quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Viajando.... de novo.

OK, é bacana quando você começa a pensar em um monte de besteira. Só não é bacana quando você pensa em alguma coisa assim no meio da... aula, por exemplo, ou de algo importante.

O mais bacana é que quase todos os meus personagens nasceram de um momento como esse. Sério, muitos deles surgiram assim. Claro, só foram se desenvolvendo quando eu realmente me concentrei...
Só pra constar, se você acha que essa é outro daquelas postagens de conversas sérias, ou de algum assunto sério... Pode esquecer. Até porque, nem tirinha de Retnuh tem pra esse aqui. De qualquer forma, aviso logo que não tem nada a ver e ler isso aqui não vai influenciar em nada na sua vida. Se quiser, pode ir arranjar outra coisa pra fazer; creio que é mais útil do que ver isso aqui...

Bom, voltando... Onde eu estava? Ah! Sim! Pra acabar logo com essa enrolação, vamos ao que interessa. Sim, meu SUPER-DESENHO!! Já tem mais de dois meses que eu comecei esse troço? Sim, tem... Eu realmente estou tão desocupado nessas férias a ponto de não ter nada melhor pra fazer? Defina desocupado, dependendo, a gente conversa.
Certo... OK, meu desenho chegou em sua oitava folha e, essa passou por uns momentos de dúvida. Sinceramente não sabia bem como ia fazer. Custei, custei, custei e... ah, sim! Custei. Não, sério, passei uns 10 minutos olhando pra folha em branco, sem nem ter ideia do que eu ia colocar ali. O meu dilema rolava porque eu havia feito planos sobre como ia fazer a estrutura e talz, só que muita coisa aconteceu no meio-tempo, e muitos planos simplesmente se mostraram impossíveis ou desnecessários, enquanto outros surgiram magicamente (eu ter reencontrado uma revista antiga ajudou no serviço).
De um jeito ou de outro, a página está sendo desenhada, embora eu tenha dado uma pausa. Sim, foi por causa do período de aniversário do Hyrule Map... Bom, também.

Essa oitava página conta com as "divindades" do universo dos Grandes. Como eu ainda estou fazendo a página, e ainda dei uma pausa, só conta com dois personagens. O primeiro foi a minha primeira tentativa de fazer o personagem Firadiff. Ele, e sua barba e bigodes épicos (sério, gostei desses), serão como muitos outros personagens dessa folha: a primeira tentativa. De certa forma, isso é ruim, porque eu não poderei me basear em designs passados...
O segundo que desenhei foi ninguém menos do que Frederick Hart. Sim, o "professor" eterno dos Hart deu as caras. O estilo dele, eu tentei seguir pra parecer com um daqueles professores de educação física, sabe? Roupas folgadas, mas com estilo. Ficou legal, pelo menos para meus padrões. O mais bacana de tudo? Ele ficou com um bigode ÉPICO! Sério, ficou showz!

Agora, a oitava página, talvez por ainda ter só dois personagens, não se compara de forma alguma com as páginas 6 e 7.

A sétima folha foi a que dediquei aos "malvadões" principais (menos o Swert, ele já apareceu antes). Essa página conta com os bonzões, ou malvadões: Harox, Odanta, Máxter e o Xevá, ou parte dele.
Fazer o Harox me custou tempo, MUITO tempo. Demorei demais para arranjar uma "posição" confortável pra desenhar. Ficou legal, mas não exatamente do jeito que eu queria... Pena.
Mas, calma! O Odanta foi outro que demorou. Foi um dos personagens com o design feito pela primeira vez.  No caso, eu já tinha desenhado ele antes, mas não desse jeito... Nessa aqui, ele fica em uma armadura, como se fosse o Darth Vader, sabe? A armadura se reduz só a uma máscara daquelas que a gente vê genericamente por aí, espaciais. Não entro em detalhes porque ele mesmo não tem isso, não muito, mas é algo que vai mudar depois.
O terceiro a fazer foi o Imperador Máxter, único que mantém uma forma de Xenova. Se eu fiz um personagem com uma POSE, foi o Máxter. Ele tá bem ao estilo "eu sou FODA!!", com a espada gigante (que teve de ficar, virou parte dele quase) nas costas. Mudei de forma bem relativa o visual dele, relativa, mas pra melhor. Prefiro ele assim...
O outro foi o Xevá. Os planos para ele era deixá-lo mais no topo, junto do Tales Hart. Só que, no final das contas, achei melhor deixar isso de lado... Bom, ele foi quase impossível de fazer... Foi tão chato que eu abandonei a ideia de um corpo inteiro. Decidi apelar para o "olhar maligno" ao fundo. E... poxa... ficou bom! Simples, mas estiloso.
Na base, eu adicionei uma pequena referência ao "Caos"... Não importa nada disso, deixe para lá.

A sexta folha (sim, eu fui nessa ordem de propósito) foi o momento de um belo dum Dejà Vú. Fui no sótão para pegar uma coisa, e me deparei com uma revistinha que eu fiz em 2006...! Meu desenho ainda estava em seus traços iniciais. Li a revista e, bom, criei tantas ideias, que deixar aquela história obsoleta e completamente abandonada não ia dar certo. Resultado? Refiz muitos daqueles personagens na sexta folha. O título, que roda pelo nome de Lorenzo World Folklore, trata de lendas como lobisomens e vampiros (os de verdade, aqueles malvados à lá Drácula). Na página, só uma personagem, Wing Dutari, foi feita pela primeira vez (e que primeira vez!!). Todo o resto foi reciclado, mas completamente redesenhado. Os que mais sofreram alterações foram Vampight e Ghost. Os demais eu só dei uma melhorada visual, adicionei detalhes e outras coisas. A ideia é lembrar o povo dos séculos XIV, XV e XVI.
Quem faltou nesse desenho? Um personagem que nem aparecia na história original (chamada de Lorenzo Duk), o grande Nil Fores. Isso... Já que Wolf aparece, graças a seus "clones" Ghost e Dutari Wolf, sem falar da referência que é sua filha, Wing, nada mais justo do que Nil aparecer também, certo? O motivo dele não ter dado as caras? Os Grandes só aparecerão no topo do desenho.
Pra vocês terem uma ideia, até aproveitei o "inimigo" principal e o coloquei na imagem (dando base para a sétima folha).

Bom, sabe que isso está me dando vontade de fazer uma revista e postar aqui, certo? O que mata é NÃO TER SCANNER!!! AAAAAAAARGHHHHH!! Ah, nem sei direito... Sério, só de pensar que só sei mexer no paint é algo tão... chaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaato....

Ah, o que será, será! Nem sei, agora que vi o relógio!!! Tá tarde.
Bom crianças, vou indo nessa. Qualquer coisa me deixem um comentário ou falem comigo pelo twitter @Tiranofarl . É mais fácil =)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Teste de Revista em quadrinhos: Irmãos Vicina

OK, eu vim planejando isso faz um tempo. Na verdade, eu fiz o que vocês vão ver abaixo tem uns três anos. Isso explica o porque de meu desenho estar tão... diferente do que estou acostumado a fazer. A revista em questão eu iria chamar de "Os irmãos Vicina". Era a época em que eu estava lendo HQ's, por isso tentei seguir o estilo das mesmas. A ideia original era fazer uma brincadeira com algo tipo os filmes MIB, mas acabou que mudando 100% de estilo. Você vê abaixo a primeira tira que fiz por computador (infelizmente creio que a última também).
Essa edição está incompleta, só tem as páginas do primeiro capítulo. 













segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Metidos a espertinhos

Se existe uma coisa, ou melhor, um tipo de pessoa, que eu não acho muito legal, é aquele "espertinho", aquele que se acha muito inteligente pra esse mundo e sai criticando tudo o que ele vê pela frente, não porque ele não tem mais o que fazer, nem porque ele tem um argumento bom com ele. É simplesmente porque ele considera a dita coisa inferior demais para seu intelecto.
Momento pensante do texto, sim? Você, pessoa esperta que lê esse blog, o que você acha melhor fazer quando você está assistindo TV e um programa que você não gosta começa a passar? Xinga muito no Twitter, como uma criancinha mimada e sem noção? Ou simplesmente muda de canal e procura um programa que você prefere, como a pessoa sensata, ética, e de bom caráter que você é?
Não sei vocês, mas eu prefiro mudar de canal, ou simplesmente desligar a televisão e fazer outra coisa. Como o Retnuh!!

Ignorem a mensagem subliminar no final...
É, eu sei que 99,99% do mundo odeia ele, assim como meu estilo de fazer quadrinhos é estranho e quase sem sentido. Sou amador, me deixa tá?!

De qualquer forma, o pensamento é o seguinte: existe gente nesse mundo que se acha intelectual demais e acredita que certas coisas devem deixar de existir ou simplesmente sair desse mundo e ir visitar os Incas Venuzianos (referência!!). Claro, também tem gente que pensa assim, mas respeita a opinião e o gosto dos outros. Mas, como estou escrevendo isso aqui pra falar do primeiro, falaremos só do primeiro.

Para mim, o BBB é um programa muito do chato, simplesmente porque não gosto. Sei lá, acho que durante o período da noite, eu posso fazer coisas mais produtivas. Sim, eu sei que tem o pay-per-view, mas é aquela: pra mim é chato do mesmo jeito... Simplesmente não possui apelo nenhum pra mim, só isso. A única coisa que eu acho boa são as charges do Maurício Ricardo, só que essas eu vejo no site dele, então que se lasque.
Agora, para um "metido a espertinho", tem que falar do programa pra onde vai, não assiste de maneira alguma, critica quem assiste, critica quem trabalha no programa, fala mal no twitter, no facebook e por aí vai... Esse tipo de espertinho é engraçado porque ele fala mal dessas coisas, mas quando os outros vão falar mal de coisas que ele gosta, ele fica puto, e diz algo do tipo "Vocês não entendem a genialidade da coisa tal", ou "Essa coisa é boa demais pra vocês", ou algo parecido.
Sim, isso é uma crítica a essa forma de ver as coisas. Até porque, me perdoem, mas eu acho isso uma burrice.
Vamos para um exemplo mais básico: você tá paquerando com a menina do outro lado, vai falar com ela e descobre que ela é SUPER fã de BBB, não perde um dia e tem pay-per-view. Você, meu caro leitor inteligente, o que faz? Dá uma de cretino babaca bom demais pra esse mundo e dá meia volta? Ou aceita o fato de ela gostar de BBB e dá uma chance? (meninas, a recíproca também vale, viu?).

O legal é que o povo esperto diz que o BBB é uma MÁQUINA ALIENADORA que faz as pessoas não perceberem que a Globo é a MÁQUINA ALIENADORA SUPREMA!! Nossa... Que exagero.
Acho isso engraçado porque eu acho que o que a Globo faz também é feito pela Record, pelo SBT, e pelas outras. É tanto que tem gente no Facebook pedindo, ou melhor, reunindo mais gente, pra fazer um boicote e não assistir a Globo no dia 25. Nessa, eu compartilhei e zoei, dizendo que é melhor boicotar logo a Globosat inteira, nada de assistir GVT, Multishow, Universal Channel, os Telecines, ah e a Playboy TV tamém! ÉÉÉÉÉÉÉÉ! Aí eu quero ver quem vai ser o "lôco de preda" que diz que a Globo é ruim. Ora, já que vamos fazer um boicote, FAZ UM QUE QUEBRA MERMO NÉ?!
Só que, se você pensar bem, vai perceber que a ideia não vai ter muito fruto, até porque o pessoal que diz não à Globo ou fura no último segundo, ou não está em número suficiente para fazer uma grande diferença, então... Aceitem, a Globo é assistida pelo Brasil inteiro.
Se eles vão fazer ou não, pouco me importa, eu não assisto Globo mesmo. Prefiro o Cartoon, a Nickelodeon, a Fox e por aí vai, né?

Bom, pra fechar isso aqui (que está ficando incontrolavelmente divertido), dá pra dizer que os adoráveis metidos a espertinhos gostam de falar que coisas como o BBB são instrumentos de alienação, assim como as novelas da globo (que vem ficando cada vez mais poéticas, pelo menos a das 9) e tudo o mais. Poxa vida, eu acho que alguns deles fazem essa fala com a mesma linha de pensamento de um monte de doido que diz que sofreu bullying só porque olharam torto pra ele (é sério, já ouvi falar de um caso como esse).
Alguém mais lembra da Lady Kate Middleton e do Príncipe Williams no ano passado? Lembro que foi a coisa, todo mundo parou para assistir o casamento dos sonhos. Aí, vem os assuntos desse papo, "ISSO É ALIENAÇÃO PURA!!"... Véi... Na boa... Véi... Alienação...? Certo... E o Call of Duty que muitos passam o dia todo jogando não é nem um pouco alienador certo? E quem passa o dia no Facebook...? Cara, qualé... Não, sério, é chato, muito chato isso... O casamento real não tem nada de alienante, até porque, só aconteceu uma vez, não vai se repetir, e tudo o que fez foi deixar muitas pessoas esperançosas de ter o casamento perfeito. Qual o problema disso? Se você não gosta, faça que nem o Retnuh! Arranje outra coisa para fazer!

Eu podia passar a semana falando nisso. Só não continuo porque eu tenho certeza de que vou me repetir muito, além de citar exemplos que eu acho que todo mundo já conhece. Eu bem que queria mencionar o Michel Teló aqui, mas vou deixar para uma nova oportunidade depois...
E, antes de mais nada, vai aquela: tudo o que eu mencionei acima é verdade e é bem comum de se ver. Se você se sentiu ofendido, me perdoe, mas é porque você se familiarizou com os sujeitos que mencionei. Se você acha que deve mudar, sempre há uma chance!
E eu vou ficando por aqui. O que você acha do que eu disse? Concorda? Tem algum caso diferente? Gostaria de compartilhar uma experiência? Gostaria de falar mal da tirinha do Retnuh? Sinta-se à vontade para comentar!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A Cidade Fantasma - Prólogo, parte 2

"Os gritos agoniantes daquele morcego me acertaram em cheio depois que me tiraram daquele estacionamento. No caminho de volta para as ruas, senti os efeitos: cabeça doendo insanamente e as duas orelhas sangrando. Eu fiquei tonto, tudo ficou borrado pra mim. Os sons que eu ouvia estavam abafados. Não entendi nada que meus colegas me falaram. Minha respiração ficou pesada, e minha cabeça parecia que pesava uma tonelada. Nunca me senti tão ruim na minha vida...
Como se isso não bastasse, comecei a reimaginar os corpos dos meus colegas. Então, me lembrei de quando cortei o pescoço do animal. Todo o sangue e vísceras que apareceram naquele minuto começaram a povoar minha mente. Fiquei com náusea. Tive uma terrível vontade de vomitar. 
Acho que, se eu não estivesse sendo carregado, teria caído e vomitado ali mesmo. Sem falar que eu morreria afogado no meu próprio vômito, por causa da máscara de gás... Só de pensar nisso...
Eu procurava pensar em outra coisa, pra afastar o desejo, mas pra onde eu olhava, eu lembrava de sangue. Tudo na minha frente, nos meus lados, tudo, parecia banhado em sangue. Percebi que não aguentaria por muito tempo... 
Tentei pedir a meus colegas que me ajudassem a tirar a máscara. Só que a náusea e a dor de cabeça não me deixavam nem ao menos abrir a boca pra falar. Por um lado, eu não conseguia nem ficar de pé, nem pensar direito. De outro, eu vomitaria se abrisse a boca. 
Aquela caminhada pro lado de fora parecia uma eternidade... Cada segundo durava mais de um dia pra mim. Pra mim, tudo estava ensanguentado, e cada corredor daqueles estava pior do que o outro. As coisas só melhoraram quando meus sentidos voltaram, em parte, e eu fiquei capaz de ouvir novamente.
'Aqui é o líder do time Alpha. Responda Comando. Responda.'
Era Viktor, líder do time aliado. Acho que ele já tinha pedido ajuda para o comando da KGB antes, e também acho que eles não estavam respondendo. 
'POR DEUS! RESPONDA COMANDO!' 
Estive observando, e notei que ele tinha ficado pálido, além de muito frustrado. 
'PORRA! POR QUE ELES NÃO RESPONDEM?!'
Eu olhei pra frente, e percebi que nós finalmente chegamos na saída. 


Lá fora, o céu estava bem mais escuro do que antes. Os minutos em que estivemos dentro daquele prédio foram o suficiente para que o caos ficasse ainda pior. Vimos mortos em todo lugar. Alguns deles estavam desfigurados, outros não... Viktor saiu correndo na direção de Andrii, nosso general, que estava presente. Enquanto isso, um grupo de paramédicos me pegaram e me levaram para um posto de saúde improvisado que fizeram ali perto.
'Gal. Andrii! Que porra aconteceu com as comunicações?! Pedimos reforços há uns dez minutos, e a merda do comando nem ao menos responde!'
'Também percebi isso, capitão. Perdemos comunicação há pouco tempo. Você não foi o único que apareceu e reclamou... Teve alguma perda?'
'Sim... Jalovich, Koffenton e Ramón; todos mortos. Sem falar que Karl está em péssimas condições...'
'Entendo... Reúna sua equipe, e a de Koffenton. Traga todos para frente daquela vã. Temos más notícias.'
Viktor olhou para seu time, com um olhar assustado, e preocupado. Vi nos olhos dele qual era sua preocupação. O pior de tudo é que eu já esperava isso...
Andrii se afastou e começou a chamar a atenção de todos os que estavam ali. Viktor fez o mesmo, apontando ao local que deveriam ir. Tentei me levantar, mas um dos paramédicos me impediu, só que ele não colocou muito esforço, estava tão quebrado que eu mesmo não fui mais do que dois centímetros. Eu olhei para o lugar que Andrii indicou. Fiquei observando os nossos homens se aproximando. Apesar das máscaras de gás, a maioria deles expressava que estavam deprimidos. Eu não podia culpá-los. Eu mesmo estava com uma vontade grande de morrer. Não só por causa da dor que eu estava sentindo na cabeça, que era quase insuportável, mas também porque perdi três de meus amigos ali, sem falar que aquele lugar era o inferno na terra. 
Todos os soldados estavam ao redor daquela vã. Muitos de nós estavam preocupados, com medo das ditas 'más notícias' de que Andrii falou. 
Ele ficou em nossa frente, mas precisamente no meio de todos nós. Ele deu um suspiro, mostrando que ele mesmo não estava lá tão animado assim.
'Colegas. Como todos vocês já sabem, estamos no meio de uma crise. Nesse exato momento, metade do mundo já sabe desse trágico acidente. No entanto, é tudo isso que eles sabem. O que vou revelar a vocês agora é um segredo de estado. Nem mesmo Gorbatchev sabe disso. Os únicos que sabem disso são vocês e poucas pessoas da Inteligência.'
Nesse momento, me senti impressionado. Estávamos diante de algo tão secreto que nem ao menos nosso presidente sabia?
'Essa explosão causou uma imensa nuvem radioativa, e essa mesma nuvem agora cobre toda a cidade de Chernobyl, sem falar de seus arredores. A radiação de que falo não causou apenas morte, ela também mudou certas espécies de animais para criaturas bem mais agressivas, como creio que vocês já sabem. Senhores, vocês estão dentro de uma cidade fantasma, mais precisamente, dentro de uma história de terror.'
Andrii continuou a falar, mas eu não prestei atenção. Comecei a refletir sobre as palavras dele. Existia um motivo para ele ter nos falado aquelas coisas. 
Estávamos em uma cidade povoada por criaturas que sofreram mutação e se tornaram agressivas e monstruosas. Se ninguém ficasse, era óbvio que elas iriam se multiplicar, que iriam atacar a União Soviética inteira. O jeito que Andrii estava falando, sua chateação, era óbvio que ele ia mandar alguém ficar. Alguém tinha que ficar de guarda para ter certeza de que os animais iam permanecer aqui. Percebi então a merda. Ele ia escolher alguém, ninguém seria louco de ficar aqui por vontade própria. 
Nesse mesmo momento, me arrependi de cada segundo que tive no meu trabalho. Desejei nunca ter saído da minha cama na noite passada; desejei nunca ter atendido aquele telefonema; desejei nunca ter entrado na KGB; desejei nunca nem ter sonhado com isso; desejei estar longe dali, sem ter de me preocupar com essas coisas.
Andrii começou a apontar nomes, e cada um que ele chamava ou ficava muito puto, ou ficava em silêncio, com a cabeça baixa. Admito que fiquei um pouco feliz por estar completamente destruído naquele momento. Acho que nunca fiquei tão feliz por estar com a cabeça doendo.
Andrii passou uns cinco minutos apontando nomes, de pessoas que ficariam. Não fiquei surpreso quando ouvi o nome de Viktor. Ele era um dos melhores soldados que já conheci. Fora ele, mais uns trinta soldados foram escolhidos. Todos eles ficaram muito chateados, mas ficaram. 


Minha cabeça começou a pesar depois disso. Tudo, tudo ficou borrado e foi escurecendo. Acho que tinha aguentado aquela dor tempo demais. Desmaiei assim que os soldados começaram a se separar...


...
...
...
...
...
...
...


Acordei cinco horas depois. Ainda estava processando o que raios tinha acontecido. Comecei a achar que era apenas um sonho ruim, um pesadelo. Quando olhei ao redor, me toquei da verdade.
Estava dentro de uma ambulância, sendo levado para Moscou. Minha cabeça estava bem melhor, e eu não era o único deitado em uma maca. Acho que encontrei mais seis soldados ali. Dois deles já estavam recuperados, outros estavam em estados bem piores do que o meu.  Me sentei e encontrei Andrii, que estava lá também. Passei alguns segundos olhando para ele, então baixei a cabeça e fiquei reimaginando aquelas cenas no estacionamento. Meus três amigos mortos, aquele morcego, os gritos dele, o sangue saindo de seu pescoço... Tudo voltou à minha mente. Não sei bem como fiquei quando pensei nisso, mas Andrii se aproximou de mim.
'Vinstöffen, você está bem?'
Olhei para ele, e só então percebi que estava falando comigo.
'Já estive melhor, senhor...'
'Pensei que você estivesse em piores condições, mas acho que não vai precisar passar por nenhuma consulta médica, certo?'
'Acho que não, senhor.'
'Estamos a caminho de Moscou. Já falamos com sua esposa.'
Fiquei em silêncio. 
'O que me lembra. Vinstöffen, você não deve falar nada do que você viu para ela, nem para ninguém. Estamos entendidos?'
Estava pensando nisso... Mesmo que eu quisesse, eu não teria cara para falar com Ivana a respeito do que eu vi, muito menos do que pensei e senti naquela hora. Por outro lado, omitir a verdade de Ivana era algo que eu não iria conseguir fazer, e se fizesse, não ia sair direito. Olhei para Andrii.
'Entendido, senhor...'
Ele se afastou de mim.


Ainda demoraram mais alguns dias para que chegássemos em Moscou. No caminho, fomos deixando soldados nas cidades. Chegamos lá em um típico jipe militar. Saí dele por conta própria, estava completamente curado, embora minha mente ainda estivesse abalada. Eu nem ao menos estava notando as coisas ao meu redor. Quando desci do jipe, quase que imediatamente fui abraçado por Ivana. Mas, eu nem ao menos notei. Só fui perceber quando ouvi a voz dela...
'Graças a Deus você está bem!'
Olhei para ela, e retribuí o abraço... Fechei os olhos e aproveitei aquele momento...
No final das contas, estava feliz por ter voltado para casa. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Como é fácil criticar...

Tava hoje olhando uns sites, me preparando para continuar o período de aniversário do Hyrule Map e talz, quando eu me deparo com um advertising de nome Memorial 11/9. É, um memorial para a destruição das torres gêmeas dos Estados Unidos. Isso imediatamente me lembrou do período da morte do Bin Laden, ano passado. Tinha muita gente na época que achava que "comemorar" a morte dele era algo trágico, horrível.
Cara, nunca fui de gritar aleluia quando alguém morre, e claro que não fiz a mesma coisa. Acho que, diferente do que os outros diziam, eu não achava ruim que as pessoas comemorassem, muito menos achei bom. Eu só entendia. Quando se estuda em uma universidade cheia de socialistas e gente certinha, acredite que você não vai ouvir nenhum elogio aos Estados Unidos, e não digo só do presidente, e sim das pessoas que moram nele também.
Do jeito que as coisas estavam naquele dia, dava pra pensar que o pessoal de lá era adepto do terrorismo e concordava com quem dizia que os Estados Unidos são o "Grande Satã". Claro que estou exagerando, mas daria para pensar nisso.
Só ouvi críticas aos estadunidenses, algumas aceitáveis, outras mais ou menos e outras bem absurdas. Como o grande covarde que sou, fiquei na minha, mas eu ficava pensando: "Engraçado... Se as pessoas que esses caras amam tivessem morrido naquelas torres, tava todo mundo chorando de alegria". Curiosamente, um colega meu falou essa mesma frase depois.
O que quero dizer é que é muito fácil falar mau dos outros, dizer que o trabalho do outro não presta, ou dizer que ele mesmo não presta. Isso é muito besta de fazer, assim como é difícil fazer uma crítica a algo que você gosta.

É ridiculamente fácil eu chegar pros outros e falar "seu deus não existe" ou "seu deus não presta", e é ainda mais fácil chegar e matar todo mundo que não acredita no que você acredita. Isso é ridículo de tão fácil. E isso vale para tudo, não só para a religião ou a opinião.

Eu sou abençoado por aceitar os pensamentos e as opiniões das pessoas (eu pelo menos tento). Claro, sempre tem aquela frase ou outra que me perturba e que eu não concordo, sou um ser humano e estou fadado a não gostar de certos pensamentos, palavras ou atos, mas respeito a opinião das pessoas.

Hoje, eu estava assistindo o South Park, programinha cruel mas estranhamente divertido. Hoje, passou aqueles dois episódios nos quais o Eric Cartman vai ao futuro. No episódio, um dos personagens diz que o mundo seria bem melhor sem Deus, com as pessoas acreditando só no poder da ciência. Quando o Cartman vai ao futuro, ele encontra um mundo sem Deus, só com ateus. O engraçado é que o mundo ateu do futuro se dividiu em três grupos e eles guerreiam entre si porque acreditam que sua ciência é melhor do que as outras, mais lógica do que as outras. Essa é a piada. Quando, de uma forma muito estranha, Cartman consegue acertar as coisas no passado, o futuro passa a ser um local diferente, onde todos aceitam o pensamento dos outros, e acreditam que "uma única resposta para a pergunta é uma resposta errada", pois... não há uma única resposta. No caso, eles explicam que não existem mais os "ismos", como o judaísmo, o islamismo, o cristianismo, ateismo e por aí vai, porque os mesmos, apesar de serem bem aplicados nas mãos de pessoas racionais (os religiosos do dia-a-dia que aceitam os outros, por exemplo), podem causar um terrível estrago nas mãos de pessoas irracionais (grupos extremistas, no caso).
Depois de assistir esse programa, que acabou há pouco na verdade, percebi que nunca pensei por esse lado. Os ismos continuariam vivos, mas como ideias e apenas para aqueles que acreditam neles.
Se eu fosse desse futuro, eu acreditaria em Deus, em Jesus, na Santa Virgem Maria, nos Santos e em toda a doutrina pregada pelo catolicismo que me foi ensinada, e aceitaria e respeitaria a opinião dos outros, assim como eles fariam o mesmo comigo.
Claro, esse futuro seria perfeito, ao menos por uma parte.


Outra coisa que aconteceu foi que eu estava no site do Maurício Ricardo, o Charges.com.br, e a última charge que ele tinha colocado contava, em um "futuro não muito distante", como seria o último show de stand-up. Era interessante porque o humorista mal poderia contar uma piada que logo era cortado, porque a platéia acreditava que ele estava fazendo uma direção ofensiva a uma raça, gênero, opção, opinião, enfim, porque eles eram politicamente corretos demais. Mandei um e-mail para o Maurício Ricardo, só comentando o que eu achei, a respeito do tema, e revelando que tinha medo de viver em um mundo como o retratado na charge.
É por isso que gosto das charges dele, elas são muito engraçadas, mas fazem você refletir a respeito das coisas.
Voltando. Se existe uma coisa que era boa, mas virou uma peste, é essa de ser politicamente correto. Caramba cara, haja saco! A pessoa nem chega a fazer uma única piada e já pode ser processada por agressões verbais. AH, vá!
Eu acho que já comentei sobre isso aqui, mas é só para vocês terem ideia de como isso me deixa louco.


Bom, eu acho que enrolei demais =P Tenho que fazer a postagem que prometi agora. Obrigado pela sua atenção. Valeu pessoal!