eu estava conseguindo retardar Viktor. Tentei colocar mais força, e ele parou de andar e olhou para mim. 
Furioso com minha tentativa, ele me jogou contra uma parede, o que me deixou ainda mais quebrado.

"Argh!"

Ele parecia saber que eu não iria a lugar nenhum tão rápido, e veio se movendo lentamente. Não sei porque, mas eu notei um prazer sádico vindo dele. Enquanto ele vinha até mim, eu ouvi uma voz familiar gritando à distância:

"KARL?!"

"Ivan...?!", murmurei, surpreso, "IVAN!"

Viktor não parecia ter notado nossas vozes, e continuou seu ritmo. 

"Karl! Onde você está?!", gritou Ivan.
"Na sala do reator!", respondi, sem esconder o desespero "Rápido!"

Tentei me mexer para, pelo menos, me afastar do monstro, mas eu não conseguia. 
Quando Viktor estava perigosamente perto, ele foi puxado para trás por alguma coisa. Mesmo sem poder ver claramente, eu tinha certeza de que era Ivan, mas, ao mesmo tempo, eu duvidava se era mesmo ele, já que os dois começaram a combater corpo-a-corpo.

Ivan e Viktor pareciam lutar de igual para igual. Imaginei por um segundo que aquilo poderia ser alguma alucinação. Balancei a cabeça e tentei me recompor. Olhei de novo, e, quando vi Ivan jogando Viktor na direção da formação de Corium, por algum motivo, eu virei o rosto, e olhei pelo espelho... Ivan puxou a cabeça de Viktor e a bateu na formação várias vezes, enquanto o mesmo gritava de dor. Eu acompanhava tudo, assustado... O que tinha acontecido com Ivan? Como ele ficou daquele jeito?!
Depois do que pareceu uma eternidade, Ivan soltou o corpo de Viktor, que caiu ao chão sem resistência. Ele, então, se afastou rápido da formação do Corium, e se aproximou de mim com relativa velocidade. Quando ele chegou mais perto, eu notei que ele usava uma máscara quebrada na cabeça, com apenas seu olho à mostra. Me estendeu a mão:

"É a segunda vez que salvo essa sua bunda, Karl.", disse ele, com certa ironia.
"Como diabo você...?", perguntei, ainda sem acreditar naquela cena que eu vi.

Ele me puxou pelo braço e se fez de apoio para mim. 

"Demorou um tempo pra eu descobrir...", por causa da máscara, eu não podia ver sua expressão, "Mas, eu acho que é a radiação desse lugar que está me deixando assim", disse ele, enquanto saíamos da sala.
"Não faz sentido...", comentei, "E quanto àquelas coisas?"
"Eu acho que elas ficaram daquele jeito por que foram expostos demais à radiação.", disse ele. "Já eu e o Viktor estávamos menos expostos, por causa dos trajes."
Conveniente, pensei, conveniente até demais. 

Andamos por algum tempo em silêncio, atentos ao que podíamos ouvir na usina. 

Quando estávamos perto da saída da usina, me afastei um pouco de Ivan, e comecei a andar sozinho. Com apenas alguns passos, ouvi um som de engúio, e imediatamente olhei para trás. Ivan, havia se abaixado, e com as duas mãos na barriga.

"Droga!", grunhiu ele.
"O que foi? O que aconteceu?", perguntei, me aproximando dele. 
"Escuta!", disse ele, "Sem tempo pra isso!", ele falava arfando, "Tem um carro... Do lado de fora... A gente pode usar ele... Pra sair daqui!"

Nós dois nos movemos, da forma que podíamos, para o lado de fora, e logo vi o carro que Ivan tinha mencionado. O lado de fora estava muito escuro, e eu imediatamente presumi que a causa era aquela formação de Corium dentro da usina. Só de pensar naquilo, até hoje, me dá calafrios... Havia algo... terrível com aquilo. 
Fomos até o carro e, considerando a condição que meu colega estava, me dispus a dirigir. Quando entramos no carro, utilizei a técnica de ligação direta para ativá-lo.

"Pra onde a gente vai agora?", perguntei.
"Pra cidade...", disse Ivan.
"Você ficou louco?! Não podemos voltar lá, não com todas aquelas coisas-"
"Karl... Nós temos que contactar alguém... Esse carro não tem gasolina pra nos tirar daqui..."

Por mais que doesse, eu tive de concordar com ele... Teríamos poucas chances fora da cidade, ao menos naquelas condições. 
Puxei a marcha, e dirigi de volta para Chernobyl... 

Enquanto íamos seguindo, Ivan decidiu me explicar o que havia acontecido com ele...

"Quando você caiu, lá naquele sótão, o Viktor veio direto pra mim... Eu não sabia o que fazer, então eu atirei nas pernas dele e saí correndo... Acho que ele não quis vir atrás de mim, e te pegou. Eu vi ele te arrastando pra fora da casa, e, antes de ir atrás de vocês, eu decidi pegar a sua mochila no sótão...", ele apontou para o banco de trás do carro, e, lá, eu vi a mochila com nossas armas. "Eu perdi vocês de vista quando eu olhei de novo... Mas, por alguma razão, eu já sabia onde vocês estavam indo. Foi quando eu peguei um carro. Esse aqui foi o único que eu achei com um vidro aberto, e fácil de pegar. Todos os outros estavam muito... não sei... difíceis...", eu não estava prestando atenção, mas acho que ele havia olhado pra mim. Passamos alguns momentos em silêncio, com apenas o som do motor do carro no ar.
"O que aconteceu com você?", perguntei "Eu notei que você estava sentindo dor..."
"Não tenho certeza ainda...", disse ele, "Mas eu ando me sentindo...", ele ficou sem falar nada.
Olhei para ele por um segundo, e retornei meu olhar para a estrada. 
"Ivan?", perguntei. 
Meus olhos estavam fixados na estrada, mas pude notar que ele se mexeu um pouco.
"...Instável" Concluiu ele. 

"Que diabo foi isso?", perguntei.
"Isso o que?", perguntou ele.
"Isso!", disse, "Você passou uns dois segundos apagado aí!", disse, com um pouco de exaltação. 

Ele passou um tempo quieto, como se estivesse pensando em alguma coisa. Quando eu ia falando alguma coisa, ele disse:

"Minha cabeça...", disse ele, com um tom baixo, "Meu cérebro está...", ele pôs a mão no meu ombro, e falou, com um tom de urgência: "Karl! Temos que voltar para a cidade agora!"
"O que você acha que estou fazendo?!", eu disse, nervoso com aquela situação toda.
"Precisamos ir mais rápido!", disse ele, praticamente me obrigando a pisar fundo no acelerador.

O carro chegou em uma velocidade perigosa, que eu não usaria em nenhuma rodovia no mundo.

"Dá pra me dizer o que está acontecendo?!", perguntei, frustrado, e tentando manter o controle do carro.
"Escuta, eu não sei quanto tempo eu tenho, mas eu posso te ajudar a sair daqui!", disse ele.
"Como?!"
"No caminho pra usina, eu vi uma antena nos arredores da cidade.", olhei para ele por um segundo, e depois voltei o olhar para a rodovia, "Ela parecia estar em boas condições... E eu acho que você podia-!"

Um som forte de metal sendo batido, esmagado e rasgado ecoou em nossas cabeças, junto com um tremor no carro inteiro.

"O que diabos?!"

O teto do carro foi arrancado fora, e nós dois vimos a responsável por aquilo tudo. Era a águia, novamente, e ela parecia muito interessada em continuar de onde tínhamos parado... 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Cidade Fantasma - Update

Olha, faz muito, mas muito tempo, desde a última vez que eu estive feliz com alguma coisa nesse blog, ao menos no nível que minha história "A Cidade Fantasma" vem me deixando.
Eu a comecei tem uns dois anos, e, a passos de caracol, venho escrevendo e revelando novos capítulos. Só que, foi um pouco mais recentemente que eu senti que a história vem chamando um pouco de atenção. E, dessa vez, não é de comentários raivosos. A reação positiva que a história vem recebendo, mesmo sendo pequena, é muita coisa para mim, e eu fico grato por isso. Mas, não é por isso que eu estou escrevendo essa postagem.

Mesmo sendo bem recebida, não é preciso ser nenhum expert para saber que A Cidade Fantasma é um trabalho bem amador, e que não é, de forma alguma, perfeita. O seu estado está ótimo para uma história de internet, verdade, mas eu tenho certeza que ela tem um potencial bem maior, se escrita da maneira correta, e com alterações, subtrações e/ou adições aqui ou ali. Digo isso, em especial, pensando nos prólogos, que bem que poderiam receber uma melhorada.

Junto com essas atualizações na narrativa, eu decidi também outra ideia, que, eu ao menos, considerei que seria bacana.

Eu gosto de desenhar. E, ironicamente, sou mais-ou-menos... Mas, de todo jeito, decidi que, junto com as atualizações, pode rolar de eu adicionar imagens ilustrativas de certos acontecimentos da história. Eu já até tenho algumas ideias em potencial, para uma das cenas do prólogo, e várias dos capítulos seguintes.

Não preciso dizer que, para fazer tudo isso, será necessário que, primeiro, eu tenha de terminar a história inteira, esperar uns meses, e, só aí, reler tudo e ver o que dá pra melhorar.
Esse intervalo de meses, não só é necessário para que eu releia o texto com uma cabeça mais distante do olhar do autor e relativamente mais próximo do olhar do leitor*, como também é o tempo que eu preciso para ir fazendo as imagens, uma por uma.
Inclusive, já iniciei o rascunho da arte conceitual do uniforme anti-radiação da KGB (com design de minha autoria, devo ressaltar), que você confere abaixo:


Eu disse rascunho...

Bom, pra terminar, eu só gostaria de agradecer ao pessoal que está gostando da história (nem que seja só por mera falta do que fazer). Sério mesmo, saber que isso está deixando alguém entretido me deixa bem satisfeito.

Obrigado pessoal, e até mais.