sábado, 28 de abril de 2012

Pinóquio (1940)

Pinóquio é um tipo de filme que faz falta nos dias de hoje. Diferente do enorme número de filmes com histórias que mostram personagens que sabem sempre dar o chute perfeito (leia-se: nunca erram), Pinóquio mostra uma coisa completamente diferente.
Este aqui é a segunda produção em longa-metragens da Disney, de 1940, e é baseada no romance As aventuras de Pinóquio, escrito por Carlo Collodi.

Ao invés de fazer um resumo do filme, como fiz na minha postagem sobre a Branca de Neve, creio que é mais seguro apenas mencionar certas passagens do filme e abrir um pouco comentários. Até porque... ao invés de fazer uso de uma atmosfera especial (como em Branca de Neve), o filme deixa sua marca através de metáforas.

Ora, vejam só, a Walt Disney, na época, tinha um foco maior para as crianças. Era de se esperar que seus filmes apresentassem algum tipo de mensagem aos pequeninos.
A alma do filme Pinóquio está nessas mensagens.

Pinóquio, o boneco de madeira criado pelo fabricador de brinquedos Gepetto, ganha vida após seu "pai" ter feito tal pedido a uma estrela azul. A Fada Azul, aparentemente a que vive dentro da estrela, dá a vida a Pinóquio, dizendo-lhe que se ele for "Valente, honesto e generoso", poderá se tornar em um menino de verdade. Além disso, um Grilo Falante, que estava por perto, decidiu ajudar Pinóquio nessa jornada para se tornar em um menino de verdade, e é encarregado pela Fada Azul a se tornar na consciência de Pinóquio.
A história do filme tem como base essa jornada de Pinóquio para se tornar em um menino de verdade.
No entanto, como você com certeza já deduziu, essa não será uma tarefa fácil.

No filme, Pinóquio é constantemente tentado pelas diversas "maravilhas" do mundo e, diferente do que poderia se esperar, mostra as consequências sofridas pelo personagem.
Pinóquio é uma criança inocente. Simples assim. É um garoto muito ingênuo, que não questiona muito e acredita que todos não tem nada mais do que boas intenções. É graças a isso que ele se mete em duas grandes "encrencas", e, nestas encrencas, estão as lições de vida.

João Honesto é quem leva Pinóquio para as confusões que ele enfrentará
Pinóquio, quando está a caminho da escola (como foi recomendado pelo seu pai, Gepetto), é encontrado por João Honesto, logo após este ter se surpreendido com o que vira (lembrando que Pinóquio é um garoto feito de madeira), gritando "Um menino de pau?!". O desonesto mendigo (sabiamente retratado como uma raposa), leva Pinóquio a acreditar que a vida nos palcos, uma vida de ator, é uma vida mais prazerosa do que passar tanto tempo estudando. Pinóquio cai nessa, e vai parar nas mãos de um cigano que gerencia um grupo de marionetistas ambulante. Apesar de fazer sucesso, Pinóquio é preso pelo cigano, pensando na quantidade de dinheiro e sucesso que o garoto faria.
Essa é a primeira mensagem em forma de metáfora que o filme apresenta. Apesar da vida de artista ter seus prós, como prestígio, também tem um número equivalente de contras, como uma relativa falta de liberdade (no caso do filme, essa falta é total).

Por fim, o herói consegue escapar, e cai na segunda cilada. Acompanhado do Grilo Falante, sua consciência, ele reencontra João Honesto, que o faz entrar em uma carruagem que leva para a chamada Ilha dos Prazeres.
Essa ilha é um paraíso para crianças mal-educadas (há quanto tempo não uso essa expressão?). Lá, tudo é permitido (Everything is permitted, né Ezio?!), literalmente. Quem quiser quebrar as coisas, que quebre; quem quiser beber cerveja, que beba; quem quiser fumar um charuto, que fume. Mas, claro, esses atos não sairão impunes. Pinóquio, apesar de se esforçar para se "divertir", não consegue. Sua mente é pura demais, e ele não encontra o prazer nessas coisas. Depois de um tempo na ilha, ao lado de seu "amigo", Espoleto, se não me engano, o caos na Ilha dos Prazeres (antes repleta de moleques gritando, destruindo tudo em seu caminho) desaparecera. O que estava acontecendo? Simples. Pelo que parece, aqueles que se divertem à beça (vish) na Ilha dos Prazeres acabam que se transformando em burros de carga... Literalmente. Eis aí a segunda metáfora literal do filme.
As crianças que não se comportam, que apenas querem se divertir, que não se importam com as consequências de seus atos ficam "burras", no sentido de ignorante, idiota. E... faz sentido, acho que todos nós aqui podemos confirmar.
O próprio Pinóquio escapou por pouco desse destino.

O final do filme é quando Pinóquio vai expiar seus pecados. Ele sai à procura de seu pai Gepetto que saiu à sua procura (o garoto saiu para a escola e nunca mais voltou). Pinóquio descobre que seu pai foi parar dentro da Baleia chamada Monstro. Depois de uma grande missão, Pinóquio consegue salvar seu pai, o gato Fígaro e a peixe Cléo, quase que ao custo de sua vida.
No seu "leito de morte", Pinóquio ganha sua forma de menino de verdade e sua força vital de volta, já que ele conseguiu cumprir o que a Fada Azul lhe propusera: "Se provares que é valente, honesto e generoso, te transformarás em um menino de verdade", ou algo assim.

Pinóquio é um filme excelente, e que dá lições que permanecem atuais. É o tipo do filme que você vai querer mostrar para seus filhos, já que o filme não mostra apenas os atos, mas também as consequências dos mesmos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sem Roteiro?

Olá meus leitores LINDOS! Hoje, eu decidi colocar uma coisa curiosa no ar. Eu vinha planejando isso há algum tempo, mas sempre me perguntei como deveria começar.
Estou falando de fazer uma série de vídeos, nas quais eu falo dos mais diversos temas. Coisa simples.

Eu decidi começar essa série de vídeos (apropriadamente denominada de Sem Roteiro, já que foi feito na pura espontaneidade) com um comentário a respeito de um livro que tenho em minha coleção: O Ladrão de Raios. Se você, meu leitor querido, gostar do vídeo, por favor, dê lá o like ou joinha, se preferir. Sério, ajuda a divulgar o vídeo. Você também pode se inscrever no canal, se preferir. Claro, você também pode fazer os dois!

Espero que vocês gostem do vídeo que divulgarei aqui:



Bom, obrigado pessoal, e até a próxima!

domingo, 22 de abril de 2012

Nova história dos Grandes?

É fato, Os Grandes é o meu universo mais gigantesco. Não só eu já coloquei os mais diversos modos de planejamento em cima dele (misturando, e muito, os gêneros de aventura, drama, ação, terror e comédia). A história contada nesse universo é uma que atravessa gerações e milênios. Passando por um período medieval (LWL), um mundo semi-futurista (Supergências/Retnuh), e uma ditadura futurística caótica (Capítulo Final), o verdadeiro propósito da história é contar a supostamente eterna batalha dentre a família Hart e os Xenovianos.
Apesar de os extremos (começo com LWL e final com Capítulo Final) servirem, um como um prólogo que explica a origem do Caos, e o outro como o final da trama (ambos não tem participação direta dos Hart), a história sempre tem o mesmo propósito.

Agora, os eventos que ocorrem dentre LWL e Supergências tem milhões de anos de diferença. Eu mesmo fiz duas "pontes" nos eventos: uma contando o início do Rei do Caos, Xevá; outra contando a origem da família Hart. Só que, eu ainda não havia feito pontes dentre Supergências e Capítulo Final. E, acreditem, os eventos dentre eles são importantíssimos.
O caso é esse: pra explicar, de maneira bem 100%, o porque de os Xenovianos (liderados por Máxter) conseguirem governar o mundo, e o fato de a história de Glenn Detros ter um planeta apenas, e não em uma galáxia inteira, é preciso que eu faça essa ponte.

Então, aí surge a necessidade de começar uma nova história, ou lenda, ou mito, ou fábula, ou crônica, ou seja lá o que for, do universo dos Grandes.

Não tenho nome pra isso ainda, embora o título Caos por X me tente MUITO. Eu vou explicar esse título depois. Primeiro, me deixem tentar desenvolver um pouco a época e a protagonista da história.

Já passaram mais de 600 anos desde a lenda conhecida como David Hart ter andado pelo universo. Graças a ele, os Hart se tornaram, mais uma vez, na família mais poderosa e conhecida da galáxia. O "sangue real", nome dado ao sangue capaz de derrotar os Xenovianos, é cuidadosamente tratado, e seu hospedeiro passa por um rigoroso treinamento para que sempre esteja preparado para enfrentar os temidos Filhos do Caos. 
Não mais a batalha dentre os Hart e os Xenovianos é secreta. Ocorre uma guerra aberta dentre o Filho de Tales (descendente Hart com o Sangue Real) e os Filhos do Caos. 


No entanto, o mundo mudou, e a colossal e respeitada Galáxia de Gência começa a sofrer sérias mutações. O mundo, uma vez separado (eventos de LWL) e dividido em planetas menores, parece tentar voltar à sua forma original: um mundo único e gigantesco. Cada planeta sofre com essa mudança, e é claro que ninguém poderá impedi-lo de voltar à sua verdadeira forma. 


Ainda em rascunho. 
O Sangue Real dos Hart no momento é uma jovem com o nome de Abigail Hart. Apesar de ser conhecedora de seu destino e de seu dever, Abigail o considera como algo inconveniente, e não o leva a sério. Ela não treina direito, embora tenha um incrível potencial, e parece detestar o fato de ser uma Hart. No entanto, é inegável seu talento na hora da batalha contra o poderoso Xevá e seu exército. 
Abençoada pelos Jurássicos com a Foice Jurássica, além de poder utilizar a espada sagrada Hartonia, Abigail mal sabe que sua teimosia e falta de conduta serão o mal que destruirá, talvez para sempre, o nome Hart e dará o mundo nas mãos dos Xenovianos.


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Sim, eu fiz um spoiler. E que spoiler, não? Bom...

Primeiro, à história.
Como eu disse antes, esse conto novo se trata de uma ponte dentre os eventos de Supergências e Capítulo Final. Como eu ACHO que já falei aqui, o Capítulo Final se trata de uma história de um mundo sem esperanças, abandonado pela ordem e paz e governado pelo Caos com punhos de ferro. Tradução: alguma coisa deu errado no passado. E é nessa porção que minha nova história decola.
Abigail Hart é a última pessoa que tem o Sangue Real em suas veias, pelo menos oficialmente. Desde o início dessa porção do universo, ela está fadada ao fracasso. Mas, calma... Isso num é machismo nem nada! Deixe-me explicar. A-HAM!
Abigail é, sim, uma personagem muito poderosa. Já até pensei em alguns momentos e cenas e, em mais de uma vez, ela entra em combate com Odanta, Harox, Máxter e até mesmo o Xevá, por vezes na desvantagem de estar sozinha. Ou seja, ela consegue brigar com dois Xenovianos ao mesmo tempo, e ainda é capaz de vencer.

Mas, vamos lá. Nessa história, pretendo cobrir o que ocorre para que o mundo fique a bagunça que está em Capítulo Final. Isso, eu acho melhor deixar quieto.

Bom, quanto ao título que eu mencionei... Caos por X. Se você é meu amigo, desde algum tempo, isto é, deve lembrar que eu mencionei esse nome há muito tempo, só que como Chao by X. No caso, dentro do universo dos Grandes, é uma expressão bem mencionada, especialmente por Xevá e Máxter, para se referir ao dia em que os Xenovianos dominariam tudo.
Na história de Supergências, ocorrem umas duas ou três tentativas desse dia, todas sem sucesso. Nessa história nova, será o momento em que eles vão conseguir, daí pretendo usar esse nome.

Agora, ao design.
Não posso dizer que essa "artwork" ainda em rascunho, é minha magnum opus, não, não... Eu, sinceramente, achei que ela ficou boa. Boa.


Pra essa artwork, foi um pouco trabalhoso, admito. Tentei colocar nela referências ao David Hart (eu), um pouco do Tirano (tiranossauro rex de estimação do David) e... bom... Pra ser MUITO sincero, pensei em dar a ela as roupas principais do David, só que com um toque menos masculino (veja como são as roupas costumeiras dele na foto ao lado, só ignore as botas -->).
Outra, evitei, ao MÁXIMO, colocar um tipo de sex appeal. Coisas como seios grandes, ou um decote (grande), ou uma mini-saia, ou qualquer coisa assim, não foram colocados. O que eu coloquei foi um par de botas daqueles que vão até as coxas, só isso. Procurei dar, também, um par das manoplas do David, só que mais finas (como na imagem acima). Outro ponto: a bainha da espada Hartonia saiu das costas (como era no David) e foi para a cintura dela. Simplesmente quis deixar assim.


Outra coisa que mudei um pouco foi a capa. Não dá pra ver, mas a capa do David Hart era daquelas comuns, à lá Superman, sabe? Na Abigail, eu mudei, deixando só uma pontinha que vai diminuindo do ombro esquerdo. Por que eu fiz isso? Não sei, simplesmente tive a vontade de deixar assim. Simples.

A novidade do momento, no entanto, é uma arma nova que eu fiz na hora (olhei para o wallpaper do meu celular, que tem o Death, de Darksiders II, na mesma hora e tive a ideia), a Foice Jurássica. Foi minha tentativa de fazer uma referência ao Tirano.

A Foice Jurássica
Essa belezinha deu um TRABALHO... OK, nem tanto... Na verdade, a parte difícil foi só o crânio mesmo. Pra isso serviu essa imagem aqui, que me ajudou MUITO! Deu pra fazer, bem legalzinho, o crânio. Sei que não era desse tamanho, é óbvio, mas eu me dei a liberdade de fazer assim. É meio difícil de ver melhor nessas fotos tiradas no celular, mas eu acho que você puderam ter uma ideia.
Onde ela guarda essa foice? Em uma bainha, assim como a espada, só que especial.

Olhem para a artwork dela de costas, logo na cintura.
Mais uma vez por causa das limitações de luz e câmera, pode haver um certo problema, mas você deve estar vendo, agarrado à cintura dela na imagem de trás, a bainha. Se você prestar MUITA atenção, vai notar que a parte de baixo do crânio (a mandíbula inferior) está ali. É, serve justamente para encaixar, e ficar um crânio bem legalzinho.


E... É isso. Se essa história vingar do jeito que está (isto é, se minha mente conseguir encaixar isso perfeitamente), eu volto com mais informações. Lembrando que essa artwork é um rascunho e pode ser, ou não, como será no final. Mas eu acho que sim. Gosto desse design e não acho que meu assistente: eu mesmo, vá negar que ficou bacana. Meu chefe: eu mesmo, também deve concordar, assim como o diretor de arte: eu mesmo.

Até mais galera, valeu por ler isso aqui, e espero que vocês tenham gostado do desenho!

domingo, 1 de abril de 2012

Branca de Neve e os Sete Anões (1937)

A Disney já estava acostumada a fazer curta-metragens antes. O mais famoso deles, da época, era o Steamboat Willie, desenho que inaugurou a carreira do mascote Mickey Mouse. No entanto, a primeira empreitada em longas foi o famoso Branca de Neve e os Sete Anões.
Baseado em um conto de fadas, o filme conta a história da Princesa Branca de Neve, cuja beleza irrita a sua terrível madrasta, a Rainha.

Geral
O longa representa, simplesmente, a versão mais bem conhecida do conto de fadas, e, acreditem, o filme tem motivos para isso. Contando com personagens carismáticos e músicas marcantes, Branca de Neve e os Sete Anões foi a prova de que a Disney aguentava a tarefa de fazer conto de fadas.

O Filme
De início, o filme em si é um tanto apressado e, para alguns, confuso. O começo do filme conta com um pequeno prólogo, explicando um pouco da personalidade da invejosa "Rainha" e da amável Princesa Branca de Neve. Logo depois, vemos uma cena em que a Rainha "Má" (nome BEM usado) fala com seu espelho mágico, perguntando quem é mais bela do que ela. O espelho (que por qualquer motivo não pode mentir) diz que só há uma mulher mais bela: a jovem princesa Branca de Neve.

A Rainha Má, em cenas do filme
Logo após a introdução da "vilã" da história, ocorre a introdução à protagonista. Branca de Neve aparece cantando a primeira música do filme. Enquanto ela canta, também somos introduzidos ao príncipe. Essa cena, admito, é engraçada. Na cena, Branca de Neve está cantando, usando o poço para que ele "cante" junto com ela, através do eco (uma parte muito inteligente). Focada no poço, ela não percebe quando o Príncipe chega a seu lado e começa o dueto. Assustada, a princesa foge para dentro do castelo, mas quando ela pára e olha pela janela, ela percebe que foi um mal-entendido e se apaixona pelo príncipe.

O Príncipe e Branca de Neve
Ao final desta cena (onde vemos a Rainha Má vendo a cena, morrendo de inveja), a Rainha convoca o caçador, ordenando que ele mate Branca de Neve. Ela o obriga, o ameaçando de morte se não o fizer e, como garantia de que tudo deu certo, ela queria o coração da jovem em uma caixa. O caçador, sem opções, acaba por aceitar.

A fachada do assassinato ocorre em um campo de flores. Acreditando que foi para lá para colher flores, Branca de Neve faz seu trabalho alegremente. Ela então se distrai com um passarinho que caiu do ninho. Ela segue até ele e o ajuda a voar de volta para seu ninho. Nesse momento, o caçador se aproxima para matá-la. A princesa nota, e se apavora. No entanto, o caçador não consegue. A jovem era linda e amável demais para morrer, especialmente pelas mãos dele.


O caçador pede perdão a Branca de Neve
Sofrendo pela culpa, o caçador implora o perdão da princesa, dizendo que foi obrigado a fazer o que ia fazer. Ao perguntar quem o mandou fazer isso, Branca de Neve descobriu da maldade de sua madrasta, a Rainha. O caçador então a sugere que ela fuja, para o mais longe possível, antes que a Rainha descobrisse.
Aterrorizada, a princesa começa a correr pelo bosque. Isso desencadeia uma das cenas mais impressionantes do filme, simplesmente pela atmosfera.

Apavorada, Branca de Neve começa a ter medo de tudo ao seu redor, pois tudo parece assustador.

Os galhos que prendem seu vestido e capa parecem mãos...
e o medo a faz enxergar monstros em cada árvore que vê.
Essa cena não passa de uns 1min30s, mas é excelente, pois dá uma ideia de como a princesa estava assustada. Sem brincadeira, leitores que sonham em trabalhar nessa área, assistam esse filme!!
De qualquer forma... Enquanto ela foge, Branca de Neve nota vários olhares voltados a ela. Por causa do medo, ela pensa que se tratam de monstros e, finalmente, depois de muito correr, ela acaba se vendo cercada e cai em desespero (literalmente), chorando no chão.
Na verdade, os olhares que a cercavam não eram monstros, mas sim animais. É nessa hora em que ela finalmente se acalma e olha, sem tanto medo, o seu redor.


Os animais e Branca de Neve se juntam e eles procuram por uma casa para Branca de Neve, onde ela pode se esconder da Rainha. Os animais, por conhecerem a floresta, sabem de um lugar. Eles, então, a levam para uma casa que eles encontraram. A casa, bem baixinha e suja, encanta a princesa.

Alegremente, e cantando uma canção, Branca de Neve e seus novos companheiros dão uma faxina geral na casa. A cena é bem divertida, e realmente faz uma faxina parecer mais divertida do que realmente é. A canção é alegre e, acreditem, está na lista de "Músicas que você já ouviu, com certeza".

Então, ocorre uma mudança de palco, mostrando os moradores daquela casa: Os Sete Anões.



Você já ouviu essa música, com certeza. Nessa cena, somos introduzidos aos sete anões e, antes que alguém pense o contrário, cada um dos anões tem uma personalidade e charme próprio. São tão carismáticos que eu aprendi a ser capaz de olhar para eles e dizer o nome de cada um. Simples assim.
Os anões são Mestre, Dengoso, Atchim, Feliz, Zangado, Soneca e Dunga. Como você deve ter suposto, cada nome representa a característica do anão.

Depois de sair de sua mina, os anões seguem para casa e, obviamente, se assustam ao vê-la limpa e com a porta aberta.

"Olhem o caldeirão! Cheiro gostoso!!"
"Não toquem, seus loucos! Isso é veneno!!"
Nessa cena, cada anão começa a mostrar boa parte de sua personalidade. O Mestre mostra porque ele tem esse nome, Dunga prova como ele é... o Dunga, e Zangado é cheio de paranoias. As reações deles são impagáveis de tão engraçadas.
Depois de mais uma hilária cena, na qual eles se assustam com cada coisa limpa que veem, eles percebem que tem alguém em seu quarto. Depois de demonstrarem muita coragem (sarcasmo), eles sobem e lá encontram Branca de Neve, que havia se deitado e dormido, tamanho era seu cansaço.
Daí pra frente, eles começam uma curiosa amizade, e, acreditem, as cenas em que eles aparecem juntos são muito divertidas.

Voltando ao castelo, vemos a Rainha mais uma vez falando com seu espelho. Ela descobre, graças a ele, que Branca de Neve ainda vive (e o coração que o caçador lhe entregou na caixa era de um "bicho"). Irritada, ela desce até o que parece ser um porão no castelo. Lá, se localiza um tipo de laboratório, no qual ela faz seus feitiços. Curiosamente, nada parece ser fantasioso demais, você poderia fazer uma réplica daquilo com Química.
Fazendo um tipo de poção, e ingerindo-o, a vilã passa de uma "bela Rainha" para uma "feia Mendiga". De fato, ela fica e fala de forma completamente diferente. Então, ela faz um tipo de Maçã Envenenada, que faz a vítima dormir o chamado Sono da Morte, isto é, dormir para sempre. Antes de partir do castelo, em busca de Branca de Neve, a Rainha procura ver se existe um antídoto para o veneno. Existe: o Primeiro Beijo do Amor. No entanto, ela pensa para se mesmo: "Ora, de nada adiantará, pois os anões acharam que ela está morta!".

No dia seguinte, quando os anões estão a caminho de sua mina, Branca de Neve fica sozinha em casa, fazendo uma torta de pêssego. É neste infeliz momento em que a Rainha, ou melhor, a Bruxa Má, a encontra. Apesar de tentarem, os animais que estavam acompanhando Branca de Neve (quase que pelo filme todo) não conseguem impedir a princesa de ficar longe da Bruxa. Persuadindo a amável e linda jovem, a Bruxa lhe diz que a maçã vermelha que carrega é uma maçã mágica que pode realizar qualquer desejo.
O desejo de Branca de Neve seria reencontrar e se casar com o Príncipe.


Enquanto os animais correm para chamar os Anões, Branca de Neve pega a maçã oferecida e, acreditando nas mentiras da Bruxa, a morde, ciente de que seu desejo vai se realizar. No entanto, a maçã vermelha, que era a envenenada, tem o seu efeito. Branca de Neve cai ali mesmo, dormindo o Sono da Morte.
Feliz por ter cumprido seu objetivo, a Bruxa Má decide ir embora, mas dá de cara imediatamente com os Sete Anões, montados nos animais do bosque.
Eles a perseguem até um tipo de penhasco rochoso. A Bruxa, irritada, tenta derrubar uma pedra em cima dos anões, mas um trovão acerta em cheio o chão em seus pés, desfragmentando-o e a fazendo cair para sua morte.

Os anões voltam para casa, e lá encontram Branca de Neve, dormindo o Sono da Morte. Crendo que ela estava morta, os anões, tristemente, a velaram. Essa é uma das cenas mais tocantes do filme.






Os anões choram, não só por que perderam uma amiga, grande amiga, mas também porque Branca de Neve era uma garota doce, amável e inocente... Em outras palavras, ela nunca faria mau a ninguém e não precisava, nem merecia, morrer.

"...ela era tão linda em seu sono de morte, que os anões não tiveram coragem de enterrá-la...".
"...eles fizeram um esquife de ouro e cristal e velaram seu corpo dia e noite..."
"...o Príncipe que procurava por toda parte, ouviu dizer que havia uma linda menina dormindo num esquife."

O Príncipe encontrou o esquife no qual Branca de Neve estava dormindo, cercado pelos Sete Anões, que estavam velando-a. Pelo que parece, o Príncipe também era apaixonado por ela e, triste por sua morte, ele dá a ela um beijo.

Entristecido pela morte de Branca de Neve, o Príncipe se aproxima e dá a ela...

"O Primeiro Beijo do Amor"
Logo após, ele se ajoelha e começa a velá-la também. Mal sabia ele que havia acabado de curar Branca de Neve do Sono de Morte, pois ela então acorda, como se tivesse acabado de sair de uma boa noite de sono. Isso, claro torna a tristeza do bosque em uma imensa alegria.

Carregada pelo Príncipe, Branca de Neve se despede dos Sete Anões e do bosque inteiro e parte com seu amado para o castelo dele. É até irônico, já que a Maçã Envenenada acabou que realizando seu desejo.

Conclusão
O filme é uma obra-prima, não há como negar isso. Não só ele conta com um estilo único, como também tem personagens carismáticos e inesquecíveis (não se assuste se você se identificar com algum dos anões) e músicas incrivelmente marcantes.

Se você gosta de contos de fadas, ou simplesmente ama animação, é quase que obrigatório que você assista a esse filme, até porque, você vai adorá-lo de todo jeito.