domingo, 26 de maio de 2013

A Cidade Fantasma - Capítulo 4: Os moradores do Inferno

Com a antena destruída, eu tinha poucas chances de fazer contato com o exterior da cidade... Passei um tempo pensando em como sair, e, embora a ideia de sair a pé tenha vindo, algo me impedia de segui-la...
Eu não teria recursos para sobreviver à caminhada, especialmente por causa do ferimento que eu carregava... Isso e a chance de encontrar mais animais mutantes no caminho era muito grande. Eu não teria como eliminar todos eles... 
Analisando minhas chances, retornei às ruínas do acampamento...

Substituí a munição que gastei com o cervo, e, enquanto fazia isso, eu pensava no próximo passo... Olhei na direção do aeroporto, e decidi ir até lá, para que pudesse dar outra olhada na cidade, e ver quais eram minhas opções.

Lá de cima, eu pude ver a usina à distância... Marquei em minha cabeça que eu deveria evitar aquele lugar a qualquer custo... Considerando a radiação de lá, que deveria estar em níveis absurdos, e me mataria só por chegar perto...
Passei alguns minutos observando... A luminosidade àquela hora estava boa, o que era estranho, visto que menos de duas horas atrás, eu mal conseguia ver... Procurei não pensar muito nisso.
Finalmente, me deparei com um grupo de apartamentos que ficavam ao norte... Por algum motivo, me senti interessado em ir para lá... 
Algo me dizia que uma coisa importante estava ali.
Talvez, um sobrevivente? Alguma chance de encontrar Viktor, quem sabe... 

Minha curiosidade me dominou, e logo caminhei naquela direção.

Passei trinta minutos andando. Àquela altura, talvez umas quatro horas da manhã, o céu estava um pouco claro... 

Quando eu fui chegando nos condomínios, notei alguns sons estranhos que ecoavam pelas ruas. 
Parei de andar por alguns instantes, e olhei ao meu redor. Pensei em perguntar se havia alguém ali, mas logo percebi que não seria uma boa ideia fazer ruídos ali...

Os sons estranhos ficavam cada vez mais frequentes à medida em que eu ia na direção do prédio. E, mesmo assustado, eu tinha medo de parar para checar e encontrar outro animal. 

Mesmo ferido, eu andava de forma um tanto estável, com meu fuzil sempre preparado e mirando para a minha frente. Eu não fazia ideia do que poderia aparecer, então tinha de estar preparado. 

Nesse momento, meu rádio começou a emitir sons. Alguém estava vivo?! Puxei meu rádio, e falei:
"Aqui é Vinstöffen! Alguém pode me ouvir?!"
Seja lá quem estava fazendo contato não podia me ouvir, e disse uma mensagem que não pude entender, com a exceção de algumas poucas palavras.

"SHCSHCHSSHCSH barulho SCHCHS ruas SCHSHCSHCHSCHS NÃO SCHCSHCSHCSHCS CONDOMÍNIO SCSCHSCHS PERDEMOS SC TRÊS SCHSHSCSHC MORTOS SHCSHCHSCHS"

"O que está havendo?! Do que você está falando?!?!"
Quem estava falando parou, e eu fiquei à espera de alguma resposta. Por mais que eu quisesse ter parado para decifrar aquela mensagem, eu não poderia passar mais tempo me expondo daquele jeito. Eu decidi ir em frente.

Quando finalmente cheguei, eu entrei pelo pátio. As grades estavam destruídas, então não precisei me preocupar em entrar. 
Andando, me deparei com uma passagem logo abaixo de dois condomínios e, para minha surpresa, havia luz do outro lado. O som que eu ouvi enquanto andava não parava de ecoar, mas aquela luz acesa me deu esperança... 
Comecei a andar na direção dela, torcendo para encontrar algum amigo sobrevivente. 

Enquanto eu andava, pisei em algo gosmento no chão. Imediatamente olhei para baixo, e encontrei uma mensagem. 

"NÃO ENTRE"

Estremeci. 
Foi nesse momento em que eu percebi um corpo na parede. Parecia ser de um colega meu, com um enorme buraco no peito. 
Um som de passos ocorreu e olhei de novo na direção da luz. Uma sombra havia surgido. 
Uma sombra humana... Mas...Grotesca.

Por algum motivo, levantei meu fuzil, e mirei na direção dela. 

Lentamente, ela levantou um braço e fez um som nauseante com ele, como se tivesse acabado de quebrá-lo. O som persistente de repente parou. 

Um grupo enorme de sombras começou a aparecer nas paredes, e elas se moviam em minha direção. 
Os modos de andar não pareciam humanos... Havia algo muito errado ali. Eles andavam de uma forma aterrorizante, como se não estivessem em domínio do corpo... 

Eu não ia esperar pra descobrir o que eles eram, e decidi sair. Corri do jeito que pude para o lado oposto, indo até onde meu ferimento me permitiria. 
Um grito terrível ecoou, e o som voltou, mais forte, e mais perto. 

Cheguei até a esquina, e notei que estava cercado deles. Ofegante, e sentindo a dor do meu ferimento latejando, mirei meu fuzil e fiquei parado. 

As ruas se encheram deles, que saíram do nada. Eu pude ver o que eram. 
Pareciam pessoas, mas suas peles e roupas haviam sido cobertas de preto, com rostos desfigurados e alguns membros decepados em alguns deles. Alguns gotejavam sangue e outros iam se desfazendo à medida em que iam andando...

Foi quando eu percebi que esse era, de fato, o Inferno, e eu havia acabado de conhecer seus cidadãos. E o pior de tudo, eles estavam dispostos a me tornar num deles. 

sábado, 4 de maio de 2013

O que eu achei dos filmes da Saga Star Wars - A Trilogia Original

Então, hoje é dia 4 de Maio, o chamado "dia de Star Wars"! Então, eu decidi continuar aquela história de minha opinião a respeito dos seis filmes da saga.
Bom, hoje eu vou passar pra falar da trilogia original, que compreende os episódios IV, V e VI.
Essa aqui é a conclusão da história dos Skywalker, e finaliza o mito do Darth Vader, Obi-Wan Kenobi, dentre outros...

Diferente do que eu fiz da última vez, hoje eu decidi falar dos três filmes como uma só entidade. Acho que fica mais rápido assim. Então... Vamos começar!