sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

"LDM Forever - 10 anos depois" - Um projeto sentimental

Já fazem oito anos desde que os heróis da websérie "LDM - Forever" ficaram encurralados por seus inimigos, sem nenhuma aparente chance de vitória e apenas com uma esperança absurda de que eles se safariam daquela.
A última parte da história foi publicada no dia 3 de Janeiro de 2009, e, desde então, eu nunca mais havia falado nada a respeito do que aconteceria logo em seguida. Creio, no entanto, que nenhuma razão oficial é realmente necessária: a história simplesmente parou porque outras prioridades surgiram e, mais importante, porque não havia mais para onde ir. A história chegou no pior ponto possível, no qual ela está tão ocupada e tenta ir a tantos lugares, que seu único destino é, tristemente, o mesmo da bolha de carne que protagonizou o conto de Harlan Ellison em "I have no mouth, and I must scream". Um final triste, macabro, até, mas, que é de se esperar quando o autor de sua história é um garoto de 15 anos, desesperado por algo que ele não sabe o que é, por uma catarse de seu mundo tão tedioso e tão rotineiro.

A primeira imagem a ser publicada no blog LDM Forever ~ OS GRANDES ~.
Como o tempo passou... E como o tempo foi cruel...

Não tenho vergonha em dizer que eu fui esse garoto, empolgado na época com o que a publicação em blogs significava, ou, melhor dizendo, poderia significar. Vi uma oportunidade para me destacar, de alguma forma, e a tomei, sem temer as consequências, nem me preparar para os inevitáveis comentários hostis e desnecessariamente grosseiros que sempre vêm nesse ramo.
No passado, meu pensamento era ingênuo, mesmo naquela idade, a mesma na qual tantos jovens dos dias de hoje já apresentam maturidade impressionante se comparada ao que havia antes.
Ao mesmo tempo, eu gritava para os céus me dizendo "escritor" (com "amador em seguida, só para ter certeza de que ninguém me indagaria a respeito), indagando ter uma imaginação fértil, mas, sem nunca entender o que significavam esses dois conceitos. O que é ter uma imaginação fértil, afinal? Mais importante ainda, o que é ser um escritor? Perguntas dignas de resposta, mas, não para esta postagem em particular.
O que quero dizer é que, naquele tempo, eu acreditava que estava fazendo algo incrível, e que isso me diferenciava de todos os outros. Sendo honesto, meu universo social era relativamente pequeno, e eu não me surpreenderia se descobrisse que eu fui o único a criar um blog para contar histórias (mesmo que a qualidade dessas histórias fosse duvidosa - não, péssima, mesmo). Isso, no entanto, não é mérito.

Com o passar dos anos, várias coisas me moldaram e me fizeram perceber que o que eu fiz antes não era aquilo que eu queria fazer. Minhas palavras, meus textos passados, nada mais eram do que um grande amalgamo de barulho, algo sem o menor sentido e sem nenhuma mensagem realmente importante para se passar. O que elas passavam, no entanto, era sua identidade como uma cópia de má qualidade, com apenas uma gotinha de originalidade, de um jogo eletrônico que, sendo sincero, não era tão empolgante quanto eu lembrava.
Mesmo assim, creio que não posso atacar o meu eu antigo com tanta ferocidade; eu era apenas uma criança na época, demorei a amadurecer, admito, e, não foi até alguns anos atrás, que comecei a repensar minha forma de escrever e de criar. Aprendi a importância da originalidade, mesmo que parcial, assim como aprendi a necessidade que uma história, qualquer que seja, tem de identidade.
Creio que é possível ver meus primeiros esforços perante esses elementos com a história "Cidade Fantasma", a qual publiquei em capítulos aqui mesmo.

Hoje, ainda não me considero um "escritor" digno desse nome. Vejo-me mais como um narrador, alguém que conta histórias, embora, admito, aspiro ter tal palavra como nome um dia.
No entanto, se há algo que posso confirmar, com toda a certeza, e sem temer soar arrogante, é que, definitivamente, estou melhor do que fui antes. Certamente não sou mais um garoto: abrangi meus horizontes, criei simpatia pelos ideais e problemas de outros, e, de certa forma, aprendi a acoplar esses elementos naquilo que crio e escrevo.

Então, imagine minha reação quando, ainda à época da produção de "As Aventuras de Retnuh" como tiras semanais, ao procurar por inspiração em personagens antigos, me vi relendo as produções do blog "LDM Forever ~ OS GRANDES ~". Vergonha talvez defina melhor o sentimento, embora essa não tenha sido a única sensação a me tomar naquele instante.
Temo que a perigosa (e paradoxalmente tão amada) nostalgia me segurou em suas garras, quando vi todas aquelas imagens e aqueles textos, me lembrando dos primeiros dias que passei com o Blogger, além do que se passava em minha vida durante aquele tempo. Mas, não foram exatamente as lembranças da época que mais me impactaram. Foi o trabalho em si. O que havia sido feito, o que havia se deixado de fazer, e o que iria acontecer no futuro próximo. Isso tudo, talvez, não teria acontecido se, no momento, eu não estivesse trabalhando com as histórias do Retnuh, que, como acho que já disse antes, ocorre em uma versão diferente do mesmo universo em que as histórias de LDM Forever ocorreram.
Seja qual for o real motivo, ele ainda me é um mistério... Por isso, permita-me fechar dizendo que, apesar de não me ver retornando para terminar aquela história que comecei há dez anos, ela me deu uma ideia simplesmente tentadora demais para ignorar.

Peço perdão pela longa introdução que é virtualmente irrelevante, se não for levado em conta seu valor trivial, o que, tenho certeza, será justamente o caso.

Se houver interesse, por favor, acompanhe-me para depois da quebra, onde explicarei minha ideia, além de outros detalhes vitais que a acompanham.

Feliz

Não existe fórmula para ser feliz...














Basta seguir aquilo que você deseja, da forma que deseja.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Feliz será publicado amanhã!

Demorou bem mais do que o previsto, mas, a nova história do Retnuh, Feliz, finalmente está pronta e está quase aqui!
Para comemorar, foi feita até uma imagem especial, que é essa logo abaixo!


Em Feliz, o grupo viaja para Snow-cut, o planeta natal de Retnuh, para que ele possa recuperar seu direito de morar em outro planeta. No entanto, as coisas podem não ser tão fáceis, já que a vida em Snow-cut é muito mais lenta e cheia de pessoas pouco interessadas em fazer algo a respeito.

Essa nova história vai explorar um pouco o passado de Retnuh, além de dar algumas dicas de porque ele saiu de seu planeta e foi para Bort. Inclusive, uma pessoa muito próxima de Retnuh vai estar lá para ajudá-lo!

Com tudo concluído, a história será publicada amanhã, dia 10 de Fevereiro, com todas as suas 42 páginas!
Para comemorar, inclusive, vou atualizar a nossa página de "Arquivo" d'As Aventuras de Retnuh com a história especial O Gato Borralheiro: uma história com o Nex.

Espero que vocês se divirtam com elas!
Tenham um ótimo dia!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Moana: Um mar de aventuras (2016)

E assim como a personagem titular se vê voltando continuamente para o oceano, eu me vejo voltando para este blog com um novo filme da Disney sobre o qual falar. E, dessa vez, tenho uma surpresa bem agradável em minhas mãos.


Fui assistir Moana com minhas expectativas relativamente baixas, visto a minha decepção com o Operação: Big Hero. Ao mesmo tempo, no entanto, eu ouvi falar muito do filme e, até o momento em que a sessão começou, tudo o que eu conhecia era um dos teasers que dava mais foco ao personagem Maui, ao invés da personagem titular. Por isso, meu conhecimento sobre a trama era absolutamente zero. Também, por isso, cada momento do filme foi como uma verdadeira jornada pelos sete mares: uma grande surpresa a cada parada, perigos que pareciam sempre bem reais e reviravoltas tão bem boladas e executadas que, em suas respectivas ocasiões, não falhavam em deixar-me boquiaberto.

Diferente das duas últimas produções e, até certo ponto, bem diferente de tudo o que a Disney fez nos últimos vinte anos, a trama de Moana é uma de auto descoberta: ver qual o lugar de alguém no mundo e qual sua função. É também um filme sobre superação de limites, de descobrir do que você é capaz e de até onde está disposto a ir para realizar seus objetivos.
Certamente, de nada adianta ter tons tão nobres se a sinfonia não agrada aos ouvidos. Dito isso, Moana tem nesses pontos os pilares de sua trama e de seus personagens.

Evitarei ao máximo o uso de spoilers, ainda mais vendo que o filme ainda pode ser assistido nos cinemas, mas, creio que é importante ressaltar em como a "jornada" ilustrada no filme conta com significados diferentes, podendo ser vista tanto como algo literal como algo mais... Figurativo.
Os personagens com os quais passamos mais tempo certamente evoluem com o passar da trama: existe um crescimento, uma mudança visível em sua atitude, mas, neste ponto, Moana consegue escapar de uma grande armadilha, que é a descaracterização.
Apesar de conseguirmos conhecer melhor o aparentemente vão e exibido Maui, ele jamais perde sua personalidade e seu jeito de ser, mesmo que seu comportamento e suas origens sejam explicados.

Em termos de evolução, no entanto, quem realmente merece destaque é a personagem titular. Moana tem um trajeto incrível como personagem, começando relativamente insegura de suas habilidades, um tanto incapaz, e sem direção, e, ao final de seu grande trajeto, ela se torna segura, confiante e, acima de tudo, capaz de realizar até mesmo atos que desafiam instintos mortais.

Outro ponto de destaque que o filme certamente merece é o quão grande seu mundo parece. Assim como Zootopia fez em seu tempo, Moana introduz um universo incrivelmente rico e diverso, do tipo que causa empolgação apenas na ideia de explorá-lo. Isso se traduz, em especial, nos diversos obstáculos pelos quais a protagonista tem que passar em sua jornada, todos que, inclusive, auxiliam na evolução de Moana história afora.
Seu mundo se torna mais vivo com elementos grandiosos e assustadores, e, com a ajuda de uma direção de arte tão bela, também.

A direção de arte, a propósito, dá muito mais personalidade ao filme, com cores vivas e personagens tão carismáticos e expressivos, além da ocasional canção que permite uma grande onda de criatividade visual.
Sim, Moana é o primeiro filme desde Frozen que conta com uma trilha sonora cantada por seus personagens. Apesar de não parecerem chegar ao nível "grudento" de "Let it go", também de Frozen, as músicas de Moana são lindamente compostas e, até o momento, creio que estão dentre as mais belas (tanto em letra quanto em composição) dessa nova era de animação da Disney.
Um outro ponto no qual eu gostaria de tocar é que, ao perceber que essa seria a direção do filme, fiquei me perguntando em como exatamente as músicas seriam implementadas. Admito não saber bem o que eu queria ver, mas, eu sabia que não queria ver o que foi feito em Frozen, com músicas que praticamente se intrometiam no meio da trama nos piores momentos (a reprise de "For the first time in forever" vem à mente). Não há preocupações aqui, já que Moana inicia seus momentos musicais com sutileza, cada momento musical apropriadamente antecipado e, mais ainda, utilizado para dar mais profundeza a cada personagem. "How Far I'll Go" e "You're Welcome" são exemplos maravilhosos disso, e até mesmo a ocasional reprise, que funciona deliciosamente bem.
Vale comentar que, assim como Tangled e até Zootopia, existe uma menção à típica cantoria de filmes como esse, pequena, sim, mas, divertida de todo jeito.

Moana entrega tudo o que o subtítulo nacional promete. É certamente um grande oceano e uma grande jornada (ou... aventura, se preferir). Tão cativante quanto seus personagens, é difícil não recomendar esse filme e, como os últimos filmes que vimos saindo tanto da Disney quanto da Pixar, existe algo aqui para cada tipo de público.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Uma atualização para o que virá


Já estamos na última semana do mês de janeiro, e este vem sendo um mês bem diferente para mim por diversos motivos... No entanto, nenhum deles é relevante para o tema desta postagem.
Na verdade, já faz mais de dois meses desde a nossa última grande atualização, que foi a publicação de O Gato borralheiro: uma história com o Nex. Não só isso, como faz mais de um mês desde a nossa última postagem, ponto.

Por conta desse grande intervalo de tempo, decidi retornar para deixar uma atualização do progresso da nova história, "Feliz", além de alguns planos para o futuro.
Vamos começar do começo.

FELIZ - ATUALIZAÇÃO
Primeiramente, eu gostaria de estabelecer que a nova história do Retnuh já tem seu número de páginas estabelecido e está quase completa.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Falando um pouco mais sobre "Feliz"

Já fazem alguns dias desde o anúncio da nova história do Retnuh e, basicamente, desde então tive que trabalhar bastante para poder deixar a história rolando como deveria.
Foram bastantes revisões, criação de páginas, revisões, desenhos e redesenhos, revisões, mudança de planos, revisões, e por aí vai a (nem tão) longa lista.

Apesar de achar ousado de dizer isso, devo dizer que "Feliz" deve ter sido a história mais duradoura que fiz até agora, tendo ela um tamanho bem maior do que as outras histórias em quadrinhos que fiz até o momento para o Epicamente Chato, e com uma história um pouco mais sensível do que foi mostrado até agora.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Feliz - Uma nova história do Retnuh

Olá, caríssimos leitores! Como foi o seu final de semana?

Se você está lendo essa postagem, provavelmente deve ter percebido que chegou a hora de trazer novidades em relação àquilo que virá no futuro.
Faz mais ou menos um mês desde o lançamento da nossa última história, O Gato Borralheiro, então, eu imaginei que já estava no momento apropriado para falar o que mais nós temos no estoque.

Dito tudo isso, venho aqui apresentar oficialmente algo que tenho mostrado em pequenas parcelas, o novo e último projeto d'As Aventuras do Retnuh para 2016.
Introduzo a história Feliz.
Entendo o possível estranhamento em relação ao nome, a propósito. Então, não fiquemos perdendo tempo nisso, e vamos ao nosso já comum FAQ.

1. "Feliz"?! É outra história baseada em contos de fada?
Não! Conforme eu havia dito na introdução d'O Gato Borralheiro, a história geral d'As Aventuras de Retnuh iria continuar normalmente logo após o término do pequeno One-off do Nex.
Essa nova história é original.