quarta-feira, 28 de março de 2012

Mickey e Disney: glória e desonra

Isto é a materialização de um mundo aberto pela imaginação, onde tudo é possível, onde a magia está sempre presente. Um mundo feliz, animado, glorioso e exemplo de como se deve contar histórias de uma maneira dinâmica, animadora e inesquecível.

Isso, por outro lado...

É fato: a Walt Disney é responsável pela criação da infância da esmagadora maioria de, bem, praticamente todo mundo que vive no mundo ocidental. A empresa, famosa por seu mascote, o lendário Mickey Mouse, é a responsável por, agora, 50 animações em longa-metragem, milhares de curtas, e diversos seriados.

Até os anos 90, ou, se esticar um pouco mais, até meados da década passada, a Disney retinha, sim, pelo menos para mim, o título de maior empresa de entretenimento deste planeta. Cada filme, cada curta, cada série produzida pela Disney era simplesmente incrível e fazia qualquer, quase literalmente, viajar na imaginação. Sim, eram bons tempos.

Quando eu fiquei sabendo do Disney Channel, é claro que fiquei empolgado. Afinal de contas, eu fiquei ansioso para assistir nele, coisas como:



Além, é claro, de outras séries, tais como a interessantíssima Hora do Recreio, ou até mesmo os seriados dos filmes como Aladdin, Hércules e por aí vai. Só que, apesar de esses programas terem, sim, surgido no Disney Channel (por um período de 4-6 anos), o que realmente ficou foi isso:



É... Hannah Montana, Zack and Cody, Good Luck, Charlie! dentre outras coisas são as... desculpem o termo... DESGRAÇAS que assolam a Disney nesse exato momento. [Agora, pressinto que magoei todos os(as) fãs desses seriados e vejo que uma maré de comentários terríveis me aguarda]

Eis o que eu ACHO que entendi sobre essa história: pelo que parece, a Disney, ou ao menos a partição do canal, está sendo supervisionada por uma pessoa que acredita que essas séries são o melhor caminho para eles.
O problema: não está funcionando, pois a direção "nova" da empresa está afastando (e como) todos os antigos apreciadores. A ideia nova: implementar sitcoms para atrair o público adolescente, apesar de ser uma intenção nobre, está atraindo somente o mesmo tipo de público para as ditas bandas "coloridas": PRÉ-adolescentes, beirando os 14 anos, especialmente meninas. Você não verá um fã da antiga Disney, que assistiu no cinema pérolas como Aladdin ou A Nova Onda do Imperador, ou pegou na locadora (se não, comprou) o DVD de Os Três Mosqueteiros estrelando Mickey Mouse, assistindo as sitcoms apresentadas.
Na verdade, essa direção passa à empresa uma imagem muito, mas muito ruim. A imagem de uma empresa preocupada em chamar mais a atenção dos adolescentes do que seu público original: crianças, adolescentes E adultos.

Com essa nova aproximação, é fato que eu me esqueci do que a Disney era... Quando nós crescemos e nos deparamos com coisas assim, rapidamente ganhamos uma visão "negativa" dela. Eu não via a Disney como uma empresa infantil (sou fã da Nintendo, sou quase que imune a isso), mas eu a via como uma empresa mais focada em estereótipos cantando músicas estereotipadas e generalizadas do que aquela Disney mágica e perfeita da minha infância.

Até pouco tempo, os responsáveis pela famosidade da Disney, especialmente seu mestre e rei: Mickey Mouse, estavam em um estado quase de miséria. Sua imagem, que, ao tempo, foi sendo esquecida, foi trazida de volta, mas com um outro imaginário...

Mickey, em seus melhores dias de glória

Não tão glorioso, mas glorioso mesmo assim

Cena de RunAway Brain, um dos melhores curtas do símbolo

E... um rei?

A imagem dos personagens clássicos da Disney, justiça seja feita, foi salva pela série Kingdom Hearts, dos videogames. Tá, é entendível que eles tiveram papéis bons na trama quase que inacabável, mas, infelizmente, a visão para Mickey Mouse não estava lá essas coisas...

Sua forma de propagação, que deveriam ser os programas no Disney Channel, estava ocupada por coisas BEM menos relevantes. É fato que o símbolo tinha um programa próprio, o dito House of Mouse, que era um clube no qual Mickey era o dono e anfitrião. No mesmo, além de uma história própria (embora um pouco bobinha), passavam os antigos curtas, não só do Mickey, como também das outras estrelas da Disney: Pato Donald, Pateta, Pluto, Minnie Mouse, Margarida, e por aí vai.
Ou seja, nesse programa, você poderia conferir curtas como:



Ou, talvez, o impressionante:



Só que, por um motivo ou outro, encontrar o programa passando na TV se tornou algo meio difícil de acontecer...

Na obscuridade, esquecido, ridicularizado e reduzido de Mascote da Disney, a garoto-propaganda do Disney World Resort, era fato que o camundongo estava meio que no final de sua carreira.

Então, por algum milagre do destino, isso apareceu:


Mesmo sem saber, Epic Mickey, videogame criado para o Wii, tinha o pesado fardo de trazer a imagem do herói de volta aos ares, e meio que conseguiu.


OK, eu sei que eu abordei muito o assunto Mickey Mouse, mas a coisa é que o que eu escrevi é simplesmente uma visão geral do que aconteceu com a Disney no geral. Afinal de contas, você sabe que a empresa não vai bem quando seu símbolo está mau.

Os responsáveis por essa terrível desgraça são os mesmos que colocaram aquelas sitcoms fraquíssimas no canal da Disney.

A boa notícia, no entanto, é que a empresa ainda se manteve relativamente forte no ramo dos longa-metragens. E é nisso que eu quero aplicar.

Eis que agora eu apresento a vocês, caros leitores, meu mais novo projeto. Vou arranjar meu tempo para assistir todas as 50 animações de longa-metragem da empresa (de Branca de Neve e os Sete Anões até Enrolados) e escreverei uma resenha de cada um, aqui no blog mesmo.
Nisso, creio que será possível observar a longa distância da empresa e perceber as diferenças de uma animação para a outra.
Pra quem gosta disso e deseja fazer parte desse tipo de coisa um dia, digo que é uma honra de minha parte (além de servir pra, quem sabe, aumentar as visitas, né?).

Se vocês acham que eu deixei de citar alguma coisa, por favor, falem! Não tenham medo! Só não apareçam pra me dar uma crítica violenta que nem aquela que recebi no outro dia, né?

sexta-feira, 16 de março de 2012

Acontecimentos engraçados da semana

Essa vai ser rápida, juro! Só umas coisinhas engraçadas que aconteceram comigo esses dias.

Primeiro de tudo, entro na topic, pra voltar pra casa. Percebo que só tem cédula de 10 reais no bolso. Entrego pra pagar minha passagem de 1 real (carteira de estudante). Aí, ao invés de me dar várias moedas de 1 real, ou, sei lá, cédulas pra facilitar minha vida, eu tenho que colocar no bolso e voltar pra casa com:

Ah, celular com câmera, eu te amo!

Imaginem minha aflição! Andando no meio da rua, já perto das 10 horas da noite, com o bolso cheio de moeda, fazendo aquele barulho infernal (ao ponto de eu ter de reduzir minha velocidade pra não fazer muito barulho)... É!

Bom, mas ainda nesse caminho aconteceu outra coisa engraçada. Pelo menos pra mim. No caminho de casa, acaba que um cara, talvez estudante como eu, apareça na minha frente. Nosso trajeto foi o mesmo até a minha chegada em casa. Foi engraçado porque ele estava na minha frente e, vez ou outra, ele olhava pra trás, um pouco assustado. Entendo... Ficamos no mesmo caminho por uns 5 ou 6 minutos. Sinceramente, eu acho que ele achava que eu ia assaltá-lo! Ué, tava de noite, escuro, e estávamos no mesmo caminho! Quase morro de rir!

Pra fechar, um acontecimento legal, que aconteceu na faculdade logo. Estávamos na aula de Ceará II, quando, já nos minutos finais de aula, uma cadela entra na sala, e fica lá. Bom, ela passou um tempão, até que um colega decide dar a ela uma camisa que ele não queria. Daí, a cadela começa a brincar.



Bom, o vídeo resume.

E é isso. Um pouco de minha semana louca pra vocês! Falou, bando de leitores doidos!

Os Fortes Making of #2

Bom, galera! Beleza? Aqui estou eu, nessa linda sexta-feira mágica, não fazendo nada de útil ao meu tempo me preparando para mostrar a vocês mais uma das imagens preparadas para uma das páginas da revista piloto de Os Fortes. Sim, vai ser rápido, eu acho.


Desculpem a péssima qualidade da imagem... Essa aqui eu tirei com o celular, então... me perdoem!!

De qualquer forma, essa página (32, se não me engano) foi feita mais com a vontade de sair experimentando com a Amanda. Eu queria tentar dar a ela uma cara mais de garota japonesa, mas que ficasse bem bonita. Bom, se consegui ou não, fica a cabo de vocês...

Infelizmente, só peguei alguns pedaços da página (que estranhamente ficou rosa). Ainda tem uns quatro quadrinhos pra baixo... Mas, as imagens onde a Amanda aparece (correndo e, depois, com um close no rosto dela) são experimentos.
Fiquei bem satisfeito com o resultado, admito.

Bom, e isso vai fechar por aqui. Sério, não tenho muito o que mostrar no momento e, ainda por cima, não tem mais o que falar. Qualquer coisa, eu tento trazer outra imagem para cá! Com sorte...

Valeu galera, e até a próxima!

terça-feira, 13 de março de 2012

Os Fortes - Making of #1

Se existe um universo que eu não falei muito aqui, foi, sem dúvida, o universo dos Fortes. Não sei bem porque, acho que é porque eu mesmo não penso muito no mesmo.
Como vocês já devem saber, eu estou me aprofundando mais nesse universo agora. A prova disso são duas das imagens que eu coloquei ontem. Como eu gostei de ter feito as imagens, aqui vai uma delas:

Soul mostrando que é superior a Tamaru

Bom, nisso eu queria dar uma aulinha de história sobre a produção dessa série.
Originalmente, Os Fortes seria dividido em como foi dividida a sada dos Grandes: diversas histórias com protagonistas diferentes, conectadas com um ou outro elemento ou referência.
É tanto que eu fiz até mesmo um blog separado pra contar a história, ainda chamado de TS TV, mas abandonado e será desativado no futuro.
De qualquer forma... A Saga dos Fortes ia se dividir em quatro histórias: A Lenda do Falcão, Talio Reddo, SOUL e O Herói Negro. A coisa é que os tempos mudaram, os interesses também.

Depois de um tempo pensando, acabei decidindo unificar três das quatro histórias, deixando só SOUL isolada, pois a mesma tinha (e tem) potencial para permanecer sozinha.
As séries se unificaram de um jeito tão bom, que eu acabei percebendo que esse era o melhor caminho a ser trilhado.

Houve várias alterações tanto nas relações quanto nos caráteres dos personagens.
Originalmente, O Herói Negro, seria um vilão que faz de tudo para ser mal, mas acaba sempre se ferrando e fazendo a coisa certa, isto é, seria o imbecil da série. Hoje, o personagem (com um nome: Dante Freire) é retratado como filho de dois super-heróis, e tenta seguir os passos de seus pais, seguindo o nome de Cavaleiro Verde.
As séries Talio Reddo e Lenda do Falcão foram as que mais se alteraram com a mistura. A série Talio Reddo foi "lavada" de uma forma que pouquíssimos de seus personagens originais saíram dessa. Na verdade, só vi dois realmente relevantes para a história: os protagonistas Izzuno Kheriva e Tamaru Kyosa. Os papéis de ambos mudaram drasticamente. Izzuno, que passou de um ninja destruidor de clãs para se tornar em um Shinobi veterano; Tamaru passou de um aprendiz de ninjas quase se formando a um jovem leigo no assunto.
Já a série Lenda do Falcão foi a mais "sofrida" porque, praticamente, nenhum personagem saiu dela. Somente a protagonista: Amanda, foi capaz de entrar.
Como eu disse, os personagens foram incrivelmente alterados. No caso, Izzuno é o pai de Amanda, bem exigente e um tanto grosseiro, super-protetor. A jovem sempre procura fazer algo de diferente, ao lado de Tamaru, seu amigo.

Demorou um pouco para que eu tivesse a ideia de adicionar Marcus Vicina, Soul, na história. Originalmente, a história seria algo bem simples: eles seriam um grupo de super-heróis pagos de uma agência convenientemente chamada de "Os Fortes". A história contaria com as aparições de praticamente todos os personagens. Mas, essa não vingou.

Hoje, Marcus Vicina é um dos vilões da história. Seu personagem passou de um mercenário incompreendido para um serial killer um tanto psicopata. Claro, ele não é o único vilão da história, tendo também alguém que chamei de Destruidor. Mas, isso é pra outra hora...

Enfim, meu foco com essa história não é a Fantasia, ou diversas conversas sobre algo como o Destino (coisa MUITO comum no universo dos Grandes). Na verdade, Os Fortes se trata mais de um experimento meu, para ver como sai se eu aplicar temas controversos e mostrar pessoas fazendo erros e acertos, e tendo de lidar com as consequências de seus atos.

A produção da revista, no entanto, eu posso dizer que teve um começo bem conturbado. Não sei porque, mas sempre que começo uma história, especialmente do jeito que essa aqui foi, ela sai um tanto estranha no começo. Acho que sou eu fazendo as coisas na cabeça.
Minhas histórias nunca seguem um roteiro em particular, a não ser que eu consiga sentar, e fazer o roteiro para que eu não avacalhe mais pra frente (fiz algo parecido em uma das intros do Hunter Carter).

Bom, o importante é que, no futuro, eu trarei mais dessas belezinhas aqui. Na verdade hoje, depois da universidade, talvez eu chegue em casa e continue. Daí, vou TENTAR, eu repito, TENTAR postar as imagens aqui, só pra mostrar pra vocês como a coisa vai! Sim, claro, por que não?

segunda-feira, 12 de março de 2012

Revista dos Fortes; Primeira vista de Os Grandes - Imagem oficial

Bom, eu acho que 90% dos frequentadores deste lindo e iluminado blog pensam que eu não sei desenhar fora do pc, não é mesmo? Ceeerto... E se eu dissesse que consegui uma forma de mostrar a vocês dois rascunhos de projetos que eu tenho a tempos? Hã?! Hã?!

Antes de tudo, eu gostaria de mostrar os rascunhos (por assim dizer, faltam cor e detalhes ainda) da minha revista em produção: Os Fortes. Ainda na primeira edição, e um pouco confusa no começo (sempre acontece comigo), a revista conta as histórias de personagens como o herói Dante Freire, a jovem Amanda, o ninja Izzuno Kheriva, e o assassino Soul. A mesma está passando por algumas... Hã... Mudanças de design. Não sei porque, tentei dar uma alterada. Bom, veja ABAIXO, os rascunhos (ambos do Soul):


No começo da produção: aproximadamente 2010
Ainda em produção: feito hoje, março de 2012
A revista está esse tempo todo em produção por uma série de motivos. O mais importante é que, quando eu comecei a produzir, ainda em 2010, eu tinha a Saga dos Grandes pra fazer, e eu me dediquei mais à última. Bom, mas agora, posso dizer que estou meio que incapacitado de continuar a Saga dos Grandes, portanto, não tenho medo de começar essa aqui, ou melhor, continuar...

E, teve gente que achou meio chato não ver nada do meu super desenho quando eu fiz o veredito. Mas não temam! Até porque eu ainda quero dar umas melhoradas. No entanto, acho que é bom mostrar um pouco a vocês. Duas partes de duas folhas na verdade.

Da esquerda para direita: Adiv, Tales Hart e Gência
Glenn Detros
Bom, acima vocês veem um pouco das páginas 8 e 10. Desculpem a qualidade das imagens... Ficou meio borrado. Clique nelas para vê-las em seu tamanho original! Talvez melhore...

Como eu disse antes, isso se trata de um RASCUNHO, ou melhor, uma versão sem detalhes demais, com rabiscos e sem cor. Não se preocupem, ainda vou mostrar essas imagens em toda a sua glória no futuro.

Calei a boca de alguém? Mostrei pra vocês que eu sei os básicos de desenho?! Espero que sim.
Agradeço a todos que olharam e pensaram: do jeito que ele sabe fazer! E àqueles que pensaram: que coisa mal feita: vão arranjar o que fazer!

Valeu galera! Vou tentar trazer mais imagens dessas em breve (muito em breve)!

sábado, 10 de março de 2012

Coisas da vida: Ser estúpido ou não ser

É fato: quanto mais tempo eu passo na Internet, maior a minha vontade de arranjar algo mais útil para se fazer. OK, não chega a esse ponto, mas que esses dias a internet está bastante entendiante, ah está.
Não sei bem porque: talvez seja porque realmente não tenha nada de novo, talvez porque não tenha nenhuma notícia nova (sou meio que um jornalista de videogames amador), talvez porque realmente não tem muita coisa pra fazer...

Bom, mas não é por isso que não vou escrever algo aqui... Ou é? De qualquer forma, hoje vou fazer algo diferente! Vou voltar a falar das ditas "séries" do blog. É! Além de uns planos que eu tenho em mente.


A Cidade Fantasma
Se eu já fiz uma história tentando ao menos deixar o leitor um pouco na "nossa!", foi essa.

Já tem um tempo desde que comecei a pensar na minha "história de terror" (quetámaispraumahistóriadesuspensesemsuspensenenhummastudobem). Acho que as primeiras imagens apareceram na minha cabeça durante o primeiro semestre de 2011. De onde veio a motivação para fazer uma história como essa, certo? Não me lembro bem qual foi a motivação primária, mas eu tenho certeza de que tinha relação com o caos no Japão do ano passado. Toda aquela história da usina de Fukushima fez muita gente lembrar da desgraça de Chernobil (que, até hoje, ainda tem o título de "pior acidente nuclear da história"). Na época, eu estava jogando o primeiro Resident Evil. Pronto, acho que deu uma relação: terror + usina. Como um criador de histórias (se sou bom ou não, depende do seu gosto), senti meio que a necessidade de criar algo relacionado. Decidi utilizar a usina de Chernobil: primeiro, porque a de Fukushima era muito recente, e segundo, porque eu meio que prefiro tratar de coisas mais antigas.
Tive de fazer muitas pesquisas (momentos em que estudar REALMENTE é divertido) pra saber exatamente como ocorreu o desastre, quais suas proporções e consequências. Posso não ter pego 100%, mas acho que tenho o suficiente pra criar uma boa história.

Tive diversas ideias (e como!), só que essa que vingou (a que você confere aqui) foi a melhor candidata à categoria: menos abusiva. Claro, eu sei que radiação em extremas quantidades (em especial aquela quantidade gigantesca que existe atualmente na cidade) causa ou câncer ou morte... Mas é uma história fictícia, e eu acho que ficou mais bacana assim, considerando meu gosto por tais coisas.

As inspirações para fazer tais histórias vem principalmente da série Resident Evil (inclusive, o trailer do sexto jogo foi o que reacendeu a vontade de escrever), embora eu dê uma olhada em outras histórias.


Greats Wars 6... por favor?
Sério, sinto saudade de fazer um episódio do Greats Wars... Muita saudade na verdade. Apesar de, vez ou outra, encontrar com alguns problemas, o resultado sempre era satisfatório mesmo vendo que o primeiro e único comentário dos vídeos foi um cara que disse que eu tenho voz de baiano idiota (o que foi estranho, considerando que eu sou um amador, e ele me atacou sem motivo, que é isso novinho?). Tenho vontade de continuar os episódios. Não o fiz ainda por uma série de motivos... Mas, quem sabe eu o traga de volta, até porque, era legal. Quem sabe, no futuro próximo, encontre alguém que saiba fazer e editar vídeos melhor do que eu, e um grupo de dubladores interessados (lembrando que eu fiz tudo sozinho).
Assisto de novo os episódios, e fico pensando em continuar. Quem sabe em um futuro não muito distante, não é mesmo?


Não vou mentir, tenho MUITA coisa em mente, mas, devido a vários motivos (sendo o mais forte o fato de que eu não tenho certeza se vou fazer mesmo ou não), não vou revelá-los... agora. Agora... Agora...

Vocês entenderam!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Especial do Dia Internacional da Mulher

OK, eu não costumo fazer isso mas dessa vez aqui, mas eu vou fazer uma exceção. Achei que seria legal escrever algum artigo ou só um texto pequeno a respeito desse assunto.
Bom, vamos ver se eu ainda sei escrever algo assim:

História do dia Internacional da Mulher
No dia 8 de Março de 1857 (é, já tem um tempinho), funcionárias de uma fábrica de tecidos em Nova Iorque fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e reivindicaram melhores condições de trabalho, redução na carga horária para 10 horas, salários equiparados com os dos homens e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
Só que a manifestação foi exageradamente reprimida, com uma violência, digamos, desnecessária. As funcionárias, todas ou quase todas, foram trancadas na fábrica, e a mesma foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.
Foi, tempos depois, considerado que este dia, 8 de março, seria o Dia Internacional da Mulher.


Faz você pensar não?


Mas, falando sério agora. As mulheres são muitos importantes não só no dia, mas na vida das pessoas em geral. Um ponto que eu acho que tem que ser utilizado: você tá vivo? Respirando? Nascido? Agradeça a uma mulher por isso.
É, mulheres são pacientes, reguladas e algumas delas ficam do seu lado não importa o que aconteça.
Pra muitos aqui, a primeira pessoa que lhes ensinou alguma coisa na escola foi uma mulher, se teve babá, era uma mulher, no caso dos homens: se já se apaixonou, existe grande chance de ter sido mulher.

Eu poderia continuar indo aqui, mas acho melhor ir parando por aqui. Até porque não tem muito o que dizer diante de um mundo de coisas que já foram ditas.
Em resumo, feliz dia da mulher para a mulherada aí! Obrigado por existirem, Garotas, Damas e Moças! Hoje, vocês meio que podem abusar um pouco de nós, homens. Mas só um pouco.

sábado, 3 de março de 2012

A Cidade Fantasma - Capítulo 1: Vinte dias depois do acidente

Se em algum momento da minha vida, eu encontrei uma pequena ideia do que é o Inferno na Terra, foi durante minha campanha em Chernobyl. 

As imagens agonizantes daquele primeiro dia me assombraram no período em que fiquei em "recuperação psicológica". No tempo em que voltava para Moscou, Andrii me disse que eu estava na lista dos soldados que voltaria para Chernobyl. 
Por conta disso, meu tempo em Moscou foi curto e frustrante. Cada minuto era mais rápido do que o outro, e, assombrado com o que me esperava, eu não consegui viver cada dia como se fosse o último. Além disso, minha vida com Ivana ficou muito conturbada. Eu não podia dizer a ela, de forma alguma, o que havia acontecido no dia do acidente. 
E isso foi algo que me assombrou muito também... O mundo inteiro ficou falando do acidente naqueles dias. Estava nos jornais, na televisão, nas revistas, em praticamente todo meio de comunicação existente. Ivana via tudo isso, e ela sabia que eu estive lá. Ela também sabia que minha condição mental estava daquele jeito porque eu vi alguma coisa lá, alguma coisa que ela não sabia. 
Mais de uma vez ela tentou me pressionar, me fazer falar o que o povo da mídia não sabia, o que ela deveria saber. Procurei desviar tudo isso, e não abri a boca nenhuma vez. Chegou um ponto em que ela fazia perguntas demais, saindo da base das indiretas à base de me perguntar logo de cara. Finalmente, ela desistiu, ao custo de nossa união, por assim dizer. 

Numa manhã, Ivana estava preparando suas coisas para ir embora. Ela mencionou a casa de sua mãe. Eu não disse uma palavra. Logo após ela ter colocado o casaco, bateram na porta. Ela se assustou, não esperava visitas.... Mas eu sim.... Pois aquele era o dia em que eu retornaria.

Acho que foi nesse momento que ela se tocou de que eu estava de uniforme, armado até os dentes, com uma mala na mão e uma mochila nas costas. Me dirigi até a porta, e a abri. Um dos homens do governo, de terno, com óculos escuros:
"Está pronto Karl?"
Olhei para Ivana:
"Sim..."
Saí, deixando-a sozinha, mais uma vez sem nenhuma palavra.

O homem me acompanhou até um aeroporto, onde me encontrei com uns quinze soldados. Perguntei a ele qual era a situação, e ele me ignorou. Mandou que nós entrássemos no avião...

Durante a viagem, não pude parar de pensar em Ivana. Nela, e no fato de eu não ter aproveitado bem meu período em Moscou. Agora, não tinha mais volta, e eu estava voltando para o local mais terrível que eu poderia imaginar... 
Quando nos aproximávamos, foi-nos ordenado a preparação do equipamento. Foi o que fizemos. Máscaras de gás que cobriam o rosto, assim como um uniforme especial para nos proteger da radiação. Não havia uma parte sequer de nosso corpo que estivesse à mostra, porque se tivesse...

Aparentemente, o avião ficaria por lá. Sei disso porque ele pousou já dentro da cidade. Chegamos lá já durante a noite. Ao sair dele, e me deparar novamente com aquelas ruínas, eu percebi que as coisas seriam um pouco diferentes. Dessa vez, eu sabia o que me esperava, eu sabia o que tinha dentro daquela cidade-fantasma. 
Ao descer, me encontrei com um dos generais.
"Vinstöffen, bom ver que você se recuperou!"
"Não exatamente... Qual a situação atual?"
"Estamos passando por uma série de problemas... Nos últimos vinte dias, perdemos quinze soldados. As coisas estão indo de mal a pior... Quase todos morreram por causa dos animais."
"Houve algum sobrevivente desses ataques?"
"Sim... Recebi relatos dos sobreviventes. Soube de ataques com dois lagartos gigantes, uma cobra, e ouvi alguns falando de um demônio."
"O que? Um demônio?!"
"Este lugar é o Inferno, não é mesmo?"

Próximo ao pequeno aeroporto, estava um acampamento, com vinte homens. Procurei por Viktor, mas não o encontrei, presumi o pior. O pessoal estava evitando entrar nos prédios, temendo um ataque de um dos animais a qualquer momento. Na rua, parecia ser mais fácil de navegar, e os mesmos evitavam esses locais. Porque... eu não sei.

Eles dividiram os homens em alguns grupos, com os nomes de sempre: Alfa, Bravo, Omega... Fiquei com o grupo Alfa. O objetivo era simplesmente reconhecimento, para ver se mais algum animal estava nas redondezas. Armas preparadas, mentes apostas, seguimos em frente, deixando algumas pessoas para trás para ficarem de olho nas coisas, e ficassem apostas caso chamássemos pelo rádio.

Nosso capitão deu a ideia de checarmos um dos prédios da redondeza. Ele já observava o local há semanas, e não tinha notado quaisquer sinais de arrombamento ou de entrada de um animal. 
"Porque raios estamos indo a pé?"
"Está querendo gastar combustível?! O melhor a fazer é economizar o que temos!"
E iam as discussões... Sem parar. 

Eventualmente, vimos no céu o helicóptero do grupo Bravo... O maldito fazia um som agoniante, parecia que eles queriam chamar a atenção de todos os animais da cidade. Não sei bem porque eles carregaram aquele helicóptero consigo.

Depois de andar um pouco, finalmente encontramos o prédio. De fato, era bem alto, e parecia bem conservado... Se é que tinha algo melhor. O grupo ficou nas portas da frente.
"Vinstöffen, entre lá e nos diga o que você vê!"
"O que?! Ficou louco? Não vou entrar aí sozinho!"
"Nós precisamos ficar e proteger a rota de saída."
"Mas..."
"Não discuta comigo! Entre logo nesse maldito prédio!"

Entrei. Fiquei com o fuzil preparado e fui andando. Na sala de entrada, não parecia ter nada de anormal. Na verdade, estava sereno até demais. Dei alguns passos, olhando para tudo o que podia, procurando por algum rastro. Foi aí que ouvi um barulho de algo batendo no chão. Mirei pra lá, mas não encontrei nada. Ouvi então um segundo som, dessa vez de uma porta sendo arrebentada. Olhei e vi um buraco na parede, com uma porta quebrada no chão. Nessa me lembrei do que eu ouvi antes... Dos animais que atacaram recentemente... Dois lagartos, uma cobra e um... Preferi não pensar nisso. Seja lá o que fosse, estava lá embaixo. 
Eu deveria ter perdido a minha sanidade naquele momento, porque eu passei pelo buraco, e desci as escadas que estavam ali. 
Lá dentro, eu encontrei um porão. Dei alguns passos naquela escuridão, e procurei por um interruptor. Me toquei de que não haveria eletricidade, então, deixei para lá. Me limitei à lanterna conectada ao fuzil que eu tinha comigo mesmo... 

Para meu imenso alívio, não tinha nada ali, pelo menos não vivo. Só uma janela... aberta... Ouvi tiros e gritos do lado de fora. Era o meu time. Saí correndo de dentro do prédio, e para o lado de fora. Ao chegar lá, encontrei os poucos que ainda estavam vivos enfrentando o que parecia ser um lagarto mutante. Aquela coisa, seja lá o que ela era, era grande e parecia faminta por carne. Tanto que eu vi pedaços dos meus colegas em seus dentes. 
Puxei o fuzil e tratei de atirar. Diferente do morcego, as balas nem ao menos entravam na pele do animal. Elas ricocheteavam. Quase que levo um tiro no ombro. Passamos um tempo atirando, e era óbvio que nada estava funcionando. 
"CALEB!!", gritei para o último colega de meu time que ainda estava vivo. "Temos que sair daqui! Essa coisa não está nem sentindo as balas!"
Caleb olhou para mim, consentiu, e saiu correndo na frente. Eu dei mais alguns tiros, e fugi. 

Eu e Caleb corríamos lado a lado, vez ou outra olhando para trás e atirando no lagarto mutante. Notei então que fiquei sem munição, com apenas duas balas sobrando. Olhei para trás e dei um tiro certeiro no olho esquerdo do bicho. Parei de correr, tinha de fazer aquela última bala valer tudo. Se eu deixasse a criatura cega, teríamos uma melhor chance de fugir. Mirei perfeitamente, e dei o último tiro. A bala tinha tudo para acertar o olho, mas aquele lagarto era mais esperto do que parecia, e virou a cabeça, de forma que minha bala acertasse sua pele escamosa dura. 
"FILHO DA PUTA!"
Voltei a correr, e cheguei ao lado de Caleb novamente. O helicóptero do grupo Bravo apareceu sobre nós, em chamas. Ele veio, rodando, até que colidiu em cheio com um prédio próximo, e explodiu. 
Imediatamente, puxei meu rádio:
"Equipe Alfa para Base, estamos precisando de reforço!"
O rádio parecia não estar funcionando. 
"Equipe Alfa para Base, estamos precisando de reforço! Por que ninguém responde?!"
O maldito rádio havia parado de funcionar. E logo no pior momento possível.

Caleb atirou um pouco mais no monstro, talvez tentando machucá-lo ainda. Ele ficou com apenas uma bala restando. O pior de tudo, era que o maldito estava nos alcançando, chegando cada vez mais perto. Caleb olhou para mim.
"Um de nós tem que sair dessa Karl."
"Do que você está falando?"
"Acho melhor que seja eu..."
Caleb puxou seu fuzil, e atirou na minha barriga. Fiquei de joelhos, e gritei. 
"CALEB!"
"Adeus, Karl..."
E o maldito se foi, esperando que eu, sua isca, atrasasse o lagarto. A dor daquele tiro era insuportável. 
"CALEB!"
Me levantei, andei cambaleando por mais alguns metros... A dor é muito forte... Caí, inconsciente, no pesadelo que agora estava prestes a me engolir...