terça-feira, 29 de maio de 2012

Diário de bordo: Um pouco de stress

Se existe uma coisa que eu realmente não faço, mas é de maneira alguma, é justamente desabafar a respeito de um assunto, qualquer que seja. Pra mim, a ideia de desabafo é um problema, para mim, é claro, já que eu sei muito bem que, em muitas das ocasiões, o melhor que eu faço é ficar de boca fechada.
Antes de mais nada, essa postagem aqui vai ser um pouco chata, então, não leia se você não estiver a fim de ler coisas que, provavelmente, não são de seu interesse. Além disso, não creio que eu vá tentar ser bem-humorado aqui, então...

Vamos lá. Eu faço universidade e, atualmente, estou preso (sim, preso), ao curso de História. O meu interesse, ao entrar no curso, não era bem de fazê-lo. Serei honesto aqui, o único motivo de eu ter entrado nesse curso, foi porque eu precisava fazer a prova da UECE, nada mais.
Mas, ainda sim, admito que fiquei empolgado à espera do que possivelmente poderia me aparecer nas matérias, ou cadeiras, se preferir. Fiquei pensando se eu estudaria mais aprofundadamente as civilizações americanas, ou se eu aprenderia mais sobre a Idade Média, coisas assim. Claro, estou aprendendo essas coisas, mas, ao mesmo tempo, estou vendo cadeiras que eu, sinceramente, preferia passar sem conhecer. Se existe algum colega meu da faculdade lendo isso aqui, é fato de que existe uma chance de 90% de que ele ou ela vai discordar de mim, ou pode, quem sabe, ficar irritado(a) e me explicar, por A + B que eu estou errado (é improvável que alguém de lá leia isso, em primeiro lugar, então...).
Vamos lá. Primeiro de tudo, gostaria de explicar porque esse terceiro semestre de faculdade não me está sendo nem um pouco animador.

Nesse terceiro semestre, não sei porque, as aulas estão se tornando cada vez mais entediantes, especialmente a matéria de Teoria da História que, para mim, é uma matéria terrível. Sério, olho para ela e fico me perguntando porque me matriculei nela em primeiro lugar. Eu deveria estar esperando algo muito bom. Não vou desmerecer a cadeira, de maneira alguma, até porque isso quebraria meu ideal de "Respeitar a tudo e a todos", mas, sejamos sinceros, Teoria é uma cadeira que me deixa entediado. O pior de tudo é que boa parte da sala parece gostar da matéria, ou ao menos tenta. Eu? Desisti de pensar em gostar dela na quinta ou sexta aula. É o tipo da matéria que só vai interessar àqueles que pretendem seguir a História como ramo de ciência. Quando eu entrei na UECE, eu JAMAIS quis parar para ser um historiador. Se eu queria alguma coisa (não que eu ainda queira) era ser um professor, nada mais do que isso.

Outro pequeno ponto, que não toma só o meu curso, mas a universidade como um todo (e, em minha opinião, é o que quebra tudo), é que protestar contra Deus e o mundo é a ÚNICA coisa que o estudante pode fazer. Sério, isso me deixa, se não irritado, ao menos chateado. Eis onde quero chegar: se você quer TANTO melhorar a universidade, faz o seguinte: estuda, se forma, cria mestrado, se transforma em uma pessoa competente e influente, e BAM! muda a universidade. Claro, é um método muuuuuuuito demorado, mas, pelo menos, tem dois finais consecutivos: um deles é que você conseguiu seu objetivo, o outro, é que você conseguiu vencer na vida!
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Tá... Saquei, não é bem assim que as coisas funcionam.
Mas, deixem-me explicar. Eis o que eu realmente quero dizer: parar pra ficar protestando o TEMPO todo, dizer que vai à universidade como desculpa pra tentar ganhar briga, infelizmente, não vai lhe levar a lugar nenhum. Quanto mais tempo, você perde nisso, mais tempo de vida você perde. Você acaba jogando sua juventude fora fazendo protestos.
A parte mais irritante de todas é o método. Os estudantes só ganham essas brigas com a reitoria, por exemplo, porque eles enchem o saco, mas enchem muito. O que faz a autoridade a fazer o que eles querem é simplesmente o alívio de, finalmente, ter calado a boca de todo mundo.

Ainda nessa de protesto, os caras podem ser pegos PINTANDO a universidade, escrevendo mensagens na parede e no chão, xingando até o governador se deixarem (eu já vi). Me lembro de ter perguntado o porque daquilo, e a resposta foi, mais ou menos, essa:
"Fazemos isso por que, assim, a gente chama a atenção de outros estudantes para ajudar na causa também."
Certo, ele tinha um bom argumento e, sim, pode ocorrer de alguém ajudar por conta disso. Perfeitamente normal. Mas, para pessoas como eu (que estou começando a acreditar que são muito poucas), é simplesmente um pouco contraditório você gritar por melhoras enquanto suja a parede do que você quer melhorar. Para mim, é o mesmo que escrever NÃO ESCREVA NADA NA PAREDE, na parede...
Mas é como eu disse: isso é o que EU penso.

Outro ponto: esse ideal que eu considero também contraditório de negar a visão elitista das coisas e contar a visão popular. Esse ideal, pra mim, é contraditório e, PARA MIM, idiota. E, nossa, como isso é comum em cursos de ciências humanas, ARGH! Só que, como eu disse, é contraditório. Por que?
Adotam esse ideal dizendo algo como "Ai, é que as massas populares da sociedade são sempre ignoradas, temos que mostrar o que elas veem, e não o que a elite QUER que nós vejamos!!". Vou lembrar o seguinte: SEMPRE, eu repito, SEMPRE existem dois lados na mesma moeda. O que eu penso não é a mesma coisa que você pensa. Um único fato pode apresentar diferentes versões. Acontece muito isso, especialmente em depoimentos de crimes. Sempre existiram e sempre existirão os dois lados da moeda. Se o pessoal mais rico viu uma coisa, o pessoal menos rico pode ter visto outra.
Nesse caso, enquanto você privilegia um lado, você ignora o outro. Por conta disso, se você for falar de algo, sempre considere os dois lados. Explique os dois lados. Melhor do que ir e ignorar um dos lados.

Pra fechar, vamos falar de algo que eu notei no curso de História. A intolerância aos jornalistas. Sério, eu já vi de tudo lá: falar mal de toda e qualquer religião (isso eu admito que tenho de aturar, mesmo que não goste, afinal, era algo a se esperar), ter um preconceito terrível (mesmo que escondido e inconsciente) do povo mais rico, dentre outras coisas que, ainda bem, não me vêm à cabeça agora. Mas essa intolerância que eu considero cega dos jornalistas, em minha visão, é a mesma coisa que um cirurgião ter raiva de um arquiteto por fazer o trabalho dele melhor do que ele.
O que quero dizer é que é uma intolerância burra. Já vi, dentro de minha sala, gente dizendo que nunca, jamais, quer ser um jornalista. Não só isso! Já ouvi dizerem que não queriam nem ler certos livros porque os mesmos tinham sido feitos por jornalistas. Isso me deixa PUTO! Só porque o cara não se formou em história, significa que ele não pode escrever livros de história (que, cá entre nós, são muito melhores e mais agradáveis de se ler do que livros de historiadores, no geral)? Pra mim, isso sim é burrice.

Certo, acho que já desabafei demais, não? Pra ser sincero, essas, acima são algumas das razões de eu estar tentando ir atrás de um outro curso. Sim, talvez eu faça vestibular novamente esse ano. Tenho ideia de que não vou me livrar de algumas delas em nenhuma faculdade, mas, verdade seja dita, não estou muito satisfeito com meu curso. Sei que ainda tem pouco tempo, mas...

E eu gostaria de pedir desculpas por tudo isso aqui. Como eu disse antes, detesto desabafar, e detesto ainda mais listar razões de porque eu não gosto de alguma coisa. Só precisava tirar isso da minha cabeça....

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Diário de bordo: Caos por X - Novas informações e novo personagem

Quem lembra de quando eu falei sobre uma possível nova história para o universo d'Os Grandes. A história, que eu ainda estava pensando em como nomear, finalmente fez um bom rumo em minha cabeça. Graças a diversas trilhas sonoras que ouvi ultimamente, e a uma certa disposição, eu finalmente tive ideia de como algumas cenas poderão ficar, além de poder imaginar um número maior de personagens para a trama.

Hoje, vocês poderão ver um deles! Abaixo vai mais uma imagem de péssima qualidade que só eu sei fazer! Eu sei que vocês gostam, admitam!

Nail Jackson

Rosto

Insígnia da família Hart
Mais uma vez, é só um rascunho e eu tenho interesse em melhorar isso. Claro, a péssima qualidade da câmera também ajuda, mas enfim. Só eu leio isso aqui mesmo, então dane-se!

O personagem apresentado é o Nail Jackson. Ele é um capitão do exército particular da família Hart, além de servir como mentor da Abigail. Ele carrega uma espada daquelas grandes de gladiador. Antes que alguém pergunte "MASDAVIPORQUEELETAMBÉMNÃOÉUMHARTHEINHEINHEINHEIN?!?!?!?!??!!?!?!", eu evitei  colocá-lo no nome de Hart porque os Hart são uma família, não um clã, e o Nail não está envolvido em questões sanguíneas com os Hart. Ele até podia ser um personagem com o nome Carter (em alusão ao anti-herói Hunter Carter), mas, eu simplesmente preferi assim.

Quanto às informações... Não tenho muito de novo. Na verdade, apenas preferi mudar a personalidade da protagonista um pouco. Ao invés de ser uma personagem preguiçosa e descompromissada, como eu descrevi no último post que fiz a respeito, preferi deixá-la mais dedicada. É, uma mudança drástica.
Abigail não vai mais ficar irritada por ser uma Hart... Ela vai aceitar o fato, vai viver com isso, e nem reclamar.
Já que essa história conta o começo do fim, o ideal seria mostrar algo inevitável, e não algo que ocorreu só por deslizes e falta de interesse. Abigail será o tipo da personagem que vai lutar até o final, mesmo quando não tiver mais esperanças de vencer.
Sei, sei... Nessa eu entro naquele clichê de herói (ou heroína nesse caso), de espírito inquebrável, de "esperança é a última que morre" e tal. Mas, eu acredito que de herói pessimista, já basta o Glenn Detros (Capítulo Final).

E... É isso. Voltarei em breve para escrever mais a respeito dessa história. O título vai ser Caos por X mesmo, até porque reflete bem o que quero tratar. É possível que eu ainda aplique novas informações, e é quase certo que eu ainda desenhe outros personagens.
Valeu galera, e até mais!