segunda-feira, 27 de junho de 2011

Coisas novas por aqui

Eu sei que demorei pra mostrar como as coisas estão andando mas, pelo que parece, o lugar tá tão deserto como sempre. Tudo bem, sem preocupações, é bom que eu vou experimentando as coisas aqui até que fique tudo legal =D!

Adicionei o uso das janelas. Achei muito legal, tão legal que passei a idéia pro Hyrule Map também! Esses caras do blogger tão aparecendo com umas idéias muito legais esses dias. Bom, seguinte, uso do Paint, que era coisa normal aqui, tá fora de questão. Tive que mudar o sistema operacional do meu computador de Win XP pra Win 7. O Paint do 7, apesar de ter muitos recursos legais, é bem complicado e acaba por me matar, simplesmente por eu não ter mais aquele conforto que eu costumava ter... Resultado, vou ter que pensar em outra forma de colocar imagens... Infelizmente, vai ter que ser por scanner. É bom que eu mato de uma vez por toda a suspeita que muitos tem que eu não sei desenhar com lápis e papel! Assim que eu conseguir um scanner (que vai demorar muito), vou colocar algumas imagens. Quero ver neguim botar defeito por causa de "preconceito" por aqui mano!
Agora, se alguém pensar que eu sou um Da Vinci... Ferra. Mas, modéstia à parte, acho que eu sei desenhar muito bem pra quem nunca teve aula de desenho e tal. Eu disse: modéstia à parte!!
Nesse instante, acho que vou explorar um pouco mais esse recurso das páginas! Vou separar os vídeos do Greats Wars e mandar bala! Só tem um problema... Como é que eu vou fazer os próximos episódios...?
Penso nisso quando eu conseguir uma forma de mandar desenhos pra cá.
Alguém (?) leu o prólogo da Cidade Fantasma? Maaaano! Aquilo sim é que é um textim bom de ler! Minha especialidade: sem imagens pra tomar meu tempo e atrapalhar na leitura, só as boas e velhas palavras. Se eu tivesse uma equipe... tentava fazer uma adaptação em live-action/vídeo! Mas claro, não podia ser em Chernobil! É sério, a verdade da TG TV é mandar histórias! Não desenhos (eles são legais e tudo, mas podem ser dispensados, em minha opinião!). Se alguém quiser saber mais sobre isso, é só ver na página "Sobre esse blog"!

E é isso aí... Doido, como sempre, mas indo! Vou adicionar a página "Greats Wars" agora mesmo! E depois, tirar um cochilo. Hoje tem seminário, de novo...

sábado, 25 de junho de 2011

Como treinar o seu Dragão - Resenha

A equipe da DreamWorks Animation é fantástica. Todos os filmes (senão a maioria) produzidos por ela (a equipe) geralmente são ótimos sucessos de crítica e de público. Não é diferente com a animação Como treinar o seu dragão, livremente baseada em livro de mesmo nome.

Não deixe nada enganar você. Como treinar o seu dragão é um dos melhores filmes de animação dos tempos atuais

Se alguém pedir minha opinião, acreditem quando digo que Como treinar o seu dragão é uma de minhas animações favoritas. O roteiro, o estilo, as músicas, os personagens, tudo está em perfeita harmonia e tão natural. Ao assistir o filme, rapidamente me senti dentro daquele mundo.

O enredo do filme circula Soluço (Hiccup), um jovem viking que vive na ilha de Berk. Os vikings do local sofrem de uma certa "praga" que sempre ataca seus rebanhos de ovelhas: dragões. O sonho de todo viking é matar um dragão, e isso não é diferente com Soluço. Em uma certa noite, Soluço chega perto de conquistar seu grande sonho: com um atirador, ele consegue derrubar um lendário Fúria-da-Noite, o mais temido tipo de dragão. No entanto, quando ele está prestes a matar o dragão, um sentimento de culpa o toma e ele acaba o libertando. Isso abre uma possibilidade para que Soluço e o dragão (chamado depois de Banguela -Toothless-) se tornem grandes amigos. A história roda, principalmente nessa amizade e nos grandes obstáculos que ela enfrenta.
É interessante ver que a história do filme se mantém normal e perfeitamente natural, nunca mudando para um aspecto diferente. Afinal, ela por si só já chama atenção. Não demora muito para que você se sinta imerso no mundo de Berk, isso graças à excelente narrativa. Os próprios personagens são excelentes, cada um com personalidade e estilo diferentes, e, nessa, eu dou destaque para Soluço e Banguela.

Uma amizade quase que proibida acontece entre Soluço e Banguela
   Os dois protagonistas talvez sejam os personagens que são mais explorados e desenvolvidos do filme (o que era de se esperar, certo?). Em especial, esse desenvolvimento acontece mais durante as cenas de interação entre os dois que, acredite, não são poucas. O início é mais uma relação de curiosidade por parte de Soluço e total desprezo de Banguela. Eventualmente, ambos os personagens se tornam grandes amigos, um dos fatores sendo por Soluço tentar concertar uma parte da calda de Banguela, que o auxiliava no voo. Rapidamente, ambos se tornam amigos inseparáveis.

Como eu disse, a narrativa e os personagens de Como treinar o seu dragão são brilhantes. Mas, o que dizer dos demais fatores do filme?
Creio que posso começar com a trilha sonora. Talvez, esta seja um dos pontos mais fortes do filme quando se diz em chamar atenção. Muitas das músicas são marcantes, em especial a música introdutória, a música de Soluço e Banguela treinando, o primeiro voo de Banguela com a asa reparada, as músicas da batalha ao final e, claro, a própria música final. São excelentes obras realizadas por ninguém menos que John Powell. Você pode curtir uma dessas músicas no vídeo:



Essa trilha sonora é tão cativante, que foi a que me fez repensar duas vezes sobre trilhas de filmes, e também foi a que abriu meu interesse nelas.

Um ponto final que eu gostaria de acrescentar seria o estilo gráfico escolhido no filme. Obviamente, Como treinar o seu dragão tem como público-alvo as crianças. Para isso, um filme em animação com visual realista não poderia ser agradável. Escolheram, então, um estilo artístico mais cartunesco (o visual, não as cores).

O estilo cartunesco foi a melhor escolha para um filme como este. 

Quando se trata dos personagens humanos, o estilo cartunesco é fácil de ser percebido, tendo como personagens mais visíveis Estóico (Stoic), Astrid e o próprio Soluço. No entanto, quando se fala dos dragões do filme, eles são os mais variáveis. Enquanto Banguela tem um visual mais "bonitinho e fofo", outros dragões tem um estilo mais sombrio, como é o caso de Red Death.

Red Death e seu estilo sombrio e, de certa forma, assustador, em contrapartida com...

...Banguela e seu estilo fofinho e bonitinho. Tudo é uma questão de personalidade.
Os dragões tem suas personalidades reveladas através dos estilos escolhidos. O melhor exemplo disso é, mais uma vez, Banguela. Por ser o dragão mais visto e amigo de Soluço, Banguela se mostra mais inofensivo, com olhos grandes e curiosos, junto de expressões muitíssimo... expressivas (?). Agora, Banguela não é fofinho o tempo todo, existindo momentos em que ele adota um visual bem mais agressivo, lhe fazendo se perguntar onde está toda a fofura que estava ali há pouco tempo. É um exemplo como o da imagem.

Como um gato, Banguela consegue estreitar suas pupilas, indicando raiva ou alegria


Em resumo, Como treinar o seu dragão é um dos melhores filmes da atual geração de animações. Narrativa excelente, música marcante, estilo épico e bem aplicado. Foi até um dos indicados ao Oscar de melhor animação, perdendo para Toy Story 3. Implacável e genial, são duas palavras que definem essa pérola da DreamWorks. 

Altamente recomedado!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Cidade Fantasma - Prólogo

"Parece que foi ontem.  Eu estava muito bem, vivendo minha vida normalmente, lá em Moscou. Tudo estava tão perfeito... Tinha o emprego dos meus sonhos, a mulher da minha vida, tudo o que eu sempre quis. Todos conheciam meu nome: Karl Vinstöfenn, o homem mais sortudo da União Soviética, senão, o mais feliz. Minha vida estava perfeita... estava... perfeita... 
Meu paraíso ruiu muito rápido... Eu lembro que tinha acabado de ter uma noite daquelas que você quer que dure pra sempre. Eu recebi um telefonema, dizendo que o pessoal de Chernobil tinha começado a fazer alguns testes na usina. Disseram que existiam riscos. Alguma coisa a ver com o moderador ser à base de grafite. Não dei a mínima. Eles sabem o que estão fazendo eu disse... Agora, mais do que nunca, acho que eles não sabiam... 
Durante aquela mesma noite, acho que umas três horas depois, eu recebi um outro telefonema, dizendo que o pessoal da KGB estava indo para Chernobil. Karl, um dos reatores detonou! As diretorias da KGB mandaram algumas tropas para lá! Eu ainda estava meio zonzo. Estava dormindo naquela hora.   É melhor você se arrumar e pegar suas coisas! Gorbatchev mandou todos para lá, todos Karl! Acho que falei umas três palavras, não lembro quais. Ivana ainda estava dormindo quando me levantei e fui colocar meu uniforme. Eu estava amarrando as botas quando senti a mão dela tocar em minhas costas. O que aconteceu, Karl? Onde você está indo? parei de amarrar a bota e olhei para ela. Ela ainda tinha sono, mas estava bem preocupada. Aproximei minha cabeça da dela e coloquei minha mão em sua face. Recebi um telefonema importante. Estão pedindo que eu vá para Chernobil. Ela olhou para mim: Não pode deixar para amanhã? Baixei os olhos e olhei para ela de novo: Infelizmente não... É urgente. Mas verei você em breve Ivana. Dei-lhe um beijo na testa, coloquei o resto do meu uniforme, amarrei o sabre que eu recebi na KGB, entrei no meu carro e segui caminho.
A situação em Chernobyl estava terrível. Me encontrei com minha equipe a cerca de 90 km da cidade. Pior acidente do que a bomba americana no Japão disse um deles. Naquele mesmo local, colocamos um equipamento anti-radiação. Se passássemos dali sem aquele equipamento, teríamos sérias chances de câncer no futuro. Entramos em um carro blindado daquele ponto e seguimos em frente. Os céus estavam cinzentos, muito cinzentos naquele dia. Nós chegamos dentro de algumas horas depois. Mal entramos na cidade quando vimos o caos estabelecido. Milhares de carros saindo, o terror nas pessoas, o céu escuro e o fogo lá do outro lado. 
Quando chegamos, ouvi alguém comentar que uma segunda explosão quase aconteceu, Teria dizimado toda a União Soviética e parte da Europa. Engoli seco, pensei logo em Ivana. Eu olhei para os lados e vi o pessoal do exército seguindo para a usina. Nós, da KGB, recebemos armas e nos mandaram seguir para o outro lado. Mantenham isso em segredo: a radiação atingiu diversos seres vivos e parece que eles mutaram. Tive vontade de rir, não vou negar. Entregaram-nos diversos fuzis AK-47. Quando peguei aquela arma, eu tive certeza que não estavam brincando.
Eles nos dividiram em grupos de cinco e nos mandaram para um prédio próximo. Ficamos com as armas preparados e seguimos sem medo até o prédio. Quando chegamos no prédio, cada grupo se separou, a fim de cobrir mais território. Eu segui com uma outra equipe, juntos, descemos até o estacionamento do prédio. 
Usamos as mesmas manobras que utilizávamos em missões mais... normais. Observamos cada curva e cada corredor antes de chegarmos ao estacionamento. Quando chegamos lá, nos deparamos com um local muito escuro, embora estranhamente úmido para um local que, há menos de 10 horas, estava sendo utilizado. Eu e meus colegas decidimos nos separar para cobrir o local. Ligamos nossos rádios e nos dividimos, cada um foi para um lado. 
Passamos cerca de cinco minutos rondando a área. Cinco minutos de puro e absoluto silêncio. Tudo o que nós ouvíamos eram os nossos passos. Houve um momento em que nós decidimos parar, pois, se existia algo a ser encontrado, não estava ali. Silenciosamente, seguimos para a porta. Foi aí que um som diferenciado se deu. Um bater de asas peculiar.
Não sei bem o que foi aquilo, mas, talvez por instinto ou mera coincidência, todos nós olhamos para trás. Foi quando vimos o que estávamos procurando: o animal radioativo.
A criatura parecia com um morcego, mas era insanamente maior e, pelo que eu vi, não estava ali só para beber sangue... Carne também parecia um atrativo que ele não recusaria. Todos nós puxamos nossos fuzis e começamos a atirar. É só um morcego! disse um de nós. As balas pareciam surtir um efeito, mas não era o efeito desejado... Atiramos como nunca, embora eu estivesse rezando que não tivesse de carregar até que a coisa morresse. Os estalos de armas vazias não tardaram... Um de meus colegas jogou o fuzil pro lado e puxou uma espingarda que ele trouxe. Atirou sem dó. O monstro sentiu o impacto do tiro, como esperado, mas acertou o pobre homem com um golpe tão violento que, quando acertou o homem, fez um estalo forte, junto de um som enjoante. Quando ele caiu alguns metros atrás, estava tão desfigurado que não acreditamos que era ele... 
Eu estava me tremendo até a base. Estava muito chocado para me mexer. Um de meus colegas teve que chamar atenção pra que eu pudesse voltar a mim. Olhei para o morcego, que estava devorando meu agora destruído colega e recarreguei o meu fuzil. Eu não parava de tremer, mas tentei mirar na nuca daquele monstro. Baixei a arma e mudei de automático para tiro único. Mirei de novo. O morcego não estava mais lá. Olhei para os lados, assim como meus colegas. Onde ele foi?! Olhei para o cadáver de meu colega. Ele estava morto, devorado e horrivelmente desfigurado. Fiquei com náusea só de olhar para ele. Morto, desfigurado... Morto, desfigurado... Morto, desfigurado... fiquei com essas palavras rodando na minha cabeça. O silêncio estava estabelecido novamente, pude ter certeza...
O nosso líder puxou um rádio e começou: Time Beta e Alpha, no estacionamento do prédio. Precisamos de reforços! Uma... coisa nos atacou. Jalovich está morto. Repito, precisamos de reforços. Comecei a ouvir um som baixo, mas agoniante: parecia um bater de tecido... Preparei o fuzil, o colocando para Automático novamente e comecei a prestar atenção. Estão ouvindo isso? perguntei. Todos que estavam próximos prepararam suas armas. Um bater de asas mais rápido. Olhei para trás. Onde está o Koffenton?, nosso líder havia sumido. Outro rápido bater de asas. Agora Ramón sumiu! Éramos alvos fáceis. Temos que sair daqui, agora! Um corpo foi jogado contra a porta que usamos. Era o de Ramón, terrivelmente devorado. Nos assustamos quando vimos seus intestinos no lado de fora, assim como parte de seu cérebro e crânio expostos. O bater de asas retornara, e estava mais forte. KARL! ATRÁS DE VOCÊ!! O desespero tomou conta de mim e, por instinto, me virei para trás e atirei para todos os lados. O som de bala ricocheteando era muito irritante, mas eu não estava ligando para isso. Mesmo depois de ter ficado sem munição, eu continuei pressionando o gatilho, na esperança que mais alguma bala saísse por milagre. Atirem, rápido! foi a frase que me fez sair do estado de pânico. O morcego estava se contorcendo quando balas e mais balas começaram a voar nele. Não sei bem como foi, mas o morcego estava em dor. Será que foi por causa dos meus tiros que bateram na parede e fizeram todo aquele barulho? Ele estava como se estivesse ajoelhado, encolhido na minha frente.
Voltei a mim por completo e vi que um golpe certeiro iria matar o monstro. Puxei o sabre que eu tinha amarrado na cintura e, com toda a minha força (ainda mais motivada pelo medo e tensão) enfiei no pescoço do morcego e saí rasgando. Dei um grito enquanto reunia mais e mais força para destruir aquele maldito. Meus braços tremiam com a força que eu apliquei. Fui rasgando o pescoço com meu sabre, rasgando, pensando nos três colegas que eu tinha perdido. O grito agudo do morcego gigante ecoava pelo estacionamento. Todos lá dentro taparam os ouvidos. Menos eu. Estava tão tomado pela raiva e frustração que não ouvi som algum. Tirei o sabre do pescoço daquele monstro por um momento, só para dar um golpe forte o suficiente para cortar o pescoço do morcego por completo. A cabeça dele caiu e o resto do corpo seguiu depois. Eu queria deixá-lo em estado pior do que ele fez a meus companheiros, mas fui puxado pelos meus colegas que ainda estavam vivos. 
Achávamos que aquele era o fim... Que aquelas seriam as últimas vítimas do acidente. Mas estávamos enganados. Era apenas o começo. O começo do pesadelo que aconteceria na agora Cidade Fantasma que era Chernobyl. Só o começo de algo que nunca seria revelado..."


CIDADE FANTASMA